domingo, 10 de dezembro de 2017

Levedo de cerveja, entre outras coisas, é um poderoso antiestresse

Não há como negar que nos tempos de hoje... Quem não tem estresse? Se pedir para levantar a mão...

Quem não tem, não é verdade?

Os laboratórios se esmeram na busca por aquele antiestresse... E artigos de autoajuda, no bom sentido, existem cada vez mais em revistas e na rede, dando dicas valiosas para ajudar a evitar, senão como administrar o dito cujo.

A dica aqui é usar este velho conhecido, o levedo de cerveja, que, além de inúmeros efeitos benéficos em outras áreas importantes para a saúde, é um poderoso antiestresse.

Ele, ainda, leva a vantagem de ser baratíssimo.

Confira abaixo.
Levedo de cerveja, entre outras coisas, combate o estresse

Um antiestresse fácil, eficiente e, além de tudo, muito barato. Ao lado de outras vantagens mais...

levedo de cerveja é um complemento alimentar, subproduto da fabricação da cerveja, riquíssimo em vitaminas do complexo B e uma grande fonte de proteínas.

levedo tem um efeito depurativo do sangue e contribui no tratamento - e cura – de afecções na pele como acnefurúnculos etc. Ele pode ainda ser utilizado como elemento auxiliar no controle de peso, se consumido meia hora antes das refeições principais, pois, a sua ingestão leva a saciedade, logo, ao menor consumo de alimentos.

E, ao contrário, se consumido próximo das refeições, ele pode ter efeito contrario, o aumento de peso.

Talvez, um benefício mais importante, hoje, seja o combate ao estresse, em função de suas elevadas concentrações de vitaminas do complexo B, quando o efeito é imediato, ocorrendo nos primeiros dias após a sua ingestão, que deve ser regular e diária. A dose recomendada é de até 20 comprimidos por dia, preferencialmente, em 3 vezes.

Existe, também, a opção em pó – que é mais em conta, mais barata – cuja recomendação ou dose você encontra na embalagem.

Publicado originalmente em Novaseboas

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sábado, 9 de dezembro de 2017

Veja porque ler e se informar um pouco não ocupa espaço na cabeça... Brasil é 2° em "desinformação"

Se informar dá uma força... É, dá uma forcinha na percepção, logo, aumentam as chances de maior compreensão, das coisas, daquilo que anda rolando, de fato, no entorno...

Informações estas que vão muito além do mero diletantismo em ‘posar’ de bem informado, já que pode ter à ver, e muito, com a própria vida, qualidade de vida? Isso sem entrar nos méritos ‘dos custos’ para o país em si mesmo, pois costuma gerar ‘coisas’ como o ‘velho voto’... Que dispensa maiores considerações...

Em tempo, não é ‘ignorância’ – como poderíamos dizer – político-social? É bem mais ampla... A ênfase aqui, no “político-social” é feita em função do nosso momento político/histórico... Embora não tenha sido um item especifico considerado na pesquisa. Mas, “só” tem tudo á ver...
Confira dados abaixo:
"Brasil é o 2º país com pior noção da própria realidade
Os brasileiros têm a tendência de perceber um quadro pior do que a realidade ou têm pouca familiaridade com características do seu próprio país. Segundo uma pesquisa realizada em 38 países, os brasileiros só ficam à frente dos sul-africanos em um ranking que mede a percepção equivocada que as pessoas têm da realidade à sua volta.

Elaborado pelo instituto britânico Ipsos Mori, o levantamento confrontou dados oficiais com a percepção que as pessoas têm deles. As perguntas dos entrevistadores incluem temas como taxa de homicídios, criminalidade de estrangeiros, consequências de ataques terroristas, saúde, religião, consumo de álcool, entre outros.

O ranking da pesquisa, chamado Índice de Percepção Equivocada, é liderado por África do Sul, Brasil, Filipinas, Peru e Índia. Já o outro extremo da lista, que mostra os países onde a população mostrou estar atenta à sua realidade é encabeçado por Suécia, Noruega, Dinamarca, Espanha e Montenegro.

A visão brasileira

Quantas garotas de 15 a 19 anos engravidam no Brasil? Os brasileiros acreditam que 48% dão à luz, mas os dados oficiais mostram que são apenas 6,7%. Quando questionados sobre quantos estrangeiros compõem a população carcerária do país, os brasileiros em média disseram acreditar que a taxa chega a 18%, mas o número oficial é 0,4%.

O mesmo se repete com os homicídios. Quando questionados se acreditam que a taxa de homicídios é mais alta no país hoje do que em 2000, 76% afirmaram que sim. Mas, segundo o instituto, a taxa, apesar de alta, é a mesma – cerca de 27 homicídios por cada 100 mil habitantes.

A cada cem mortes de mulheres de 15 a 24 anos, quantas foram causadas por suicídio? Os brasileiros afirmaram que são, em média, 29, mas o número real é 4,3.

Em temas que envolvem economia e status social, os brasileiros também cometeram erros. Segundo a pesquisa, os entrevistados apontaram que 85% das pessoas no país possuem um smartphone, mas a taxa real é 38%. Os brasileiros também superestimam a quantidade de carros registrados por habitante. Segundo os entrevistados, são 68 para cada cem pessoas, mas o dado correto é 40.

Em temas como religião, os entrevistados mostraram subestimar dados. Quando questionados qual é a taxa de pessoas que acreditam em Deus no país, os brasileiros responderam em média 80%, mas pesquisas oficiais mostram que a taxa é 98%.

Mas os brasileiros se saíram bem em relação a países como os Estados Unidos, Suécia, Noruega e Alemanha quando confrontados com a pergunta “algumas vacinas causam autismo?”. Apenas 10% dos brasileiros disseram acreditar nessa correlação equivocada, 35% não souberam respondem e 54% apontaram que tal informação é falsa.

Entre os norte-americanos, por exemplo, 19% disseram acreditar em uma relação entre vacinas e autismo. Entre os suecos, 25% apontaram uma relação de causa e efeito. Os cidadãos de Montenegro e da Índia apareceram como os mais ignorantes: 44% dos entrevistados de cada país afirmaram acreditar na falsa relação.

Influência de informações negativas

Segundo o diretor de pesquisas da Ipsos Mori, Bobby Duffy, existem vários motivos para as pessoas terem uma falsa noção, mas o principal vilão é a tendência de focar demasiadamente em aspectos negativos.

“Nós superestimamos aquilo com que nos preocupamos: quanto mais assistimos a uma cobertura sobre um assunto, mais prevalente acreditamos que ele seja, ainda mais se a abordagem for assustadora e ameaçadora. Nossos cérebros processam informações negativas de um jeito diferente – elas ficam grudadas na gente e passam a afetar como enxergamos a realidade”, disse.

Segundo Duffy, essas percepções equivocadas são preocupantes por causa das suas consequências. No caso da ideia falsa sobre uma relação entre vacinas e autismo, isso pode afetar a saúde das crianças. Mas a pesquisa também mostrou que a população de vários países enxerga incorretamente temas como terrorismo e até mesmo consumo de álcool.

Poucos entrevistados souberam responder corretamente à pergunta “no período de 2002 a 2016, o número de mortes em seu país causadas pelo terrorismo foi mais alto do que aquele de 1985 a 2000?”. Para a maioria dos entrevistados, o número de vítimas em atentados em seus países apenas cresceu. Mas os dados mostram que em muitas dessas nações essa ideia é falsa.

Entre os alemães, por exemplo, 44% acreditam que o número é mais alto, mas os últimos 15 anos registraram menos vítimas alemãs do que o período que incluía parte da década de 1980 e os anos 1990. Em apenas oito dos 38 países – entre eles França e Bélgica – tal percepção do crescimento é validada por dados.

A falta de noção também se repete na forma como as pessoas enxergam outras nações. A Rússia foi apontada pela maioria dos entrevistados dos 38 países como aquele com a população mais beberrona. Só que o país na verdade é o sétimo no ranking de maior consumo per capita de álcool. A lista é liderada pela Bélgica, mas nem mesmo os belgas parecem saber disso – apenas 5% deles indicaram o seu próprio país como o mais beberrão.

(…)

Em DCM

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sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Como censor... Não se deu bem. Gilmar sofre derrota na Justiça para Paulo Henrique Amorim

“A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição”.

Foi o que o Gilmar Mendes ‘ouviu’ depois de mover ação contra o Paulo Henrique Amorim.

Foi a sentença dada pela juíza Indiara Arruda de Almeida Serra, nesta quarta-feira (6), quando cita a Constituição Federal, no artigo 220, que assegura.

Isto além de ter que desembolsar a ‘merreca de 50 mil reais para o dito cujo, a título de indenização, ou 10% (dez por cento) sobre o valor atualizado da causa.

Veja mais, aqui.

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Moro “pirou” e pede que brasileiros revejam ‘voto em Lula’, pode?

O cara pirou de vez! Acha que a perseguição desenfreada que vem promovendo contra o candidato em potencial à Presidência da República em 2018, atropelando todos os procedimentos legais, atropelando a Justiça, efetivamente, ainda, não foram suficientes para cumprir sua missão delegada por seus patrões, de fato, sediados na ‘matriz’ do golpe, os EUA.

Ao receber um ‘premiozinho’ de um dos ícones da mídia golpista e antinacional, aproveita a oportunidade e faz o seu apelo, bizarro para um cara que, hipoteticamente, estaria em suas funções, logo impedido de emitir opiniões políticas do gênero, sobretudo se está tão envolvido com o alvo de suas ‘preleções eleitoreiras’, diríamos assim.

Deve estar apelando para o ‘restante’ de seus fãs, antes que sua rejeição aferida por institutos de pesquisa cresça ainda mais.
Moro pede que brasileiros revejam em quem vão votar em 2018
Ao receber o prêmio de "Brasileiro do ano" de 2017, da revista IstoÉ, o juiz federal Sérgio Moro mostrou que quer dar pitacos nos votos dos cidadãos; em discurso na premiação, Moro afirmou: "E m 2018, devemos rever em quem vamos votar. Isso será um ponto decisivo na mudança do nosso País”, afirmou.

Responsável pela Lava Jato em primeira instância, o juiz federal Sérgio Moro recebeu na noite de terça o prêmio de Brasileiro do Ano 2017 pelo seu trabalho à frente da operação.

Em discurso, Moro mostrou seguiu a cartilha de seus colegas de Lava Jato e tentou interferir no processo eleitoral. 

"Em 2018, devemos rever em quem vamos votar. Isso será um ponto decisivo na mudança do nosso País”, afirmou.

Mensagem parece ter sido um recado aos eleitores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, líder absoluto em todos os cenários de intenção de voto, mas condenado por Moro em uma decisão que rendeu críticas de mais de uma centena de juristas. 


Em 247

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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

O esdruxulismo do dito pobre de direita...


Gilson Norberto 
O pior prefeito que SP já teve,trata os cidadãos da periferia como se fosse servisais de zenzalas, só tem olhos para a nobreza Paulistana.*

O comentário acima em artigo sobre a avaliação negativa do prefeito de São Paulo ilustra muito bem a motivação aparentemente sem sentido, que leva o pobre a votar em rico, entre aspas, ou o fenômeno mais esdrúxulo que é o pobre de direita.

É que o “universo do ‘rico’”, é a referência fundamental de valor para o ‘pobre’, que deve ‘fazer as leituras’ mais descabidas sobre sua hipotética desnecessariedade de roubar, além de sua presumida maior habilidade para fazer as coisas... Sendo que pessoas mais próximas de sua condição, pelo menos hipoteticamente, não as teria... Como de resto, por analogia, ele próprio, embora não tenha lá a noção, como se diz, ou consciência clara de sua hipotética incapacidade e/ou daquela de seu ‘pares’.

No mais, a mídia usual se encarrega de fazer o resto... Aliado as formulações de campanha feitas pelos teóricos/formuladores da propaganda eleitoral, que sabem muito bem disso e, sobretudo como explorar este quadro bizarro.

A superação dessa situação bizarra é uma ‘coisa’ altamente desejável, e, a bem da verdade, já se vê Brasil a fora. O que é um sinal evidente de que há esperança, no sentido prático (???), de que podemos mudar.

Aumento da percepção... Aumento da informação... Com a palavra os estudiosos da área...

*aqui.

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quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Quem é quem na bancada evangélica, entre aspas, com este poder de fogo no Congresso Nacional

O conservadorismo, ou melhor dizendo, o retrogradismo militante, que parece vir pautando decisões importantes no Congresso Nacional, sobretudo no pós-golpe, e é fato que capitaneado por hostes religiosas, notadamente da bancada evangélica. Pelo menos é assim que vem ficando mais evidente.

Entretanto, nessa entrevista abaixo com a professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Maria das Dores Campos Machado, especialista em sociologia da religião, você vai conferir que eles, o evangélicos, são apenas os mais “aparecidos”, já que outras ‘cores religiosas’ fazem coro com as demandas e, ao que tudo indica, são majoritárias, embora insistam em permanecer ocultas. Pelo menos para a mídia usual ou ela, a mídia, prefere fazer ‘onda’ com o etilo mais agressivo dos evangélicos.
Bolsonaro, cuidando dos votos
Esta ‘bancada religiosa’ fechada com o golpe – lembra-se do Cunha? – e fechada na linha de frente com os retrocessos que o interino vem tentando promover na legislação do país, notadamente na área previdenciária e trabalhista.

As vitórias no campo moral e social são uma bandeira cara a esses segmentos que atuam no contexto de exceção, de atentado as liberdades individuais e a preceitos Constitucionais.
O grave é que, ainda, não pararam com seu retrogradismo moral e cívico e a continuar esta situação de exceção, de atentado à democracia de fato em todas as suas instâncias, “muita coisa descerá pelo ralo”.

Isso para ficarmos apenas nestes aspectos, sem entrarmos no mérito dos retrocessos para o Brasil como um todo – econômico e patrimonial, digamos assim – já que o golpe foi feito com este propósito e está aí seguindo o script.
“Os parlamentares religiosos tendem a ser mais conservadores do que a população evangélica”
Para especialista em sociologia da religião, as vitórias no campo moral conseguidas pelos evangélicos se devem a alianças com católicos e espíritas.

Nos últimos anos, a atuação da bancada evangélica na Câmara dos Deputados tem se mostrado com bastante força no noticiário nacional. Eles conseguiram avançar em propostas mais conservadoras, como a retirada da palavra "gênero" no Plano Nacional de Educação, realizaram audiências e comissões para tentar barrar qualquer direito da comunidade LGBT e das mulheres. Mas, para a professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Maria das Dores Campos Machado, especialista em sociologia da religião, o grupo parece ter mais força do que realmente tem. Segundo ela, as vitórias dos religiosos se devem a alianças feitas com parlamentares católicos e espíritas.
Pergunta. Qual o peso da bancada evangélica no Congresso?
Resposta. A primeira coisa a dizer é que quando você entra no site da Frente Parlamentar Evangélica você vê 193 nomes. Mas ali tem o nome de todo mundo que assinou para se criar a Frente Parlamentar Evangélica. Tem vários católicos, por exemplo. Os evangélicos assinam também para outros, como a Frente Parlamentar Católica, a da Segurança Pública etc. Para o público em geral aparece como se eles tivessem um peso muito grande, mas eles não têm. Os evangélicos são hoje 16% do Congresso, mas aparecem com essa força toda porque são muito articulados e assertivos, têm uma postura muito beligerante e fazem aliança com vários segmentos que também são conservadores, o que fez com que eles, nos últimos anos, se fortalecessem. Principalmente depois que o Marcos Feliciano foi para a presidência da Comissão de Direitos Humanos, e o Eduardo Cunha para a presidência da Câmara.
P. É por causa das parcerias que eles conseguem pautar seus temas de interesse?
R. Quando eles se unem com os católicos e com os espíritas aí eles conseguem barrar pautas que atrapalham as demandas do movimento feminista e LGBT. O conservadorismo moral que tem dentro do Congresso Nacional se deve às articulações de diversos grupos religiosos. Os evangélicos têm aparecido como mais visíveis apenas porque eles se colocam claramente como evangélicos. Os católicos não fazem isso. Mas existem muito mais parlamentares católicos do que evangélicos.
P. Por que os católicos não se colocam como católicos?
R. A grande diferença é que entre os católicos o números de sacerdotes é muito pequeno no Congresso. No caso dos pastores, eles são muito mais representados. No caso dos evangélicos você tem um grande contingente de parlamentares que são autoridades religiosas e essas pessoas tendem a ser mais conservadoras do que a população evangélica fora do Congresso. As pesquisas têm indicado uma certa cristalização do conservadorismo daqueles que estão no parlamento. É como se eles ali tivessem que aproveitar o nicho conservador para maximizar o seu capital político. Aqueles políticos que estão no Congresso Nacional são, inclusive, mais conservadores do que os pastores de igreja que estão fora do Congresso.
P. Por que a religião evangélica cresceu tanto, especialmente entre os mais pobres?
R. Temos um país com uma desigualdade econômica imensa e pouquíssima presença do Estado nas periferias urbanas, onde os serviços públicos são extremamente deficitários. Especialmente na questão de saúde e de assistência social. É uma população extremamente carente de bens materiais e equipamentos urbanos e não tem para onde recorrer em caso de dificuldades. Você vê no Rio de Janeiro, por exemplo, que é uma cidade extremamente violenta: no momento de um tiroteio o que está aberto para a população é a porta das igrejas pentecostais. Eles oferecem um espaço público, de acolhimento, que vai, de uma certa maneira, preencher um vazio deixado pelo Estado. A igreja católica quando muito tem uma porta na sacristia aberta. As portas abertas são as da Universal, da Assembleia de Deus. É nesses lugares que a população carente encontra alguma acolhida e alguma possibilidade de construir uma rede social. Essas igrejas atraem principalmente mulheres, que estão ou na frente de chefia de família, ou que têm casos de banditismo ou alcoolismo dentro da família. Não têm espaço onde possam falar dos seus problemas e ser acolhidas e encaminhadas por um serviço de apoio e de assistência social.
P. A promessa de resolução de problemas é um fator de atração também?
R. Muito grande. Isso é poderosíssimo. Há a televisão como o fator de divulgação dessas promessas, com programas que trazem testemunhos de pessoas que conseguiram resolver os seus problemas, que falam de experiências de extrema adversidade ou de violência doméstica, doença. O tema da saúde é algo muito frequente. E, ao mesmo tempo, os cultos também têm efeitos terapêuticos. O culto da Universal, por exemplo, tem a música, a dança, a palma, o que faz as pessoas botarem para fora uma energia que está acumulada. Depois de duas horas de culto ela começa a se sentir melhor. As igrejas pentecostais trabalham muito elementos simbólicos e mágicos: uma lâmpada que eles pedem para o fiel levar e ser benzida para colocar no teto de casa e iluminar a família inteira. Gera uma expectativa. As mulheres também são muito estimuladas a sair do choro e da reclamação. Elas são estimuladas a entrar para o mercado informal de trabalho. Até porque os pastores querem o dízimo, então eles querem que as pessoas tenham uma forma de ganhar alguma coisa. Acaba gerando nelas um sentimento de certo empoderamento.
P. A linguagem dos pastores também é um atrativo?
R. Isso é uma outra questão interessante: os fiéis veem no púlpito uma pessoa muito parecida com ela mesma. Você tem pretos e pardos também no púlpito, que é uma coisa que não há na igreja católica. Temos pouquíssimos sacerdotes negros na igreja católica. No caso dos pentecostais há uma identificação por classe, muitas vezes por etnia. E o tipo de oratória é muito próximo desta camada social.
P. E por que as lideranças se interessaram por entrar na política?
R. Há uma articulação de interesses. Estar na política permite aos diferentes segmentos sociais uma série de prerrogativas. Abre porta para uma série de coisas. A primeira delas é a proteção. A ideia deles é que eles precisariam estar presentes na esfera da política para serem ouvidos e respeitados e buscarem uma certa legitimidade. A capacidade de influenciar na sociedade aumenta muito quando se está na política e quem está na política consegue ter acesso a uma série de parcerias com o Estado. Consegue concessão de rádio, de televisão, na área da ação social.
P. E como se deu esse grande crescimento no número de parlamentares?
R. Desde os anos 80, principalmente com a Constituinte, vem crescendo. Em 86 eles eram quase 4%. Agora são 16%. Essa mudança começa na década de 80 e um dos fatores disso é que com o fim da ditadura muitos atores vieram para a esfera pública: minorias como o feminismo, grupos LGBT e os próprios pentecostais. Eles começam também a se organizar e a querer participar dessa nação enquanto cidadãos. A Universal criou já no inicio dos anos 90 uma estrutura para distribuir as candidaturas, por bairros. Os candidatos não competem nos mesmos bairros. Eles foram criando uma forma de fazer política que foi atuando quase como um partido. Era uma estratégia muito ousada, que começou a ser adotada por diferentes grupos religiosos que competem entre si.
P. A competição entre os grupos é muito grande?
R. Muito grande. Eles se unem em alguns momentos, mas competem entre si de forma muito intensa. O que dificulta, por exemplo, a união nos momentos de campanhas majoritárias, como é a para a presidência da República.
P. Por isso não lançam um candidato único?
R. As alianças vão ser com diferentes grupos para garantir o seu quinhão. Neste sentido há um pragmatismo muito grande neste grupo que se alinha com o pragmatismo das lideranças partidárias. Elas querem votos, então levam o pastor para se candidatar dentro da sua sigla. Os partidos se abriram para esses grupos religiosos, atraíram essas figuras. Os pentecostais não entraram na política sem serem convidados. Foram estimulados pelos partidos, porque eles têm as igrejas abertas, gente para fazer propaganda. Locais para o candidato encontrar milhares de pessoas para ouvi-los. Esses candidatos vão para os cultos, se apresentam em um cenário onde não existem mais comícios. A redemocratização e os interesses dos partidos em ter acesso às camadas populares abriram as portas ou fizeram com que fosse possível que estes grupos entrassem para a cena política. O que expressa uma certa democratização da política brasileira. Não é de todo mal. Existem novas lideranças, mas que não foram formadas nas passeatas, nos movimentos sindicais ou no movimento estudantil. Foram formadas dentro das igrejas.
P. No campo nacional eles se alinharam ao PT, partido muito diferente ideologicamente, nas últimas eleições. Por que?
R. Eles foram apoiar o Lula em função do que tinha no momento. Antes de Lula era o Fernando Henrique Cardoso. As análises mostram que durante o Governo FHC houve um certo investimento da Receita Federal em esclarecer algumas coisas da Universal e isso fez com que houvesse um certo deslocamento da igreja em favor do PT. As outras também se aproximaram muito em função do discurso da ética que o PT tinha no inicio dos anos 2000. Essa guinada para o PT abriu as portas para o partido de uma série de pobres das periferias urbanas das grandes cidades. Para o PT isso foi muito importante. Mas os pentecostais tem uma visão da esquerda muito negativa. E o Lula ao mesmo tempo que tinha alianças com os pentecostais tinha com feministas e LGBT. Da mesma maneira que ele conseguiu fazer com que avançassem muito várias bandeiras feministas, com audiências publicas para discutir aborto, o Programa Nacional de Combate à Homofobia, as conferências nacionais do grupo LGBT, isso gerou uma insatisfação muito grande e os pentecostais vão se afastando de Lula. É um afastamento gradativo que se apresenta de uma forma mais forte em 2014.
P. É possível um candidato majoritário se eleger sem o apoio dos religiosos ou evangélicos?
R. Hoje eles têm um número muito grande na sociedade e algum apoio de evangélicos o candidato tem que ter. Agora, construir consenso neste campo é muito difícil.  Eles se dividem e apoiam diferentes pessoas. Na próxima eleição eles devem se dividir entre Bolsonaro, Marina e Alckmin.
Em El Pais - Talita Bedinelli - São Paulo 

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terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Hipotéticos eleitores de Bolsonaro, os ruralistas, o chamam de louco após almoço

Para tentar acalmá-los, reitera o seu propósito de dar fuzis aos fazendeiros para ‘..
enfrentarem “invasores” de terra...’, mas, se a ideia tinha ibope, nem isto agradou.

Ao que tudo indica, apesar de sua edição com esta aura de salvador da pátria endossada pela mídia convencional, tipo as globos da vida, ele não deve ser lá muito bom com o vernáculo oficial – se é que tenha algo de consistente para expressar – haja vista que já andou metendo os pés pelas mãos com perguntas sobre economia em entrevistas, e outras preciosidades do tipo.

Em função disso ele optou por delegar às equipes especializadas, entre aspas, os temas sobre os quais ele não tem a mínima ideia do que se trata (???), logo, não acha nada para responder.

Tem o hilário caso da pergunta que você confere na imagem abaixo.
Se bem que, pelo visto os seus eleitores alvo/preferenciais devem ser do mesmo nipe, logo, não se perturbam com estes deslizes...* Não consigo expressão adequada para qualificar. Deve ser a proximidade com as “energias” do dito cujo, ao falar/escrever sobre ele.
"Ruralistas chamam Bolsonaro de louco após almoço com ele; nem promessa de dar fuzis a fazendeiros agradou 
Um almoço fechado do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) com parlamentares ruralistas expôs nesta terça-feira (28) divergências entre o pré-candidato ao Palácio do Planalto e o setor do agronegócio. O encontro foi na sede da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), no Lago Sul.

O discurso de Bolsonaro contra o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e a repetição de uma promessa feita durante a semana de que distribuiria fuzis para fazendeiros enfrentarem “invasores” de terra não foram suficientes para garantir uma liga entre o candidato e o setor.

“A gente quer segurança. A gente não quer uma pessoa que traga mais insegurança“, afirmou o deputado Domingos Sávio (PSDB-MG), que foi um dos poucos parlamentares a usar o púlpito montado na sede da FPA para falar.
Veja também:  O que o Bolsonaro ‘oferece... ’ O exemplo de sua vida pública? Qual? (ou suas ideias maravilhosas...)
“Essa campanha está nascendo como uma guerra de marketing. Estão mais preocupados em dar declarações que comovam a opinião pública do que fazer análises profundas“, disse Sávio.

“Às vezes somos estigmatizados. O setor agropecuário não pode e não tem o egocentrismo de pensar o Brasil só sob o olhar do campo e da produção. Olhamos questões como saúde, educação e segurança.”

Uma boa parte dos deputados evitou dar declarações. Eles saíram afirmando, de forma reservada, que Bolsonaro foi “genérico” e “inconsistente“. Em entrevista, Bolsonaro reclamou que um deputado, referindo-se a Sávio, o tinha chamado de radical e que 90% dos presentes tinham sido receptivos.

“Quero ver se esse vaselina vai resolver o problema da violência. Ele que apresente uma solução”, afirmou Bolsonaro. “Tem de radicalizar contra o MST, mas radicalizar dentro da lei.”

‘Porteira fechada’

Bolsonaro disse que, caso seja eleito, entregará o Ministério da Agricultura de “porteira fechada” para o setor indicar técnicos, do ministro aos assessores. O deputado Luiz Nishimori (PR-PR) disse ter gostado do discurso de Bolsonaro, mas reconheceu que não é novidade ministro da Agricultura ser escolhido pelo setor.

“Isso é normal.”

O pré-candidato divergiu de setores do agronegócio ao se opor a proposta de venda de terras para estrangeiros. “Não sou nacionalista. Sou patriota. Quem quer comprar é a China. Ela que vai decidir o alimento que plantará. O que a gente vai comer amanhã?“, questionou. “Agora, se o setor quer vender, eu obedeço.”

Bolsonaro disse que saía do almoço “confiante".

O deputado Nilson Leitão (PSDB-MT), líder da FPA, foi questionado sobre as críticas reservadas de parlamentares a Bolsonaro. “Na verdade, o importante para a frente é que não estamos escolhendo nosso candidato“, disse.

Leitão ressaltou que a frente já recebeu o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito João Doria (PSDB), ambos de São Paulo

Em centralpolítico

* É bom lembrar que critérios tipo condição econômica e nível de escolaridade não “funcionam”, ou não veem ao caso.

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sábado, 2 de dezembro de 2017

O panoptismo e redes sociais... O ‘saldo’ de estar constantemente conectado

A criação, e sucesso incontestável, das redes sociais veem ao encontro desta “necessidade do sistema” de garantir o controle da população, pois, o que antes era feito de forma mais complicada, diríamos assim, hoje é tranquila e ‘doada’ espontaneamente pelos cidadãos/usuários que não têm a mínima ideia do que fazem, ou do que é feito com a informação que franqueia.

O saldo mínimo seria funcionar como subsídios para fundamentar a “necessidade” de cortes das liberdades civis.
“O panoptismo de estar constantemente conectado às redes sociais
O panoptismo de estar constantemente conectado às redes sociais. Entevista especial com Olaya Fernández Guerrero

O panoptismo de estar constantemente conectado às redes sociais. Entevista especial com Olaya Fernández Guerrero

noção de panoptismo, discutida por Foucault há 40 anos, “permite compreender muitas das situações que vivemos atualmente em nossas sociedades, nas quais, sob o pretexto da segurança global, intensificaram-se as medidas de vigilância e controle que se aplicam sem exceção a toda a população e que, às vezes, implicam um corte preocupante das liberdades civis”, diz a filósofa Olaya Fernández Guerrero à IHU On-Line, na entrevista a seguir, concedida por e-mail.

Segundo Olaya, as novas tecnologias da informação e comunicação têm reforçado “essa visibilidade constante e permanente que tem muito de panóptico”. Nas sociedades atuais, pontua, é possível identificar duas modalidades de panoptismo.

A primeira é baseada na vigilância à qual todos os cidadãos estão submetidos pelo poder político. A segunda, explica, é mais “sutil” e aceita pelas pessoas, e “se explicita na pulsão de estar constantemente conectados às redes sociais, compartilhando fotos e informações sobre o que estamos fazendo em cada momento. Este tipo de panoptismoacaba sendo muito poderoso e às vezes acaba gerando nos indivíduos um comportamento viciante e uma dependência das redes sociais que é preocupante, particularmente entre a população mais jovem; por essa razão, é urgente desenvolver uma visão crítica em relação a esse outro panoptismo que está invadindo as nossas vidas”, defende.

Olaya Fernández Guerrero é doutora em Filosofia e professora na Universidade de La Rioja, na Espanha. Recentemente ela esteve no Instituto Humanitas Unisinos – IHU, proferindo a palestra O Poder e o panoptismo da cidadania em Michel Foucault. A íntegra da conferência pode ser vista aqui.

Confira a entrevista.

IHU On-Line - Em que sentido a ideia de panoptismo, desenvolvida por Foucault, explica as relações de poder, controle e vigilância nas sociedades atuais? Como essa ideia ajuda a entender o nosso tempo?

Olaya Fernández Guerrero - A noção de panoptismo, que aparece nos textos que Foucault escreveu há 40 anos, permite compreender muitas das situações que vivemos atualmente em nossas sociedades, nas quais, sob o pretexto da segurança global, intensificaram-se as medidas de vigilância e controle que se aplicam sem exceção a toda a população e que, às vezes, implicam um corte preocupante das liberdades civis.

IHU On-Line - Quais diria que são os exemplos concretos da manifestação do panoptismo nas sociedades atuais?

Olaya Fernández Guerrero - Atualmente, encontramos muitos elementos que estão estreitamente vinculados ao olhar vigilante e hierárquico, o que é uma das principais características do panoptismo. A instalação de câmeras de segurança em espaços públicos, o controle das comunicações através da internet ou a moda de fazer ‘selfies’ e compartilhar essas fotografias nas redes sociais são alguns exemplos que ilustram esse panoptismo contemporâneo.

IHU On-Line - Por que na nossa época o panoptismo é ainda mais forte e evidente do que na de Foucault?

Olaya Fernández Guerrero - As causas da ascensão do panoptismo são muito diversas. Entretanto, um dos fatores que mais contribuíram para essa mudança são as novas tecnologias da informação e comunicação, que têm uma presença crescente na vida cotidiana dos indivíduos e que reforçam essa visibilidade constante e permanente que tem muito de panóptico.

IHU On-Line - Como essa ideia de panoptismo cria uma nova concepção de sujeito?

Olaya Fernández Guerrero - Os diversos dispositivos panópticos acabam fazendo parte dos processos de criação de subjetividades e transformam-se, além disso, em elementos mediadores das nossas relações sociais e interpessoais. O próprio Foucault já escreveu sobre esta questão, identificando a sociedade contemporânea como uma sociedade disciplinar na qual o dispositivo panóptico cumpre um papel muito importante, uma vez que submete os indivíduos a uma vigilância total e invasivaque acaba produzindo uma interiorização das normas e uma ampla adaptação aos padrões de conduta que a sociedade estabelece para regular cada aspecto de nossas vidas.

IHU On-Line - Como a categoria de povo se relaciona com essa ideia de panoptismo?

Olaya Fernández Guerrero - No contexto do panoptismo, o povo, ou melhor, a cidadania, perde parte da sua autonomia e liberdade de ação e transforma-se em uma coletividade administrada e vigiada, submetida a um regime de visibilidade em que todos, e cada um dos indivíduos, estão sujeitos à supervisão e são colocados sob suspeita.

IHU On-Line - Como a senhora compreende, de um lado, a crítica ao panoptismo e, de outro, o uso que as pessoas fazem, por exemplo, de espaços de vigilância como o Facebook?

Olaya Fernández Guerrero - Existem pelo menos dois tipos, duas modalidades, de panoptismo: uma delas é o panoptismo baseado na vigilância e no controle a que estão submetidos todos os indivíduos pelos poderes políticos, pelas forças de segurança etc., e que é difícil contornar. Este panoptismo é mais fácil de identificar e muitas pessoas adotam uma postura crítica em relação a ele.

Mas, nas sociedades atuais, surgiu também outra forma de panoptismo mais sutil, ao qual muitos indivíduos aceitam (aceitamos) se submeter voluntariamente, e que se explicita na pulsão de estar constantemente conectados às redes sociais, compartilhando fotos e informações sobre o que estamos fazendo em cada momento.

Este tipo de panoptismo acaba sendo muito poderoso e às vezes acaba gerando nos indivíduos um comportamento viciante e uma dependência das redes sociais que é preocupante, particularmente entre a população mais jovem; por essa razão, é urgente desenvolver uma visão crítica em relação a esse outro panoptismo que está invadindo as nossas vidas.

IHU On-Line - O que seria uma alternativa ou uma resistência ao modelo de controle, vigilância e poder advinda da ideia de panoptismo? Como romper com esse modelo?

Olaya Fernández Guerrero - Para começar a propor opções de resistência, a primeira coisa a se fazer é identificar quais são os dispositivos de controle e vigilância aos quais estamos submetidos, e a partir daí desenvolver uma perspectiva crítica e refletir sobre as maneiras mais efetivas para contornar aqueles modos de controle e vigilância que nos pareçam mais negativos. Na minha opinião, o mais adequado é realizar práticas de resistência de caráter concreto e contextualizado, que devem ser desenvolvidas no âmbito das atividades cotidianas de cada indivíduo.

IHU On-Line - Quais são os exemplos de resistência ao panoptismo hoje?

Olaya Fernández Guerrero - Em relação ao panoptismo ao qual somos submetidos pelos poderes públicos, penso que é importante continuar a questionar o discurso da segurança global, uma vez que em muitos casos este é utilizado como justificativa para cortar as liberdades civis e aplicar modelos de vigilância que são inaceitáveis do ponto de vista ético. Também é preciso fazer um uso mais responsável das redes sociais e, desse modo, evitar contribuir para esse panoptismo ‘voluntário’, ao qual acabamos cedendo cada vez que compartilhamos imagens e informações pessoais nas redes sociais, e que contribui para essa ‘visibilidade total’ e nos coloca em uma situação de vulnerabilidade e de constante escrutínio e sujeição ao olhar alheio.

Por Patricia Fachin
No IHU Online


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