sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Veja o que o Bolsonaro diz querer continuar: ‘Vendas no varejo do Brasil têm pior setembro em 18 anos e fecham 3º tri estagnadas

É, parece coisa de panfleto comunista ou petista, já que na cabeça do bolsonariano são as mesmas coisas, mas, é do caderno de economia da Folha de São Paulo, via Reuters, que, embora tenha se tornado inimiga do bozó e mantenha um layout mais esclarecido/imparcial, digamos assim, nunca fez parte das ‘hostes’ tidas como esquerdistas.

Então, o bozó disse que vai dar continuidade ao governo, entre aspas, do itamar, ou seja, vai ratificar o golpe que começou contra a Dilma e continuou via urna, com cara de democracia, graças à manipulação do zapzap.

Manipulação esta a cada dia mais evidente e bizarra, que até a justiça, entre aspas, tem até medo de tocar no assunto de forma efetiva.

É medo ou jogo de cena, já que volta e meia o seu chefezinho, do STF, vem à mídia, fazendo de conta que ela, a justiça, se ofendeu...

Se você 'foi de bozó’, se informe e aproveite... Já que deve estar interessado naquilo que ele fez (está fazendo) com o seu voto, sua confiança, desinformação efetiva (?)...

  “Vendas no varejo do Brasil têm pior setembro em 18 anos e fecham 3º tri estagnadas

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - As vendas no varejo do Brasil recuaram mais do que  esperado e registraram o pior desempenho para setembro em 18 anos, devido às perdas em supermercados e combustíveis, indicando incertezas para os últimos meses em 2018 após encerrarem o terceiro trimestre com estagnação.

Em setembro, as vendas no varejo caíram 1,3 por cento em relação a agosto, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira.

Este foi o pior resultado para o mês na série histórica iniciada em 2000 e bem pior do que a expectativa em pesquisa da Reuters de queda de 0,2 por cento.

Em relação ao mesmo mês de 2017, as vendas apresentaram ganho 0,1 por cento, também bem abaixo da projeção na pesquisa de alta de 1,6 por cento.

Ao encerrarem o terceiro trimestre com estabilidade sobre os três meses anteriores, as vendas do varejo mostram enfraquecimento ao longo do ano, após alta de 0,8 por cento no segundo trimestre e de 1 por cento nos primeiros três meses do ano.

Em setembro, seis das oito categorias pesquisadas mostraram queda nas vendas, sendo que a comercialização de combustíveis e lubrificantes caiu 2 por cento no mês na comparação com agosto, registrando também o pior resultado para setembro na série histórico.

Com forte peso no bolso dos consumidores, o setor de hiper e supermercados viram suas vendas contraírem 1,2 por cento em setembro, o pior resultado para o mês desde 2002.

O movimento, de acordo com o IBGE, se deu por conta do aumento dos preços em setembro, a inflação de alimentos e bebidas foi de 0,10 por cento, após uma queda nos preços de 0,34 por cento em agosto. Já os preços dos combustíveis subiram em setembro 4,18 por cento, após queda de 1,86 por cento no período anterior.

“A inflação de combustíveis e hipermercados teve efeito negativo sobre as vendas. A alta dos combustíveis tem a ver com elevações promovidas pela Petrobras e, no caso dos alimentos, houve alta na alimentação domiciliar”, explicou a gerente da pesquisa do IBGE, Isabella Nunes.

As vendas no varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, tiveram recuo de 1,5 por cento no período, pressionadas principalmente pela queda de 1,7 por cento em material de construção na comparação com agosto.

A atividade econômica brasileira vem apresentando um ritmo fraco, o que associado às incertezas ligadas às eleições presidenciais vinham contendo o consumo no país.

Tanto a confiança do comércio quanto do consumidor indicaram melhora em outubro, mas alto nível de desemprego e a informalidade ainda são fatores limitantes.

“Temos uma grande informalidade no Brasil, e isso afeta o poder de compra de consumo dos brasileiros. O mercado de trabalho tem sido um freio para o consumo”, completou Isabella.

Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira.

Artigo original: REUTERS

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quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Acredite se quiser. Juízes podem fazer greve para melhorar rendimentos... O recente aumento não foi satisfatório...

Eles acham que foi pouco... Só um aumentozinho de 16,38%, ou seja, de R$ 33,8 para R$ 39,2 mil, ainda mais depois que a Dilma cortou em 2015 um aumento de 78,6 % de aumento para os servidores do judiciário até 2017 – deve estar ligado à má vontade legal, entre aspas, no apoio ao golpe e da tentativa de alienação política do PT da disputa eleitoral favorecendo o bozó.
Veja, na Folha/UOL:  Dilma veta reajuste de até 78,6% nos salários do Judiciário...
Isso, embora ela tenha aumento o salário dos magistrados de29.462,25 para R$ 33.763,00. O aumento, de 14,6%, vale a partir de 1º de janeiro de 2015 e corresponde ao teto do funcionalismo público no Brasil. 

O auxílio-moradia que se transformou em motivo de escândalo e de gozação depois que se tornou público, levando a especulações sobre o seu corte, pelo visto, no novo governo deve ser relativizado, mas mantido em essência.

Provavelmente a tal da relativização do beneficio, entre aspas, seja o fato de juízes casados – casal de juízes, diga-se de passagem – mesmo já tendo casa própria, receberem dois auxílios moradia... É, parece inacreditável, mas é fato, confira aqui

Só por curiosidade. Você sabia que o Lula cortou o auxílio-moradia, com exceções lógicas [confira no link, aqui], em 2005, medida aprovado pelo Congresso à época e foi derrubado pelo próprio (pode?) STF... É isso! Decisão em causa própria...

Outro lance interessante é que o Sérgio Moro, mesmo tendo casa própria, sempre recebeu o tal auxílio-moradia... Coitado!

Veja como os representantes máximo da justiça [sic] sentem-se muito bem diante da alienação da grande parte da população, ignorância mesmo, – independente de nível de escolaridade e/ou de condição sócio econômica – que topam se expor assim de maneira tão ridícula até, e com certeza muitos deles, mesmo desempregados ou ganhando uma merreca, devem achar certo e justo. 
"Ou seja: mesmo restringindo o pagamento do auxílio-moradia, o que deve acontecer, o STF vai precisar arranjar uma fórmula para pacificar a magistratura. A volta do adicional por tempo de serviço parece juridicamente improvável, considerando as recorrentes decisões do tribunal sobre o assunto. Indignadas, as associações de juízes prometem bater o pé – o que pode significar, por exemplo, uma greve da categoria." [leia aqui]
Só para lembrar, os ditos cujos fizeram manifestação pública, é na rua, em Brasília para pressionarem os parlamentares – muitos deles vulneráveis com ‘um monte’ de processos nas costas – e garantir a aprovação do recente reajuste.

Curiosidade: 
“Deveriam, no mínimo, abrir mão das regalias dos 88 dias de folgas do ano (além dos fins de semana), da cota de passagens aéreas de R$ 52 mil anuais e do carro oficial com motorista particular”.
Como deu para ter uma ideia, além de tanta pose do STF & Cia embora grande demais, resolveram votar o pedido de habeas corpus do Lula de foram inédita, com as portas fechadas... (???)

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quarta-feira, 14 de novembro de 2018

O ônix, é isso! É aquele ‘homem forte’ do bolsonaro, que foi perdoado de seus pecados, leia-se crimes, pelo moro...

Crimes da ‘equipe’ do bozó são erros do passado, segundo o seu “acessor” maior, o Ministro da Justiça, o moro [sic] É o currículo ideal.

 xico sá e outros 10 curtiram

Mais
E adorei o Moro declarar que o caixa dois do Onyx Lorenzoni é “um erro do passado”. Todo crime é um erro do passado!


A consiência, e certeza, de que o bolsonariano é, em sua maioria, mané... Ops! Foi mal... Desculpe!. É o que os deixa tranquilos para se expressarem assim.

É, o ônyx, é o principal acessor do bozó, como Ministro da Casa Civil e atual cordenador ‘das coisas”. O seu curriculo ilegal, digamos assim, deve ter sido o que o capacitou ao cargo.

O dito cujo é uma pérola de sensatez e de “autonomia/independência”  para assuntos aleatórios, aliás, todos... Já que as ordens, mesmo, vêm de além-fronteira, mais ao norte...


Esperamos que apesar do discurso radical e bizarro, tenhamos alguma relativização das coisas, diante da inevitável reação internacional... Não por que seria, como poderíamos dizer... Boazinha, democrática ou coisa que o valha... Seria para se livrar de eventuais consequências, já que não raro aproveitam a oportunidade para se darem bem.

É como se diz: ‘A esperança é a última que morre’.

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terça-feira, 13 de novembro de 2018

A nação e a Universidade ameaçadas. Um 'déjà-vu' assustador

Dê uma lida, é um protesto/depoimento de quem conheceu e/ou viveu tempos difíceis com a ditadura de 64, que hoje se insinua nos corações e mentes de tantos iludidos pelo assédio tecnológico das fake news, que endossaram por pura ignorância e desinformação – é bom salientar que as expressões ignorância e desinformação independem de condição social, nível de escolaridade e renda – esse estado de coisa altamente lesivo à população, às instituições e ao país.

         A nação e a Universidade ameaçadas

"Quem conheceu os danos à vida democrática e à autonomia universitária devidos ao golpe de 1964 e ao ato institucional no 5º de 1968, sabe quanto e temerária a possivel condução ao poder de entusiastas daquele obscuro período a que nossa nação foi submetida. Por isso, independetemente de diferenças entre nossas convicções políticas, nós que vivemos aquelas circusntâncias, em nossa condição de traballho foi profundamente perturbada, nos associamos a todos na comunidade acadêmica que se opõem a qualquer retrocesso em nossa democracia"
Este texto, com este título, é parte do que subscrevi com outros colegas e foi utilizado por funcionários, estudantes e docentes para anunciar uma reunião à qual fui convidado. A solicitação para escrever esta matéria decorreu da minha fala naquela ocasião e, aceitando a oportunidade oferecida pelo Jornal da USP, partilho com os que viveram ou não as décadas da ditadura militar, o que experimentei pessoalmente, como estudante e como professor em nossa universidade. Quando do golpe militar, senti seu direto impacto como estudante de graduação, pois atividades até então rotineiras, como atuação em centros acadêmicos, passaram a ser vigiadas e, a partir de qualquer conotação política, tratadas como subversivas. Estudantes e professores que se mobilizavam em defesa da democracia foram perseguidos no próprio campus, pois junto à Reitoria instalou-se um comando militar com acesso aos dados acadêmicos e com poder de intervenção. Assim, nossa atuação de resistência passou a ser praticamente clandestina, e a muitos professores submetidos à contínua ameaça só restou o exílio para universidades no exterior.

Continue lendo em Jornal USP

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segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Ciro vai mostrando sua verdadeira cara. Agora é o acordo com o psdb. Em aberto com o Bozó...

“Após críticas ao PT, PDT de Ciro Gomes refaz pontes com PSDB”.

A afirmação é da Folha de São Paulo e não fake news ou intriga de petistas.

Então, se você continua ‘cirista’ e espera passara hecatombe eu ameaça cair sobre o Brasil com o desgoverno do Bolsonaro e pensa votar no novo mito em 2022, uma boa ideia é começar a se informar melhor dede já.

Um exemplo. Veja, aqui, o motivo do discurso do Ciro Gomes alegando ter sido traído pelo Lula/PT, fatos que denotam aquilo que vimus falando, ou a sua dubiedade política, digamos assim, consequência de sua trajetória desde sempre quando foi até da Arena, que mascara seu caráter político  não confiável.

Confira trecho:

(...) construir sua imagem como candidato de centro, coo lide capaz de reconciliar o país.

Por isso, com uma mão ele bate no Lula e com a outra bate na política econômica do golpe neoliberal. O objetivo é abocanhar esse eleitorado que é antipetista, mas nãochega a ser de direita, e que podemos chamar aqui, na falta de um termo melhor, de “centro”.

Consigo entender os motivos que levaram Ciro Gomes a adotar esta estratégia, que me parece bem equivocada (...)

Como vê, um bom começo é “dar um Google” e rastrear a história ou currículo político, digamos assim, do novo candidato a mito e futuro salvador da pátria, daí é só ficar de olho, pois até lá ele vai continua metendo os pés pelas mãos, como um bom falador e com isso irá, efetivamente, revelando quem é, e o que pensa sobre eventual futuro governo seu.


É o mínimo que podemos fazer para tentar um voto mais inteligente e não embarcarmos em preferências personalistas vazias, em mitos e “informações” via os WhatsApp’s da vida.

Veja trecho 'sintomático' em artigo da Folha;

       Após críticas ao PT,PDT de Ciro Gomes refaz pontes com o PSDB

(...)

À frente das articulações, o senador eleito Cid Gomes afirma que objetivo e construir um grupo que não será oposição sistemática ao presidente Jair Bolsonaro, mas ao mesmo tempo não integrará a base aliada.

(...)

Veja o detalhe. É o seu irmão Cid quem fala. Aquele que prestou um bom serviço à eleição do bozó, quando às vésperas das votações do 2º turno, em cima de seus votos de Senador recém-eleito, espinafrou o Haddad/PT, quando parecia estar apoiando: “... não será oposição sistemática ao presidente Jair Bolsonaro...”.

Como vê, pelo andar da carruagem não nos surpreendamos se ele, o Ciro & Cia vierem a fazer “uma ponte” com o bozó e assim, além de mostrar coerência e afinidade programática (?) com o dito cujo, como está fazendo com o psdb, ainda tentar agradar ou conquistar o seu grande eleitorado para 2022.

Clique em Folha de São Paulo e confira.

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domingo, 11 de novembro de 2018

‘Oumuamua’ novo objeto espacial desconhecido pode ser alienígena, dizem pesquisadores de Harvard

Objetos alienígenas sempre povoaram o imaginário das pessoas, embora para a grande maioria não passem de especulação de esoteristas, para dizer o mínimo. 

Entretanto existem linhas de pesquisa, a Exobiologia ou Astrobiologiaque estudam a área e tentam encontrar evidências dentro de parâmetros usuais de ciência para comprovar sua existência.

Essa afirmação é de pesquisadores da conceituada Universidade de Harvard que, com certeza, não iriam ‘macular’ nem seus nomes e nem seus cacifes como cientistas e pesquisadores, fazendo uma afirmação assim, logo, a ‘coisa’ sai do reino da imaginação e especulações esotérico-espirituais e entra para o espaço da ciência convencional.

Apesar disso, existem controvérsias. Confira aqui.

Confira!

            "Pesquisador sugere que ‘Oumuamua pode ser objeto alienígena

O objeto espacial ‘Oumuamua (“Primeiro mensageiro distante”, em havaiano), passou pertinho da Terra em outubro de 2017, e deixou muitos astrônomos intrigados.

Ele é incomum por vários fatores: é o primeiro visitante de fora do sistema solar registrado; não parece se comportar nem como cometa nem como asteroide; parece ter uma fonte própria de aceleração; e não tem cauda.

Este objeto avermelhado de tamanho estimado de 1000m x 167m x 167m chegou de repente, sem muito aviso, e os pesquisadores tiveram poucas semanas para se preparar para estudá-lo. Além disso, sua passagem perto da Terra coincidiu com a passagem do furacão Maria em Porto Rico, que interditou o observatório Arecido. Este observatório poderia ter trazido informações valiosas sobre o ‘Oumuamua.

Objeto alienígena?

Um artigo científico que será publicado por um pesquisador de Harvard em 12 de novembro na revista Astrophysical Journal Letters, propõe que o ‘Oumuamua pode ser um objeto feito artificialmente por alienígenas.

O artigo tenta explicar a movimentação estranha do objeto e oferece várias hipóteses. Uma delas é que sua aceleração se deva a pressão por radiação solar.
“Se a pressão por radiação é a força aceleradora, então o ‘Oumuamua representa uma nova classe de material interestelar, que ou é produzido naturalmente, através de um processo ainda desconhecido nos discos proto-planetários, ou por uma origem artificial”, diz o artigo.

O trabalho explora a ideia de que o ‘Oumuamua poderia ser uma parte quebrada de uma nave alienígena. Ele poderia ser uma vela solar flutuando no espaço interestelar.

O autor até propõe que ao invés do objeto ser apenas parte de uma nave, ele pode ser a nave inteira: “alternativamente, um cenário mais exótico é que o ‘Oumuamua pode ser uma nave totalmente operacional enviada intencionalmente para as vizinhanças da Terra por uma civilização alienígena”.

Mas é tarde demais para confirmar esta ideia usando telescópios ou de outras formas, conclui o artigo. A única forma de confirmar ou descartar esta hipótese seria observar um objeto parecido no futuro. [CNET]

Por Juliana Blume em HiperScience

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sábado, 10 de novembro de 2018

Como os brasileiros veem a ciência e os cientistas?

“Análise de três décadas de pesquisas de opinião desfaz mitos e traz revelações: população diz estar tão interessada em ciência quanto por esporte, mas pouquíssimos conseguem citar o nome de um pesquisador brasileiro ou de uma instituição”.

Não deixa de ser uma coisa boa. É isso, o interesse demonstrado, o que pressupõe atribuição de valor, embora aux pied du mot, isso não se confirme na prática, digamos assim.

Veja esse texto abaixo:

(...)

Otimismo, sem ingenuidade.

Outros aspectos que marcam nossa cultura – apontam as pesquisas – são o otimismo em relação ao desenvolvimento da C&T e a visão positiva sobre ciência e cientistas. “Ordem e progresso” não parece ter ficado só em nossa bandeira. A maioria dos brasileiros valoriza os benefícios da C&T, confia nos cientistas como fonte de informação, tem uma imagem em geral positiva do cientista e de suas motivações, além de considerar importante conhecer a ciência e investir em pesquisa.

Os brasileiros, em média, se declaram mais otimistas quanto aos efeitos da C&T do que os cidadãos da maioria dos países europeus. A fração de pessoas que consideram que a ciência e a tecnologia só trazem benefícios para a humanidade está entre as maiores do mundo, e aumentou ao longo das décadas.

(...)

Dê uma conferida na matéria completa, Ciência Hoje.

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sexta-feira, 9 de novembro de 2018

'Brasil nunca aplicou Paulo Freire', diz pesquisador. Para os golpistas é o mentor do comunismo local

Em meio à insanidade geral que se apossou de grande parte do eleitorado via fake nwesWhatsApp, o Paulo Freire foi lembrado e  execrado, por muita gente que, com certeza não tinha, não tem,  a mínima ideia de quem ele era, e muito menos sobre o seu trabalho. Instinto de boiada é seguir juntos de “cabeça baixa” e lançar-se juntos no precipício político/eleitoral em que nos meteu a todos.

As mudanças bibliográficas que ministro’s [sic] de educação do bolsonaro preconizam para a educação como um todo, vem dessa leseira, desse uso e abuso dos corações e mentes de tantos, completamente tomados pela farsa e pela mentira, preconizando abolir o Paulo Freire como ícone maior de que chamam de comunismo nas escolas.

Veja esta entrevista de um pesquisador à BBC/Brasil (2015), quando fala sobre o “uso” do Paulo Freire no Brasil.

     "Brasil nunca aplicou Paulo Freire',diz pesuisador

Chega de doutrinação marxista. Basta de Paulo Freire". A frase, que aparecia em uma faixa durante a manifestação contra o governo Dilma Rousseff em Brasília, em março de 2015, causou polêmica nas redes sociais e provocou até uma resposta da ONU, defendendo o educador brasileiro famoso mundialmente pela teoria da pedagogia crítica.

Considerado patrono da educação no Brasil desde 2012, Freire dá nome a institutos acadêmicos em países como Finlândia, Inglaterra, Estados Unidos, África do Sul e Espanha, mas, em sua terra natal, tem sido criticado por manifestantes e articulistas pelo que consideram sua "influência esquerdista" no ensino.

O historiador e doutor em Educação José Eustáquio Romão, seu amigo pessoal e especialista em sua obra, discorda: "Paulo Freire nunca foi aplicado na educação brasileira. (...) Ele entra (nas universidades) como frase de efeito, como título de biblioteca, nome de salão."

Em entrevista à BBC Brasil, ele diz que as ideias e o método de alfabetização de adultos criado por Freire já serviram de base para políticas públicas em diversos países, mas ainda se resumem a experiências pontuais no Brasil.

"Estou convencido de que se aplicarmos hoje (o método), acabamos com o analfabetismo no Brasil em um ano", afirma.

Segundo os dados mais recentes do IBGE, o Brasil ainda possui 13 milhões de analfabetos, apesar da diminuição do índice nos últimos anos.

Romão, que é um dos fundadores do Instituto Paulo Freire e, atualmente, diretor de mestrado e doutorado na Universidade Nove de Julho (Uninove), em São Paulo, passou os últimos 15 anos em busca do manuscrito perdido do livro Pedagogia do Oprimido, obra mais conhecida e traduzida do educador pernambucano, morto em 1997.

O manuscrito, que contém trechos inéditos do livro – publicado nos Estados Unidos em 1970 e proibido pelo regime militar brasileiro até 1974 – sobreviveu à ditadura chilena nas mãos de Jacques Chonchol, ex-ministro de Agricultura no governo de Salvador Allende (1970-1973). Agora, foi devolvido ao Brasil.

Continue lendo, aqui.

Em BBC 

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quinta-feira, 8 de novembro de 2018

O novo Ministro da Justiça continua “seguindo” a lei... E como!

E aí, bolsonarista, o que está achando do desempenho do seu ministro da justiça? Ele está inovando e inaugurando um novo conceito de justiça, de fazer justiça*, dentro do manual do seu líder maior, o bozó.

Se você está satisfeito, primeiro com o seu mito reformador e representante de deus [sic] no Brasil e depois com o seu mito dois, o morinho, arauto da luta contra a corrupção e defesa das leis e da Constituição, é só festejar.


Dê uma olhada em mais uma ação do dito cujo, é apenas uma ‘açãozinha’ de menor importância, diante dos grandes descalabros que a cada dia se tornam mais evidentes e públicos, tipo o golpe eleitoral para permitir a eleição do mito, aqui.
   
             “Moro comete infração ao tirar férias para montar equipe do novo ministério

Em termos jurídicos, parece claro que um juiz de Direito só pode aceitar um cargo político no Poder Executivo se, antes, pedir exoneração. Afinal, a Constituição veda que o juiz exerça atividade político-partidária. Consequentemente, parece óbvio — embora o óbvio se esconda e esteja no anonimato no Brasil — que, se o juiz, sem sair do cargo, aceita convite para ser ministro de Estado e, sem sair do cargo, entra em férias para organizar o ministério, ele estará infringindo o Estatuto da Magistratura, o Código de Ética dos juízes e a Constituição da República.

Parece tão simples isso. Além do mais, por qual razão os cidadãos da República têm de continuar a pagar o salário do juiz, em férias, para organizar o seu ministério? Ele tem direito a férias? Pois bem. Se tem, não pode tirá-las na condição de juiz já aceitante de um cargo no Poder Executivo. Isso ou temos de desenhar?

O que espanta (ou não espanta) é que, no Brasil, estamos nos acostumando a deixar passar essas coisas. O tribunal ao qual Moro é vinculado deveria, de oficio, abrir um procedimento. O CNJ tem o dever de fazer. Mas, pelo visto, até agora, nada.

Assim, estamos diante de uma situação híbrida: um juiz que está de férias preparando seu ministério para assumir quando deveria pedir demissão do cargo que é absolutamente incompatível com a política. Nem vamos falar, aqui, da situação criada pela aceitação de um cargo político a convite de um presidente que se beneficiou — em termos eleitorais — das decisões do juiz em tela. Nem é necessário falar das declarações, peremptórias — e conhecidas de todos (público e notório) —, do juiz afirmando que, acaso aceitasse um cargo político, isso colocaria em dúvida a integridade (vejam, colocaria em dúvida a integridade) do trabalho por ele realizado (as palavras são essas mesmas).

Todavia, nada disso nos importa, aqui. Estamos apenas chamando a atenção para a falta de prestação de contas à sociedade e a falta da prestação de contas dos órgãos que deveriam fiscalizar os atos dos agentes públicos. Essa prestação de contas se chama accountability.

Não esqueçamos que a imparcialidade de um juiz é a joia da coroa judiciária. No momento em que a imparcialidade sai por uma porta, por outra entra o vale-tudo. Inocentes pagarão pelos culpados. É a instituição judiciária que está em jogo.

Se isso vira precedente, qualquer juiz ou membro do MP poderá negociar seu cargo com um governo. Se o governo aceitar que o juiz ou promotor assuma o novo cargo, esse juiz poderá continuar no cargo montando sua pasta, até o dia da posse. Sim, porque, afinal, qual é a diferença entre estar de férias e estar no exercício da função? Afinal, o próprio Moro estava em férias quando impediu o cumprimento de um Habeas Corpus, não faz muito.

Ou seja, se para Moro não existe férias para juízes — estando sempre com competência (há até acórdãos de tribunais dizendo isso, errada ou acertadamente) —, então podemos concluir, sem medo de errar e sem colocar uma gota de subjetivismo, que o juiz Sergio Moro, em férias ou não, está exercendo atividade outra que não a de magistrado. Ou montar um ministério é atividade de um magistrado?

Aliás, segundo o jornal O Globo, só depois de suas férias é que o TRF-4 poderá providenciar o seu substituto na "lava jato" (afinal, como se sabe, o juiz é titular e só abre vacância com sua saída, e não por suas férias!). Mais um prejuízo.

No caso, a montagem do Ministério da Justiça e Segurança constitui atividade tipicamente político-partidária, totalmente estranha à magistratura. Estando ainda no cargo. Não é necessário ser filiado para exercer atividade política partidária. 

Aliás, fosse necessária a filiação para configurar o tipo administrativo, a Constituição teria colocado "filiação", e não a palavra atividade.

Aguardemos. Na verdade, este texto é muito mais uma pauta para jornalistas do que um material para juristas e para o Judiciário, se nos permitem uma pequena ironia


Em Conjur

            *Resolvemos grafar algumas palavras, expressões, nome e conceitos usuais em minúsculas, simplesmente para fazer jus à perda de relevância e credibilidade que vêm apresentando no novo cenário local.

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