domingo, 13 de agosto de 2017

Quiproquó político em entrega do Premio Camões mostra face do governo interino

Quiproquó político em entrega do Prêmio Camões – Brasil e Portugal – ao escritor Raduan Nassar com um dos ‘ícones’ do governo interino tentando espinafrar e desqualificar o premiado.

O fato aconteceu no princípio do ano (17/02/17), mas ilustra um pouco da natureza dos colaboradores deste estado de coisa que se implantou no país.

É bom lembrar que a premiação é binacional e, com certeza, os critérios utilizados na escolha do agraciado não passam pelo viés político/ideológico.
Se não viu, confira!
“Raduan Nassar: 'Vivemos tempos sombrios'
Vivemos tempos sombrios, muito sombrios: invasão na sede do Partido dos Trabalhadores em São Paulo; invasão na Escola Nacional Florestan Fernandes; invasão nas escolas de ensino médio em muitos estados; a prisão de Guilherme Boulos, membro da Coordenação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto; violência contra a oposição democrática ao manifestar-se na rua. Episódios todos perpetrados por Alexandre de Moraes.

(...)

Os fatos mencionados configuram por extensão todo um governo repressor: contra o trabalhador, contra aposentadorias criteriosas, contra universidades federais de ensino gratuito, contra a diplomacia ativa e altiva de Celso Amorim. Governo atrelado por sinal ao neoliberalismo com sua escandalosa concentração da riqueza, o que vem desgraçando os pobres do mundo inteiro.

(...)

O escritor Raduan Nassar, autor de Lavoura Arcaica, recebeu nesta sexta-feira (17/02) o Prêmio Camões, concedido pelos governos de Brasil e Portugal e um dos principais reconhecimentos da literatura em língua portuguesa. Após o discurso do escritor, o ministro da Cultura do governo Michel Temer, Roberto Freire, se irritou e criticou Nassar, chamando-o de "histriônico" e dizendo que "quem dá prêmio a adversário político não é a ditadura". Freire chegou a sugerir que o escritor deveria ter recusado o prêmio. Durante sua fala, o ministro foi vaiado e ouviu gritos de "Fora, Temer!". 

   Leia, abaixo, a íntegra do discurso de Nassar:

Excelentíssimo Senhor Embaixador de Portugal, Dr. Jorge Cabral.

Senhor Dr. Roberto Freire, Ministro da Cultura do governo em exercício.

Senhora Helena Severo, Presidente da Fundação Biblioteca Nacional.

Professor Jorge Schwartz, Diretor do Museu Lasar Segall.

Saudações a todos os convidados.

Tive dificuldade para entender o Prêmio Camões, ainda que concedido pelo voto unânime do júri. De todo modo, uma honraria a um brasileiro ter sido contemplado no berço de nossa língua. 

Estive em Portugal em 1976, fascinado pelo país, resplandecente desde a Revolução dos Cravos no ano anterior. Além de amigos portugueses, fui sempre carinhosamente acolhido pela imprensa, escritores e meios acadêmicos lusitanos.

Portanto, Sr. Embaixador, muito obrigado a Portugal.

Infelizmente, nada é tão azul no nosso Brasil.

Vivemos tempos sombrios, muito sombrios: invasão na sede do Partido dos Trabalhadores em São Paulo; invasão na Escola Nacional Florestan Fernandes; invasão nas escolas de ensino médio em muitos estados; a prisão de Guilherme Boulos, membro da Coordenação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto; violência contra a oposição democrática ao manifestar-se na rua. Episódios todos perpetrados por Alexandre de Moraes.

Com curriculum mais amplo de truculência, Moraes propiciou também, por omissão, as tragédias nos presídios de Manaus e Roraima. Prima inclusive por uma incontinência verbal assustadora, de um partidarismo exacerbado, há vídeo, atestando a virulência da sua fala. E é esta figura exótica a indicada agora para o Supremo Tribunal Federal.

Os fatos mencionados configuram por extensão todo um governo repressor: contra o trabalhador, contra aposentadorias criteriosas, contra universidades federais de ensino gratuito, contra a diplomacia ativa e altiva de Celso Amorim. Governo atrelado por sinal ao neoliberalismo com sua escandalosa concentração da riqueza, o que vem desgraçando os pobres do mundo inteiro.

Mesmo de exceção, o governo que está aí foi posto, e continua amparado pelo Ministério Público e, de resto, pelo Supremo Tribunal Federal.

Prova da sustentação do governo em exercício aconteceu há três dias, quando o ministro Celso de Mello, com suas intervenções enfadonhas, acolheu o pleito de Moreira Franco. Citado 34 vezes numa única delação, o ministro Celso de Mello garantiu, com foro privilegiado, a blindagem ao alcunhado “Angorá”. E acrescentou um elogio superlativo a um de seus pares, o ministro Gilmar Mendes, por ter barrado Lula para a Casa Civil, no governo Dilma. Dois pesos e duas medidas.

É esse o Supremo que temos, ressalvadas poucas exceções. Coerente com seu passado à época do regime militar, o mesmo Supremo propiciou a reversão da nossa democracia: não impediu que Eduardo Cunha, então presidente da Câmara dos Deputados e réu na Corte, instaurasse o processo de impeachment de Dilma Rousseff. Íntegra, eleita pelo voto popular, Dilma foi afastada definitivamente no Senado.

O golpe estava consumado!

Não há como ficar calado.

Obrigado.

Raduan Nassar


(Publicado originalmente em Carta Capital)

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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Silêncio da rua contra Temer não é condescendência, mas perda de fé no país... Seria o seu caso?


E aí, você se colocaria em um quadro/diagnóstico assim?

O silencio/inércia seria, mesmo, sinônimo de perda de fé, desencanto ou teria traços de condescendência, ou até aprovação, mesmo que pontual?

Para quem “olha de fora” deve ser difícil entender como tanta agente “olha” impassível a destruição/venda de um país assim... Não acha?

Será se teria algo a ver, também, com a postura dessas fontes de informações usual/preferenciais – que continuam as mesmas – que fazem o “teatrinho de mídia” para não perderem audiência/credibilidade dos aficionados de sempre?

Ou falando em uma linguagem mais... Como poderia dizer? Mais chula? Para continuarem a enganar os trouxas de sempre?

É, vamos ver o que acontece... Se vai sobrar “Brasil que se preze” depois disso tudo...
"Silêncio da rua contra Temer não é condescendência, mas perda de fé no país
O governo Temer comemora que as ruas não estejam coalhadas de gente pedindo sua cabeça, tal qual ocorreu com Dilma Rousseff. De forma cínica, seus apoiadores afirmam que isso é uma prova de que a população entende que ele tem agido corretamente para tirar o país da crise e confiam em sua honestidade.

Ao mesmo tempo, uma pesquisa CNI/Ibope aponta que Temer, com seus 5% de aprovação, conseguiu a proeza de estar abaixo dos pisos atingidos por Collor (12%), Dilma (9%) e até Sarney (7%).

O silêncio na rua, quebrado aqui e ali por manifestações ligadas a movimentos e sindicatos, não significa que a insatisfação não esteja no ar. Mas que há uma sensação de desalento generalizado.

Quem apoiou a saída de Dilma, seja por conta das denúncias de corrupção em seu governo ou pelo desgosto com a grave situação econômica que ele ajudou a construir, agora sente desalento ao perceber que saiu da frigideira para cair direto no fogo. Talvez haja felicidade entre quem professa o antipetismo pelo antipetismo, mas este texto não trata de patologias.

Quem não apoiou e protestou contra sente impotência diante da profusão de denúncias de corrupção decorrentes do fisiologismo a céu aberto do atual governo e sua relação incestuosa com o Congresso Nacional. E com a aprovação de uma agenda de desmonte da proteção social, trabalhista e ambiental, que não foi chancelada pela população através de eleições.

Quem não foi às ruas nem para apoiar a queda de Dilma, nem para defendê-la, grupo que representa a maioria da população, e assistiu bestializado pela TV ao impeachment, segue onde sempre esteve: sentindo que o país não lhe pertence. Entende que as coisas vão piorando e, quando bandidos não retiram o pouco que eles têm, o Estado faz isso. Seja roubando suas aposentadorias, seja violentando-os nas periferias de todo o país.

A falta de gente nas ruas é um sinal que diz mais sobre o sentimento geral do país do que sobre a capacidade de engajamento de movimentos contrários ao atual governo. Mesmo que contasse com o apoio do poder econômico, que financiou e divulgou manifestações pró-impeachment, a rua não atrairia tanta gente. E não apenas porque o momento catártico passou e agora a população, cansada, se retraiu. Mas porque, para muita gente, simplesmente não vale a pena.

A manutenção de um governo cuja legitimidade, honestidade e competência são questionados seria suficiente para levar o país às ruas. Contudo, a sensação é de que boa parte da população, aturdida com tudo o que foi descrito acima, está deixando de acreditar na coletividade e buscando construir sua vida tirando o Estado da equação. O que deixa o Estado livre para continuar servindo à velha política e a uma parte do poder econômico.

O Brasil está cozinhando sua insatisfação em desalento, impotência, desgosto e cinismo. Isso não estoura em manifestações com milhões nas ruas, mas gera uma bomba-relógio que vai explodir invariavelmente em algum momento, ferindo de morte a democracia.

Quando o impeachment foi aprovado, um dos receios era o esgarçamento institucional que a retirada de uma presidente eleita pelo voto popular por um motivo frágil (pedaladas fiscais) em vez de um caminho mais sólido (cassação da chapa por caixa 2) poderia causar. Infelizmente, o esgarçamento aconteceu.

Vivemos um momento em que a sensação é de desrespeito a regras e normas, principalmente por parte do governo e de parlamentares, é amplo.

Deixar de confiar na política como arena para a solução dos problemas cotidianos é equivalente a abandonar o diálogo visando à construção coletiva. Caídas em descrença, instituições levam décadas para se reerguer – quando conseguem. No meio desse vácuo, vai surgindo a oportunidade para semoventes que se consideram acima das leis se apresentarem como a saída para os nossos problemas. Pessoas que prometerão ser uma luz na escuridão, mas nos guiarão direto para as trevas.

Ou seja, talvez o tempo da indignação já tenha passado para muita gente. E, por não ter produzido frutos, abriu caminho para a desconstrução daquilo que três décadas de democracia ergueram por aqui.

É triste, mas talvez o principal legado do governo Temer será um não-país.


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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Brasil gasta com justiça seis vezes mais que outros países. Mais eficiência?


Alguém poderia inferir que, se existe maior investimento – gasto – provavelmente seria sinal de mais eficiência, de melhor resultado.

Quem vive o cotidiano por aqui, sobretudo este dos últimos tempos, com golpe, supressão dos trâmites democráticos e juizinhos se fazendo, e sendo tratados como semideuses do Olimpo.

Embora, com certeza, tenha muita gente que concorda com isso, e que a “nossa” justiça (em minúscula) seria sim “justa” e eficiente, o tamanho do investimento nos salários e regalias está diretamente vinculado a sua grande ineficiência e falácia, corrupção, mesmo... Injustiça, literalmente.

A disparidade “de investimento” em relação a outros países é grande. Confira!
"Brasil gasta 1,3% do PIB com a Justiça, enquanto em países como Alemanha e Portugal a conta é de 0,2%, segundo o senador Jorge Viana
Em debate no Senado, Jorge Viana questionou os gastos da Justiça brasileira em comparação com outros países. Disse que, no Brasil, consumimos 1,3% do Produto Interno Bruto, PIB, com os sistemas judiciários e comparou que, na Alemanha e em Portugal, não ultrapassa 0,2% do PIB, seis vezes menos que aqui (leia dados de outros países abaixo).

Outro ponto levantado é que, segundo Viana, um ex-presidente do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral lhe disse que o Conselho Nacional de Justiça, CNJ, foi criado para contar com sessenta funcionários e, hoje, trabalham lá cerca de 1.300. “Certamente com os maiores salários do país”, diz o senador. E conclui, “estamos numa marcha da insensatez e todo mundo bate palmas.”

Viana ainda destacou que quando o ex-presidente Lula assumiu, a Petrobras valia 15 bilhões de dólares e, no final de seu mandato, seu valor estava em 350 bilhões. “Aí entraram uns gatunos lá roubando. Em lugar de prender os gatunos, prenderam a empresa, estão destruindo e vendendo a empresa. Nosso país faz isso.” 
Gastos do país com poder judiciário (% PIB)
Brasil             1,30
Alemanha      0,20
Portugal         0,20
Chile              0,20
Colômbia       0,10
Itália               0,17
EUA               0,10
Confira vídeo, aqui.


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terça-feira, 1 de agosto de 2017

O golpe recoloca o Brasil no mapa da fome. Mas, de quem seria a culpa, mesmo?


Claro que só o fato de estarmos voltando, e “com louvor”, ao velho mapa da fome, já é por si lamentável, entretanto, um ponto que talvez chame a atenção é o fenômeno do pobre de direita, leia-se: o cúmulo da desinformação/alienação gestada com todo o carinho pelos meios de comunicação de sempre.

O pior é que tem muita gente que está sentindo o drama provocado pelo golpe, e deve, ainda, estar atribuindo a culpa/responsabilidade ao governo Dilma, já que as “suas fontes de informação” continuam as mesmas.

Este quadro é só um aspecto do revés, já que começa, também, a fazer água em setores outros mais bem colocados econômica e socialmente, mas a postura é a mesma. Já que as fontes de informação desde sempre foram, e continuam, sendo as mesmas.

É um equivoco achar que o nível de escolaridade e condição sócio- econômica determina algo no que se entende como, nível de informação e um atributo geralmente associado, consciência política e/ou coisa do gênero. 

Ledo engano!

A pose, como se diz, e a pretensão, sim. Mas o resultado sempre atesta o contrário.
Logo o “pobre de direita” é só mais um fenômeno – relativamente recente – a engrossar as fileiras dos que historicamente se têm na cota de entendidos, informados e conscientes políticos.

A verdadeira massa de manobra “amada” por todo golpista que se preza.
"143 mil voltam ao Bolsa Família e há 525 mil na fila
Mais de 143 mil famílias retornaram ao Bolsa Família neste ano devido ao aumento da taxa de desemprego provocado pela forte crise econômica que se instalou no país. A fila de espera também cresceu. Ela chegou a estar zerada nos meses de janeiro e fevereiro, mas aumentou gradualmente e atingiu 525 mil famílias. O ministro do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), Osmar Terra, informou que pretende acabar com a espera ainda em agosto. Mesmo com a restrição orçamentária do governo federal, o ministério teria orçamento suficiente para atender esse público.

Em entrevista ao Valor, o secretário-executivo do ministério, Alberto Beltrame, explicou que a piora da economia fez com que muitas famílias retornassem ao bolsa. Recentemente, os indicadores do mercado de trabalho vêm dando sinais de melhora, mas ainda não estão sendo captados. Dado divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que, no segundo trimestre, a taxa de desemprego atingiu 13%. O nível de desocupação foi menor do que aquele registrado no primeiro trimestre, de 13,7%, mas ficou 1,7 ponto percentual acima da taxa apurada entre abril e junho de 2016 (11,3%).

Leia mais, no Valor

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domingo, 30 de julho de 2017

Manifestantes, e paneleiros, arrependidos? Não, mesmo!


É um grande equivoco achar que os manifestantes e ‘bate panelas’ que serviram de massa de manobra, quando saíram às ruas combatendo o governo, manifestações estas que concorreram para a relativização do processo democrático no país e que levaram ao golpe, estariam tendo, agora, diante do “quadro dantesco” plantado, alguma postura e/ou atitude de autocrítica.

O que garante a sua fidelidade, entre aspas, ao ideário pregado à época e que levou a destituição da presidente eleita, foi a fonte de informação. É isso! A fonte de informação que os cativou/arregimentou para saírem às ruas. O que poderíamos resumir pelo o ‘ícone mor’, o JN.

Por mais que o dito cujo grupo editorial Globo, volta e meia faça alguma critica muito bem estudada ao governo de plantão, o objetivo não é esclarecer ou reconhecer alguma contradição no processo, é só mais uma forma de demonstrar para aqueles que ‘ainda pensam’ de alguma maneira, apesar de se prostrarem à sua frente, que ele, o jornal, continua merecendo a sua confiança, tanto é que ‘sabe’ criticar quando é devido.

O objetivo é garantir a fidelidade do “da poltrona”, logo, imaginar que os ditos paneleiros estariam fazendo algum processo de autocrítica e/ou reavaliação de sua ação e do governo que ajudaram a postar no Planalto, é um ledo engano.

Logo, a “lição” que o autor sugere que estariam aprendendo...
"Situação do País deve servir de lição a quem bateu panelas, Florestan
              Em sua página no Facebook, o jornalista Florestan Fernandes Júnior critica a corrupção em que Michel Temer está submerso e o espírito de corpo do Congresso Nacional, que ignora literalmente os mais de 200 parlamentares delatados pela Odebrechet e pela J&F; "Espero que pelo menos tudo isso que está acontecendo no Brasil sirva de lição para as pessoas que bateram panelas, vestiram a camisa da seleção brasileira e fizeram parte da coreografia de um espetáculo dantesco orquestrado pela grande mídia do país”.

O Congresso ignora literalmente os mais de 200 parlamentares delatados pela Odebrechet e pela J&F. Nenhum processo foi aberto nos Conselhos de Ética da Câmara e do Senado. Os processos foram devidamente arquivados antes mesmo de serem analisados. Até a representação contra Aécio Neves, que foi gravado pedindo propina de 2 milhões para o empresário Joesley, acabou nos arquivos do senado.

Nem as imagens do dinheiro sendo entregue em 4 maletas ao primo dele em uma ação gravada em vídeo pela PF comoveram os nobres parlamentares que apoiam o governo Temer. Tudo isso fecha de maneira melancólica o processo que se iniciou sob o comando do "honestíssimo" deputado Eduardo Cunha no dia 17 de abril de 2016 que levou ao impeachment sem crime de responsabilidade da presidenta Dilma, colocando em seu lugar o homem que Joesley diz ser o chefe da quadrilha.

Espero que pelo menos tudo isso que está acontecendo no Brasil sirva de lição para as pessoas que bateram panelas, vestiram a camisa da seleção brasileira e fizeram parte da coreografia de um espetáculo dantesco orquestrado pela grande mídia do país.

Por Florestan Fernandes Júnior, em seu Facebook - A corrupção verde amarela.


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