25/11/2009

Filigranas da notícia... Confira! 3

Algumas observações sobre essa ofensiva da velha mídia, de se enquadrar a informação de Internet na categoria jornalística e obrigar os novos agentes a respeitar a proporção de capital nacional nas companhias – assim como as empresas jornalísticas.
Suponha-se que esse pleito seja legítimo.(...)

# Lula defende mais TVs para diminuir "monopólio" nos meios de comunicação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em discurso na última sexta-feira (13/11), durante a inauguração do complexo de TV digital da RedeTV!, em Osasco (SP), defendeu o crescimento das emissoras para diminuir o “monopólio” nos meios de comunicação do País.
A Organização das Nações Unidas (ONU) afirma que a privatização provocou queda nos investimentos em água e esgoto nas regiões urbanas mais pobres do mundo – a concessão para a iniciativa privada derrubou investimentos nas favelas, em especial nos países pobres da África. (…)

18/11/2009

França adota distribuição gratuita de assinaturas de jornal para combater crise na imprensa

A crise, ou as crises, continua fazendo vítimas. Não estamos nos referindo apenas a crise econômica mundial que, como uma pandemia se alastra pelo mundo e, dessa vez, afetou principal ente os países ricos – EUA e UE – que sempre saiam ilesos antes, mas, não desta vez, quando expurgam seus próprios “pecados”. Na verdade, estamos nos referindo a crise – que não é de hoje – da mídia impressa.

Nos EUA, por exemplo, diante dos resultados negativos crescentes, os grandes jornais, ou melhor, jornais grandes, cogitam pedir socorro ao governo federal para não fecharem de vez. Enquanto isso, solução mais criativa e, igualmente desesperada, está sendo tomada na França, onde as pessoas de 18 a 24 anos receberão uma assinatura anual de um jornal de sua escolha. É o projeto “Meu jornal gratuito”, que conta com o apoio do Ministério da Cultura com o objetivo de conquistar novos leitores e garantir a sobrevivência das empresas. Os custos do projeto são bancados pela empresa e pelo Estado.

A concorrência com a informação gratuita na internet é agravada – como não poderia deixar de ser – pela migração em massa da publicidade, para sites e blogs, estes últimos cada vez mais lidos, ou buscados como fontes de informação e notícia.

14/11/2009

Filigranas da notícia... Confira! 2

#Família Velloso pede desculpas a Lula

do Jornal Correio da Bahia
"Rodrigo Velloso, irmão de Caetano Veloso (foto) e Secretário Municipal de Cultura de Santo Amaro fez questão de esclarecer, através de um pedido de desculpas, que a família Velloso não tem nada a ver com a declaração do mano famoso. Eis o teor do documento:"
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#CIA (EUA), compra empresa que monitora redes sociais
“A revista WIRED, traz a revelação de que a In-Q-Tel, uma empresa de investimentos da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA), acaba de fazer grandes investimentos em um negócio dedicado a monitorar a Internet e as redes sociais. A empresa comprada, a Visible Technologies, vigia a cada dia mais de meio milhão de sítios da internet, revisando mais de um milhão de conversas, posts em diferentes blogs, foruns online, Flickr, YouTube, Twitter e Amazon.”
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#Segundo a Vox Populi: Serra cai, mas ainda lidera com 36%. Dilma recupera e sobe para 19%
“O levantamento mostra uma recuperação da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), que passou de 15%, registrado na pesquisa de outubro, para 19%. Serra, no entanto, tinha 40% no último levantamento, agora 36%. A Vox Populi ouviu 2 mil eleitores em 170 cidades de todos os Estados, menos no Acre, Roraima e Rondônia, entre os dias 31 de outubro e 6 de novembro. A margem de erro é de 2,4 pontos percentuais.“
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#"Quem pagou a conta". Livro-bomba acusa FHC de ter servido a CIA
“A obra da pesquisadora inglesa Frances Stonor Saunders (editada no Brasil pela Record, tradução de Vera Ribeiro), ao mesmo tempo em que pergunta, responde: quem "pagava a conta" era a CIA, a mesma fonte que financiou os US$ 145 mil iniciais (financiamento do CEBRAP), para a tentativa de dominação cultural e ideológica do Brasil, assim como os milhões de dólares que os procederam... “
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12/11/2009

Mulheres estão mais tristes e infelizes do que há 30 anos. Emancipação feminina questionada

A emancipação feminina, quem diria, não é mais a mesma, ou pelo menos não vem garantindo aquela felicidade que parecia trazer – pelo menos como espectativa – no princípio.

Estudo feito
pelo Genaral Social Survey, nos EUA, (20/09/2009) – feita desde 1972 – publicada, e comentada, no The New York Times: Blue Is the New Black, concluiu que as mulheres estão mais tristes e infelizes do que há 30 anos atrás, quando começou o movimento de emancipação feminina. A pílula anticoncepcional, a inserção no mercado de trabalho, a liberdade sexual, parece que – com os “adereços” que trazem – vem deixando as mulheres mais insatisfeitas com as suas vidas e mais infelizes.


O estudo vem causando muita polêmica, principalmente, nas tentativas de se identificar, mais especificamente, as possíveis causas, em um esforço para negar o óbvio.

Apesar da tão propalada – e incompreensível – igualdade entre os homens e mulheres, tão cara à mídia e a publicidade, o fato é que a complexidade biológica e hormonal das mulheres, em certo sentido, torna-a mais vulnerável em seu novo papel e funções, notadamente no mercado de trabalho. O inesperado é que na mesma proporção – dos pesquisados – os homens estão mais felizes e satisfeitos com a própria vida.

Segundo foi aferido pela pesquisa, um ponto que contribui para
a tristeza e infelicidade das mulheres é a excessiva sobrecarga a que se submetem em “rituais” de beleza e moda, aliado ao fato de que, com o avançar da idade, elas – apesar dos cuidados – vão, gradualmente, ficando “invisíveis” no que se refere ao sexo oposto, o que não ocorre com os homens, que parece não terem grandes problemas, também, nesta área.

Não deixa de ser surpreendente, principalmente quando dados de outra pesquisa feita pela
AOL, na Internet: “Women's love-hate work issues studied, e divulgada pelo New York Daily News (08/09/2009), dentre outros dados, aferiu que 57% das mulheres (EUA), declararam que gostariam de parar de trabalhar para ficar em casa e, 63% delas, manteem os seus trabalho, apenas pelo contracheque, já que eles não lhes trazem qualquer satisfação pessoal.

Todo processo revolucionário passa, necessariamente, por um período de radicalização no princípio, para depois encontrar um ponto de equilíbrio. Há já algum tempo, nos anos 90, a
Beth Fridam, uma das lideres e mentoras do movimento feminista, fez algumas declarações nas quais revia pontos fundamentais do movimento, principalmente o que o colocava como uma luta contra o homem, o que, segundo ela foi um grande equívoco, embora, na prática, a coisa não tenha mudado.

E ai, o que acha? Faça um comentário e dê a sua opinião!

08/11/2009

Caetano Veloso. Falem mal mais falem de mim. Crise de identidade ou de idade?

Em um “bate-boca” ontológico com o Paulo Francis, que adjetivou de forma, não só pouco elegante, mas preconsceituosa e grosseira, à Região Nordeste e aos nordestinos, depois de réplicas do Caetano Veloso e tréplicas, na página Colunas/Debates, da Folha, a “conversa” foi encerrada com a frase do Caetano Veloso: “Não quero mais gostar dele,” do Paulo Francis.

Este episódio deve estar inspirando muita gente, depois que o Caetano Veloso, o “Gênio da Raça”, entre outros impróperios, chama o Lula de analfabeto, em entrevista a um jornal. Mas, de certo modo, afaga a candidatura da Marina Silva, como tem feito o FHC, a revista Veja, e outros expoentes da “direita conservadora” que consideram a condidatura da ex-ministra caida dos céus, para facilitar as pretensões do José Serra (PSDB) ao Palácio do Planalto.

Que ele sempre foi um fã confesso de FHC, todos sabemos, mas, daí a destilar o seu preconceito e “intelectualismo lustroso”, de forma tão pouco elegante contra o presidente Lula, ele não só exacerbou em sua necessidade “histórica” de criar fatos novos para permanecer na “vanguarda” das polêmicas, como um Jânio Quadros da música, ou seria das palavras ou da língua (?) mas, ocupar e manter o seu espaço na mídia.

Não é à toa que ele foi ao palco, ou seria púlpito (?), da midia conservadora e, preferencialmente, psdebista, a Folha de São Paulo. Ele – o Caetano Veloso – costuma aparecer em “vésperas” de eleições para dar a sua contribuição ao projeto do seu mentor político, o FHC, pois já o fêz antes, contra o mesmo alvo.
Fazendo coro com muitos outros, “nesta hora”: Não quero mais gostar de você.

Confira trecho da música “Calúnia”, do Caetano Veloso:

“Quiseste ofuscar minha fama
E até jogar-me na lama
Só porque vivo a brilhar”

Obs. O Paulo Frances, acabou por se retratar, de alguma maneira, dizendo que tinha sido mal interpretado.

03/11/2009

Nas filigranas da notícia... Confira!

# Instituto Fernando Henrique Cardoso aplicou no Opportunity Fund, de Daniel Dantas

Polícia Federal terminou a identificação dos cotistas brasileiros do Opportunity Fund, do banqueiro Daniel Dantas, apontado pelas autoridades como instrumento de operações financeiras irregulares. Segundo as investigações da Satiagraha o Instituto Fernando Henrique Cardoso foi flagrado pela PF como um dos cotistas do fundo.
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# Fiscalização flagra escravos em escavações para rede da Claro

Grupo foi aliciado no Rio de Janeiro, não recebia salários, estava alojado em galpão e pagava pela comida. Subcontratada pela empresa de telefonia celular não fornecia água potável nem equipamentos de proteção individual”.
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# Governador Aécio Neves agride namorada em festa e a mídia (grande) esconde

Covardia de Aécio Neves, é o título do “post” do Blog do Juca Kfouri, sobre o episódio que ocorreu em festa no Fasano, no Rio, onde o Governador de Minas agride mulher e mídia (grande) esconde. Outro blog, o Glamurama, da J. Pascowitch, noticia o fato mas omite os nomes.
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02/11/2009

"Outrora conhecido como o gigante adormecido da América Latina (...) sob a liderança do carismático..."

(...)Uma peça central dessa estratégia é o Brasil. Outrora conhecido como o gigante adormecido da América Latina, o Brasil - sob a liderança do carismático presidente Luiz Inácio Lula da Silva - transformou-se em uma potência econômica. Segundo estatísticas oficiais, o produto interno bruto do país cresceu 1,9% no segundo trimestre deste ano, em um momento em que várias outras economias de todo o mundo encolhiam. Segundo o Citigroup, o produto interno bruto do Brasil aumentará algo em torno de 5% no próximo ano.(...)”

É um parágrafo na Der Spieguel, on-line, (01/11/09) em artigo em que fala sobre o sucesso do Banco Santander, atribuindo ao seu desempenho no Brasil, o fato de ser o único grande banco da zona do euro, a não só já ter saído da crise, mas, tê-lo feito em melhor situação do que estava antes.

A ênfase aqui, no parágrafo é porque dificilmente veríamos em um jornal ou revista da mídia (grande) aqui do Brasil, onde reina a má vontade, senão perseguição ao governo federal, um parágrafo como este.

01/11/2009

Com as altas taxas de abstenções em eleições na UE (80,4%) e EUA servindo de exemplo, alterar o “status” do voto no Brasil é um grande equivoco

Normalmente existem duas maneiras de aprender: vivenciando e aprendendo com os próprios erros, e outra, relativamente, mais inteligente, que é a observação e reflexão sobre os erros dos outro. Entretanto, embora pareça óbvia, a 2ª opção não é tão utilizada assim.

Para se ter uma idéia, discute-se no Congresso Nacional, dentro da “velha reforma eleitoral” - permanente – a idéia de tirar o caráter direito e dever do voto, mais comumente chamado de voto obrigatório, tornando-o facultativo. Talvez a justificativa do autor da “brilhante idéia”, seja uma noção equivocada de cidadania, liberdade, democracia ou mesmo pós-modernidade, com seus “princípios” niilistas.

Existem mesmo algumas democracias onde o voto é facultativo. No entanto, eles devem andar discutindo ou rediscutindo o conceito de democracia, por definição, representativa. Nos EUA, por exemplo, considerado como um ícone da democracia, acostumou-se a eleger seus governantes com algo em torno de 20% do seu eleitorado. Recentemente, nas eleições francesas, o índice de abstenção foi de 56,5%; na Alemanha, 54,5% e na Eslováquia, 80,4%.

Isso pode ter qualquer nome, menos democracia representativa, já que o governante que saiu de uma maioria, relativa, dos que participaram, dão-lhe uma representatividade e legitimidade, no mínimo, questionável.

As estatísticas indicam que esses votos- os que participaram – são, principalmente de pessoas mais velhas, o que demonstra que as novas gerações, que não tiveram a oportunidade de constituir uma “cultura eleitoral”, ou do voto, não participam, logo, não teem qualquer influência sobre o presente e muito menos sobre o seu futuro como cidadãos, em um país que está sendo pensado e constituído à sua revelia.

27/10/2009

Manifesto em defesa do MST. Confira e dê a sua opinião

Sociedade brasileira

Manifesto em defesa do MST

Contra a violência do agronegócio e a criminalização das lutas sociais

As grandes redes de televisão repetiram à exaustão, há algumas semanas, imagens da ocupação realizada por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em terras que seriam de propriedade do Sucocítrico Cutrale, no interior de São Paulo. A mídia foi taxativa em classificar a derrubada de alguns pés de laranja como ato de vandalismo.

Uma informação essencial, no entanto, foi omitida: a de que a titularidade das terras da empresa é contestada pelo Incra e pela Justiça. Trata-se de uma grande área chamada Núcleo Monções, que possui cerca de 30 mil hectares. Desses 30 mil hectares, 10 mil são terras públicas reconhecidas oficialmente como devolutas e 15 mil são terras improdutivas. Ao mesmo tempo, não há nenhuma prova de que a suposta destruição de máquinas e equipamentos tenha sido obra dos sem-terra.

Na ótica dos setores dominantes, pés de laranja arrancados em protesto representam uma imagem mais chocante do que as famílias que vivem em acampamentos precários desejando produzir alimentos.

Bloquear a reforma agrária

Há um objetivo preciso nisso tudo: impedir a revisão dos índices de produtividade agrícola – cuja versão em vigor tem como base o censo agropecuário de 1975 – e viabilizar uma CPI sobre o MST. Com tal postura, o foco do debate agrário desloca-se dos responsáveis pela desigualdade e concentração para criminalizar os que lutam pelo direito do povo. A revisão dos índices evidenciaria que, apesar de todo o avanço técnico, boa parte das grandes propriedades não é tão produtiva quanto seus donos alegam e estaria, assim, disponível para a reforma agrária.

Para mascarar tal fato, está em curso um grande operativo político das classes dominantes objetivando golpear o principal movimento social brasileiro, o MST. Deste modo, prepara-se o terreno para mais uma ofensiva contra os direitos sociais da maioria da população brasileira.

O pesado operativo midiático-empresarial visa isolar e criminalizar o movimento social e enfraquecer suas bases de apoio. Sem resistências, as corporações agrícolas tentam bloquear, ainda mais severamente, a reforma agrária e impor um modelo agroexportador predatório em termos sociais e ambientais como única alternativa para a agropecuária brasileira.”
(…)

Estes são os primeiros parágrafos do “Manifesto em defesa do MST”, alvo da reação conservadora que vem promovendo a concentração fundiária, conforme dados recentes divulgados pelo IBGE, além da desnacionalização de grandes extensões de terras do país, a título de aumento na produção de soja, cana-de açúcar – etanol.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) é um movimento social do país que luta por alternativa ao modelo agroexportador dominante, e que sempre foi demonizado pela mídia conservadora e, agora, é alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso Nacional, que faz parte de uma tendência histórica no país de criminalizar os movimentos sociais. Se quiser apoiar a defesa do MST, clique no link: Manifesto em defesa do MST e assine.

E você, o que acha? Faça um comentário e deixe a sua opinião sobre isso: MST, CPI, Concentração fundiária etc.

16/10/2009

“Impactos econômicos do Bolsa Família”. Confira, vale à pena

Por incrível que pareça, ainda tem gente que critica o que denomina de “assistencialismo” do Bolsa Família. Não veem ou não querem ver, por má fé ou ignorância mesmo – de ignorar – as estatísticas que comprovam a ascensão social e econômica de mais de 40 milhões de brasileiros, alçados da classe D para a C.

O Bolsa Família foi, e é, um dos fatores que segurou o Brasil na crise econômica, que ainda assola mundo afora, e que passou por aqui – comparativamente – como uma “marolinha”, como previu o presidente Lula, que fez a economia no país, não só sair ilesa, como mais fortalecida, e bem mais cedo da crise, que ainda não acabou lá fora.

O Bolsa Família, ou como querem alguns, o “assistencialismo”, como nos referimos acima, contribui para fortalecer o mercado interno, aliado a outras medidas de caráter fiscal tomadas pelo governo, como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), mantendo a dinâmica da produção e da economia do país.

Em artigo de José Paulo Kupfer:”Impactos econômicos do Bolsa Família”, ele comenta estudos recentes que trazem dados, surpreendentes para os leigos, que acabam de uma vez por todas com os argumentos dos céticos, os de má vontade e aqueles que se incomodam com o bem estar da população. É só clicar no link.

11/10/2009

Pirataria. Presidente francês, Nicolá Sarkozi é pego com copias piratas de DVDs

Esta idéia de combater a pirataria – dos outros – se parece com algo que ouvi em uma assembléia de grevistas sobre submeter a votação uma proposta de greve de fome para forçar o governo sentar-se à mesa de negociações, feita por um grevista da platéia. A resposta do presidente do sindicato foi ótima:

- Sei não, esta coisa de votar greve de fome para os outros fazerem...

É o que vem parecendo os esforços de empresas e governos para coibir ou impedir o download de conteúdo protegido por direito autoral na Internet. Recentemente, a Apple foi condenada por uso indevido de material protegido em seu IPhone, o mesmo aconteceu com a Microsoft, com o Word, pelo mesmo motivo, sem eufemismo: pirataria, como você lê no artigo:”Justiça proíbe a Microsoft de vender o Word nos EUA”.

Agora, uma noticia “deliciosa”. O presidente francês Nicolá Sarkozi, foi pego com a “boca na botija”. O jornal Le Canard Enchainê, da França, (09/10/09), divulgou que o presidente foi pego com 400 cópias ilegais de um documentário sobre ele mesmo:“A visage decouvert: Nicolas Sarkozy”, feitas a partir de 50 copias originais cedidas pela empresa proprietária. E com um detalha: as copias foram feitas pela própria equipe de recursos multimídia do governo, com direito a impressão de caixas e remoção do logotipo da produtora original.

Isso, depois de o governo francês ter aprovado, provavelmente, a mais radical lei de proteção de direitos autorais que se conhece, a “Projet Hadopi” que prevê entre outras coisas, até o corte da conexão do “infrator” ou mesmo a prisão.

Vê-se que a hipocrisia continua sendo a tônica de empresas e de muitos legisladores de qualquer país, que ainda posam de defensores da moral e da legalidade.

Fonte: INFO

Leia artigo relacionado:

09/10/2009

Prêmio Nobel da Paz ao Barak Obama confirma as dúvidas sobre os critérios de concessão do prêmio

O esforço para livrar a “cara dos EUA”, hipoteticamente, comprometida pelo Bush, chegou ao Prêmio Nobel. De um prêmio que, pretensamente, homenageia conquistas relevantes na área do conhecimento humano e da luta pela paz, acaba de virar um “Prêmio de Intenções”.

O Prêmio Nobel da Paz, que acaba de ser conferido ao Barak Obama, hoje, nem intenções, pelo visto, está premiando, haja vista os esforços do B. Obama na escalada do conflito no Afeganistão e a nova guerra – esta, genuinamente sua – a do Paquistão.

Leia:”Liberdade para matar. Com para-militares e mercenários, os EUA terceirizam as suas guerras

Na semana de sua posse na presidência, ele enviou novas tropas ao Afeganistão e, agora, no momento da concessão do Prêmio Nobel, está se esforçando para enviar mais tropas, ainda, ao Afeganistão e acirra o conflito no Paquistão.

Leia:”Paquistão resiste aos esforços dos EUA para aumentarem sua influência”.

O povo sabiamente disse tudo: “De boas intenções o inferno está cheio”. Se é que elas existam de fato.

Uma instituição que sempre foi questionada pelos critérios de premiação ou concessão de seus prêmios, agora, capitulou de vez e mostra a sua cara sem disfarces.

07/10/2009

Liberdade para matar. Com para-militares e mercenários, os EUA terceirizam as suas guerras

Em artigo “Permis de tuer”, (Liberdade para matar) no Le Monde (28/08/09), o autor fala sobre o grande contingente de para-militares norte-americanos de, aproximadamente, 120 mil homens, civis, utilizados pelo governo para fazer o “serviço mais sujo”, nas guerras do Iraque e Afeganistão.

O “recurso” foi implantado no Iraque pelo governo Bush – o dono da maior empresa, a Blackwater de para-militares, é amigo pessoal, e um dos principais financiadores da sua campanha à presidência – e, segundo o artigo, o Barack Obama tem dado continuidade ao esquema.

São empresas privadas que teem estreitas relações com os ocupantes da Casa Branca, como a Blackwater, como falamos acima, entre outras que “queimam” quase metade do orçamento de guerra dos EUA, para os conflitos na área. Sem contar que o exercito convencional do país, em sua maioria é formado por imigrantes – inclusive muitos brasileiros- o país, praticamente, terceirizou as suas guerras.

Leia: “Imigrantes, o exercito mercenário dos EUA”.

O fator adicional é que, pelo menos em tese, os exércitos – militares – formais obedecem a convenções internacionais em conflitos, sobretudo no trato com prisioneiros e civis, e os mercenários ou para-militares – empresas civis, privadas – estão acima disso. O que não deve ser aleatório. O controle da informação e da mídia, completa o cenário da tão propalada “guerra moderna”.

Conforme informações veiculadas ainda no governo Bush, a empresa Blackwater administra um exercito privado, atua no comércio de armas, e como falamos acima, foi uma das maiores financiadoras da sua campanha eleitoral. Talvez isso ajude a explicar a sanha do Bush por “criar” conflitos armados, como no Iraque, utilizando como pretexto uma mentira que, desde o princípio não convenceu a ninguém e logo foi mostrada como tal.

Leia mais no artigo do The New York Time – UOL:”Paquistão resiste aos esforços dos EUA para aumentarem sua influência”, onde o Obama dá continuidade à política de sempre, hipocritamente condenada no G. Bush, com a Blackwater, DynCorp e outras, em “sua guerra”, no Paquistão.

Fonte: Le Monde

05/10/2009

Os Partidos Piratas se expandem e estimulam o debate sobre os direitos autorais

O Partido Pirata é um movimento que surgiu no Brasil no final de 2007 a partir da rede Internacional de Partidos Piratas, organização pela defesa ao acesso à informação, o compartilhamento do conhecimento, a transparência na gestão pública e a privacidade - direitos fundamentais que são ameaçados constantemente pelos governos e corporações para controlar e monitorar os cidadãos. Não acreditamos na "propriedade intelectual" e entendemos que sua defesa no âmbito digital implica no controle dos cidadãos e na supressão dos direitos civis e liberdades individuais fundamentais”.

É o primeiro parágrafo do “Quem somos” do site do Partido Pirata do Brasil. Embora a visibilidade dos Partidos Piratas tenha ocorrido a partir das últimas eleições parlamentares na União Européia, no Brasil, ele existe, ainda informalmente, desde 2007.

É uma reação ao recrudescimento da legislação de controle de conteúdo protegido na internet, que vem ocorrendo em muitos países, como a aprovação recente do “Projet Hadopi”, na França, que radicaliza de vez a repressão ao download não autorizado na rede.

Os questionamentos sobre as leis de proteção ao direito autoral veem crescendo em todo mundo e discute-se a sua substituição por algo mais flexível que, ao mesmo tempo em que remunera o autor, tambem, facultaria alguma forma de acesso gratuito.

Iniciativas como o Criative Commons é uma delas, que vem se disseminando na rede por sites e blogs.

Se quiser conferir mais informações, clique nos links acima, e aproveite e deixe a sua opinião em um comentário.

02/10/2009

Mídia nos EUA atribui culpa ao Obama pela “rejeição” de Chicago na disputa pelos Jogos Olímpicos

Em matéria da Associated Press no Portal AOL, sobre a decisão do Comitê dos Jogos Olímpicos, COI, um ponto que ficou evidente, foi a responsabilização do Obama pela “rejeição” (sic) de Chicago. A “rejeição” se deu – segundo a matéria – de forma humilhante na primeira rodada de votação.

Atribuem a culpa a Obama, em sua disputa com o Lula, quando ele teria passado ao COI, a impressão de pouco caso, ao retirar-se do evento logo após o seu discurso de defesa da cidade que, alem de ter sido sua residencia, é a cidade natal de Michelle Obama que, tambem, estava presente.

Em seu discurso, o Obama teria feito referência a oportunidade que os jogos trariam aos EUA, de passar uma nova imagem do país, que teria sido comprometida na gestão do seu antecessor, G. Bush.

É a velha historia de sempre, não foram eles – o Lula e o Rio – que ganharam, nós - Obama e Chicago - é que perdemos.

Embora não tenha reconhecido os méritos da vitoria do Brasil, em uma enquete feita pelo portal, com a pergunta: O que você acha da vitoria do Rio para sediar os jogos? Recebeu surpreendentes 84% de aprovação. Isso pelos próprios usurários do portal, lá nos EUA, o que parece indicar que a reivindicação da cidade não era consenso, como no Rio e no Brasil.