quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Inglaterra mudou regra do pré-sal e o temer(zinho) fez conforme o figurino... Conforme foi “orientado”

Então, se você acha que – notícias assim... – é coisa de esquerda, de petistas...

Ao que consta, o The Guardian não se enquadra na categoria. É apenas o mais respeitado jornal da Inglaterra – e lá não é nenhum paraíso esquerdista no sentido usual – e em seu histórico nada autoriza a ilação editorial...

“Quem foi pra rua”, leia-se: participou das manifestações que geraram o golpe e tudo que veio, e está vindo, em seu bojo... O mínimo que pode fazer... Só quem foi sabe...

Talvez, quem sabe, ainda, tenha dúvidas sobre a real natureza do dito cujo, vulgo golpe... E a relação real com a sua vida pessoal, com o Brasil...

Esperamos que a estas alturas do campeonato...
“Bomba: Inglaterra mudou regra do pré-sal e temer cedeu a lobby da Shell
“Uma notícia bombástica acaba de ser publicada pelo jornal The Guardian, o mais respeitado da Inglaterra. O governo inglês fez lobby, com sucesso, junto ao governo golpista do Brasil para mudar as regras de exploração do petróleo, em benefício de multinacionais como a Shell e a BP; o encarregado do lobby foi o ministro do Comércio, Greg Hands, que veio ao Rio de Janeiro, onde se reuniu com Paulo Pedrosa, secretário do Ministério de Minas e Energia, de Michel Temer; com a vinda, a Inglaterra conseguiu que o governo brasileiro eliminasse exigências de compra de conteúdo local da indústria nacional, flexibilizasse exigências ambientais e isentasse grandes multinacionais de petróleo do pagamento de impostos; petroleiros já se referiam a Temer como "Mishell" antes mesmo do escândalo – isenção de impostos supera R$ 1 trilhão

Uma notícia bombástica acaba de ser publicada pelo jornal The Guardian, o mais respeitado da Inglaterra. O governo inglês fez lobby, com sucesso, junto ao governo golpista do Brasil para mudar as regras de exploração do petróleo, em benefício de multinacionais como a Shell e a BP.

O encarregado do lobby foi o ministro do Comércio, Greg Hands, que veio ao Rio de Janeiro, onde se reuniu com Paulo Pedrosa, secretário do Ministério de Minas e Energia, de Michel Temer.

Com a vinda, a Inglaterra conseguiu que o governo brasileiro eliminasse exigências de compra de conteúdo local da indústria nacional, flexibilizasse exigências ambientais e isentasse grandes multinacionais de petróleo do pagamento de impostos num montante que supera R$ 1 trilhão.

Leia aqui a reportagem original e confira como o governo de Michel Temer – apelidado de Mishell Temer pelos petroleiros – trabalha contra os interesses nacionais, segundo denuncia a própria imprensa inglesa.

Leia, abaixo, a tradução:

A Grã-Bretanha pressionou com sucesso o Brasil em nome da BP e da Shell para responder às preocupações dos gigantes do petróleo em relação à tributação brasileira, regulação ambiental e regras sobre o uso de empresas locais, revelam documentos do governo.

O ministro do Comércio do Reino Unido viajou para o Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo em março para uma visita com um "foco pesado" em hidrocarbonetos, para ajudar as empresas britânicas de energia, mineração e água a ganhar negócios no Brasil.

Greg Hands se encontrou com Paulo Pedrosa, vice-ministro brasileiro de minas e energia, e "diretamente" levantou as preocupações das empresas petrolíferas Shell, BP e Premier Oil britânicas sobre "tributação e licenciamento ambiental".

Pedrosa disse que estava pressionando seus homólogos no governo brasileiro sobre as questões, de acordo com um telegrama diplomático britânico obtido pelo Greenpeace.

O Departamento de Comércio Internacional (DIT) lançou inicialmente uma versão não-editada do telegrama sob as regras de liberdade de informação para a unidade de investigação do Greenpeace, Desenterrada, com as passagens sensíveis destacadas. Pouco depois, o departamento emitiu uma segunda versão do documento, com as mesmas passagens redatadas.

A Greenpeace acusou o departamento de agir como um "braço de pressão da indústria de combustíveis fósseis".

O governo do Reino Unido negou que fosse lobby para enfraquecer o regime de licenciamento ambiental, embora a campanha de lobby mostrou ter dado frutos. Em agosto, o Brasil propôs um plano de alívio tributário de vários bilhões de dólares para perfuração offshore e, em outubro, a BP e a Shell ganharam a maior parte das licenças de perfuração de águas profundas em um leilão do governo.

Rebecca Newsom, assessora política seniores do Greenpeace, disse: "Este é um duplo embaraço para o governo do Reino Unido. O ministro do Comércio de Liam Fox tem pressionado o governo brasileiro em um enorme projeto de petróleo que prejudicaria os esforços climáticos feitos pela Grã-Bretanha na cúpula da ONU em Bonn.

"Se isso não fosse ruim o suficiente, o departamento da Fox tentou encobri-lo e ocultar suas ações do público, mas falhou comicamente".

O documento também revela que o Reino Unido pressionou o Brasil a relaxar seus requisitos para que os operadores de petróleo e gás usassem uma certa quantidade de empresas brasileiras e empresas da cadeia de suprimentos.

Diplomáticos britânicos descreveram o enfraquecimento dos chamados requisitos de conteúdo local como um "principal objetivo" porque a BP, a Shell e o Premier Oil seriam "beneficiários britânicos diretos" das mudanças.

A tentativa do Reino Unido de suavizar os requisitos continuou no dia seguinte à reunião entre Hands e Pedrosa, com um funcionário senior da DIT liderando um seminário sobre o assunto na sede do regulador de petróleo e gás do Brasil.

O governo do Reino Unido passou por incêndio no passado por fornecer centenas de milhões de libras de apoio para a Petrobras, empresa estatal de petróleo do Brasil, atingida pelo escândalo, através da agência de exportação de crédito do Reino Unido.

Os esforços contínuos de lobby do petróleo do Reino Unido no Brasil surgiram dias depois que os ministros britânicos estavam promovendo a liderança do Reino Unido no corte de emissões de carbono nas negociações climáticas internacionais em Bona.

Claire Perry, o ministro das mudanças climáticas, disse na cúpula: "estamos assumindo nossos compromissos sob o acordo de Paris muito a sério e estamos a agir".

Um porta-voz da DIT disse: "A DIT é responsável por incentivar as oportunidades de investimento internacional para as empresas do Reino Unido, respeitando os padrões ambientais locais e internacionais. A indústria britânica de petróleo e gás e cadeia de suprimentos suportam milhares de empregos e fornecem £ 19 bilhões em exportações de bens sozinhos.

"No entanto, não é verdade que nossos ministros fizeram lobby para afrouxar as restrições ambientais no Brasil - a reunião foi sobre melhorar o processo de licenciamento ambiental, garantindo condições equitativas para as empresas nacionais e estrangeiras e, em particular, ajudando a acelerar o licenciamento processar e torná-lo mais transparente, o que, por sua vez, protegerá os padrões ambientais”.


Se gostou deste post subscreva o nosso RSS Feed ou siga-nos no Twitter para acompanhar nossas atualizações

*

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Aquífero Guarani, nossa maior reserva de água, será da Coca-Cola ou da Nestlé. E você com isso?


Então, se ainda não conhece o Aquífero Guarani... Pode perder este seu patrimônio antes de conhecê-lo... É, o ‘golpe’ pretende passar pra frente...

Que um golpe, qualquer golpe político, como toda medida de exceção, ‘vive’ de encetar exceções nas leis, nas regras e no que poder-se-ia considerar bom senso, este está sendo plenamente coerente, já que sua origem intelectual, entre aspas, e externa e veio exatamente com este propósito.

Estimular, através das manifestações de rua, o nível de ‘mulidade’ (espírito de mulas, à custa das globos da vida) de parte da população para dar algum caráter legal, entre aspas, ao empreendimento e depois isso: leiloar, lapidar, expropriar o país, e o povo, é claro, de suas riquezas e recursos originais, tornando-o um inquilino em seu próprio país.

Só para lembrar o ‘ponto’ em questão. O Aquífero Guarani é uma reserva subterrânea de água doce (a maior do mundo), que abrange partes dos territórios do Uruguai, Argentina, Paraguai e, principalmente, o Brasil, ocupando 1,2 milhão de quilômetros quadrados.

Entretanto, não dá para dimensionar o valor real de uma reseva assim, já que a água doce é um recurso com, praticamente, os dias contados em muitos países e de redução drástica por toda parte, logo de valor, efetivamente, inestimável.

É isto que o fantoche do golpe, o interino no planalto, está ‘viabilizando’...
Fazendo a sua parte, como bom pau-mandado que é.

E por falar em “pau mandado”, é bom cuidar do voto – foi “só” o que sobrou – pois tem muito candidatinho enfeitadinho aí para as próximas eleições presidenciais, que caso vençam as eleições, vai considerar coisas assim como “café pequeno”, como se diz.

     “Privatização do aquífero Guarani, nossa maior reserva de água, será da Coca-Cola ou da Nestlé

As negociações com os principais conglomerados transnacionais do setor, entre elas a Nestlé e a Coca-Cola, seguem “a passos largos”.

Representantes destas companhias têm realizado encontros reservados com autoridades do atual governo, Michel Temer, no sentido de formular procedimentos necessários à exploração pelas empresas privadas de mananciais, principalmente no Aquífero Guarani, em contratos de concessão para mais de 100 anos.

A primeira conversa pública acerca deste e de outros setores que tendem a seguir para a iniciativa privada estava prevista o dia 25, mesmo dia em que foi aberto o processo de votação do impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Esta coincidência foi fatal para o adiamento da reunião.

O anúncio deve conter uma lista de concessões mais “imediatas”, como as concessões dos aeroportos de Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC), Salvador (BA) e Fortaleza (CE) e dos terminais de passageiros dos portos de Fortaleza e Recife (PE). Além disso, deve haver uma outra relação de projetos a serem concedidos ou privatizados no médio prazo, com leilões que podem ocorrer em até um ano, como das distribuidoras de energia da Eletrobras e dos mananciais de água doce.

Fator estratégico

A relevância de um dos maiores mananciais mundial de água doce é tamanha que, há décadas, tem sido alvo da especulação quanto ao seu uso e exploração. O Projeto de Proteção Ambiental e Desenvolvimento Sustentável do Sistema Aquífero Guarani, conhecido por Projeto Aquífero Guarani (SAG), da ANA, foi criado com o propósito de apoiar Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai na elaboração e implementação de um marco legal e técnico de gerenciamento e preservação do Aquífero Guarani para as gerações presentes e futuras. Após a vitória dos conservadores na Argentina e os golpes de Estado por orientação da ultradireita, tanto no Paraguai quanto no Brasil, restou ao Uruguai votar contra a privatização do aquífero

Esse projeto foi executado com recursos do Global Environment Facility (GEF), sendo o Banco Mundial a agência implementadora e a Organização dos Estados Americanos (OEA) a agência executora internacional. A GEF, no entanto, mantém laços muito próximos às grandes corporações..

Com área total de 1,2 milhões de km², dois terços da reserva estão em território brasileiro, no subsolo dos Estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. “A importância estratégica do Aquífero para o abastecer as gerações futuras desperta atenção de grupos de diferentes setores em todo o mundo”, afirma documento da Organização de Direitos Humanos Terra de Direitos.

“A sociedade civil organizada está atenta às possíveis estratégias de privatização de grupos econômicos transnacionais. Uma vez que, em 2003, a Organização dos Estados Americanos (OEA) e o Banco Mundial, através do Fundo Mundial do Meio Ambiente (GEF), implementaram o projeto de Proteção Ambiental e Desenvolvimento Sustentável que visa reunir e desenvolver pesquisas sobre o Aquífero Guarani, com objetivo de implementar um modelo institucional, legal e técnico comum para países do Mercosul”, acrescenta.


*

Se quiser conferir o nível, entre aspas, dos comentários no artigo original, clique aqui. Deve ter gente por lá que deve estar tentando justificar sua participação nas manifestações que levaram ao golpe, se é que tenha a dita massa cinzenta ativa para isso, para entender a relação de uma coisa com a outra.

Se gostou deste post subscreva o nosso RSS Feed ou siga-nos no Twitter para acompanhar nossas atualizações

*

domingo, 19 de novembro de 2017

Socialismo? O que é, mesmo, isso? Qual socialismo?

Muitos leitores, sobretudo os jovens, me perguntam o que é o socialismo que defendo. Quando “o comunismo chegar”, como é que vai ser? Os ricos vão ser mortos? O Brasil vai virar uma Cuba ou uma Coreia do Norte? Meu Iphone será confiscado? Enfim, todo tipo de pergunta. Não sou nenhuma teórica, mas vou falar [...] 

É a matéria com a qual ‘trabalha’ a mídia oficiosa, golpista, local. A desinformação, e porque não? A ignorância. 

Ignorância esta que não escolhe condição econômica, social ou de escolaridade – já que a dita cuja, escolaridade, não pressupõe conhecimento em seu sentido amplo ou informação, que não esteja incluída em seu currículo básico/profissional.

Logo, a informação é uma questão de interesse, de busca pessoal.

Pregações como àquelas que encheram as ruas e levou à quebra das instituições democráticas com a destituição da Presidente da Republica eleita, é um claro exemplo do poder que a dupla desinformação/mídia têm junto aos corações e mentes desavisados.
"Uma visão holística do socialismo. Ou: zen socialismo
Muitos leitores, sobretudo os jovens, me perguntam o que é o socialismo que defendo. Quando “o comunismo chegar”, como é que vai ser? Os ricos vão ser mortos? O Brasil vai virar uma Cuba ou uma Coreia do Norte? Meu Iphone será confiscado? Enfim, todo tipo de pergunta. Não sou nenhuma teórica, mas vou falar [...] aqui como eu vejo o socialismo à luz do século 21.

Em primeiro lugar, não acredito em revolução, mas em revoluções. Acho que a ideia de que a classe trabalhadora irá se levantar e tomar o poder foi superada, pelo menos em um futuro próximo — não posso falar do que pode acontecer daqui a 300 anos. No entanto, acredito ser possível revolucionar, sob inspiração socialista, vários setores da sociedade: a educação e a saúde, por exemplo. Os socialistas defendem que a educação e a saúde sejam universais. Isso significa que devem ser públicas e gratuitas. Capitalistas acham que não.

Socialistas também defendem que todos tenham acesso à terra para plantar. Por que seria necessário matar alguém para isso, se pode ser feita uma reforma agrária de maneira perfeitamente legal, pelo Congresso, tirando o excesso de terras em mãos de latifundiários e redistribuindo para quem precisa? O mundo mudou e os socialistas mudaram com ele — quem continua a matar gente é o capitalismo.

Outra revolução possível no campo seria garantir que a nossa comida não seja alvo de experimentos científicos motivados pela vontade de produzir mais para ganhar mais dinheiro, sem nenhuma preocupação com o bem-estar do ser humano.

Capitalistas não estão nem aí para isso. Socialistas, sim.

No socialismo moderno, não enxergo a necessidade de se “eliminar” os ricos ou de “reeducá-los”, como se defendia nos primórdios. O que tem que ser feito com os ricos é fazê-los pagar os impostos que nos devem, proporcionalmente à fortuna que acumularam. Não é possível que gente bilionária pague os mesmos impostos que todo mundo. É claro que esse tipo de distorção precisa ser corrigida. Os ricos do Brasil pagam menos imposto até mesmo que os ricos de outros países. Quem você acha que está interessado em acabar com essa injustiça? Os capitalistas é que não.

Um lado hilário do capitalismo é que eles pregam a menor intervenção possível do Estado na economia, mas é só o sistema entrar em crise que os bancos recorrem ao Estado. Ou seja, o Estado só pode socorrer o capital financeiro, justamente quem precisa de menos ajuda, enquanto os pobres ficam à míngua… No socialismo em que acredito, o Estado continuaria a ter um papel forte e as riquezas do País continuariam a ser públicas. Para que privatizar empresas públicas que estão indo bem? Agora, é possível ser empresário e socialista? Por que não? Tudo depende da forma como você vê seu negócio, como trata seus empregados, o meio ambiente, e se seu único norte é acumular capital. Mais-valia obviamente continua sendo coisa de capitalista.

Não acho que o socialismo um dia vencerá e o capitalismo acabará. Infelizmente. Acredito mais numa convivência (não exatamente pacífica) entre capitalismo e socialismo. Uma hora um estará em cima e o outro embaixo, como o Yin e o Yang do taoísmo. O socialismo surgiu no século 19 como oposição ao massacre que o capitalismo impingia aos trabalhadores, principalmente mulheres e crianças. O que seria do mundo se o socialismo não tivesse aparecido? As pessoas estariam trabalhando de 14 a 16 horas por dia e morrendo antes de chegar aos 40 anos, de exaustão e doenças. A fome, a desigualdade e a miséria seriam muito maiores, porque os capitalistas são incapazes de enxergar falhas em seu sistema brutal. As modificações que vieram são resultado da luta dos socialistas. Se houvesse bons capitalistas, deveriam se sentir até gratos.

Assim como a noite chega após o dia e o dia chega após a noite, essa queda-de-braço nunca terá fim. Para desespero do capitalismo, ainda que não esteja em posição de mando, o socialismo sempre existirá como objeção às vilezas inerentes ao sistema que defendem. Ação e reação. Quem mais apontaria os defeitos do capitalismo senão o socialismo? Ocasionalmente, políticos socialistas ganharão o poder pelo voto em diversas partes do planeta — e cada vez que não se saírem bem no governo, serão derrotados pelo capitalismo. O que não é exatamente negativo: é bom para o socialismo quando ele se submete à autocrítica, coisa que o capitalismo desconhece.

Ser socialista, para mim, não significa necessariamente estar ligado a um partido político que se diz socialista. Nem mesmo alcançar o poder, mas atuar como uma consciência coletiva ainda que fora dele, um contrapeso na busca por mais equilíbrio no mundo. Não é, portanto, um regime de governo, mas uma forma de ver o mundo oposta à sociedade de consumo que tanto os capitalistas endeusam. Oposta à exploração do homem pelo homem para obter lucro. Nenhum muro derrubado é capaz de modificar o fato de que existem injustiças no capitalismo. E, enquanto elas existirem, haverá uma força inversa defendendo que outro mundo é possível, sem se curvar e aceitar as crueldades do sistema como gado. Não somos gado. Rebelar-se contra as injustiças faz parte da natureza humana.

Não acredito em socialismo sem liberdade. Acho que socialismo e liberdade são sinônimos e a principal razão pela qual as experiências de socialismo real fracassaram foi a confusão que fizeram entre socialismo e falta de democracia — os homens, não a ideia em si. Um governo socialista teria, ao contrário, o máximo de participação popular, democracia direta. Acho que a “ditadura do proletariado” (na acepção que o termo ganhou popularmente, porque na teoria não há nada sobre cerceamento de liberdades, pelo contrário) é um conceito que está claramente datado, porque o mundo mostrou não gostar de ditaduras.

Por outro lado, adoro a revolta do proletariado. Acredito nela como força motora de mudanças na sociedade e como conscientizadora do lugar que ocupamos no mundo. De onde você vem? Você quer estar do lado de quem o oprimiu ou dos que foram oprimidos junto com você? A luta de classes, que fazem muitos torcerem o nariz como se fosse a causa da violência, é, na verdade, o que nos impulsiona para evoluir, ascender. A raiva que sinto por tão poucos terem tanto e tantos não terem nada é o que me faz sentir vontade de progredir e desejar que outros progridam. Nisso os capitalistas estão certos: a competição é algo natural. Deveriam entender que a luta de classes também é competição.

Meu socialismo é, digamos, zen. Vou colocando meu grãozinho de areia contra o capitalismo e assim vamos crescendo e ganhando batalhas. Não precisa ser de uma vez como se pensou antes, pode ser aos pouquinhos. Quando disserem a você que o socialismo acabou, tenha a certeza de que fazem isso apenas para atirá-lo no conformismo. Porque sabem que socialistas não se conformam, não perdem a capacidade se indignar e não abandonam nunca a boa luta.

Por Cynara Menezes
No Socialista Morena

Se gostou deste post subscreva o nosso RSS HYPERLINK "http://colunadleitor.blogspot.com/feeds/posts/default?alt=rss"Feed ou siga-nos no Twitter para acompanhar nossas atualizações

*

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

fhc, com índice de rejeição de 70 %, mete o pau no bolsonaro para tirar o corpo fora do esquema

Depois de gerar a cobra, está com medo da ‘picada’... Pelo menos como retórica para ouvidos trouxas.

É igualmente uma forma de avisá-los, aos – escolha você o adjetivo – vulgo coxinhas, que não tem nada a ver com o dito cujo... Já que todo o esquema golpista e de continuação de poder feito junto com o seu partido, o psdb, e contando com os bolsonaros da vida, parece estar fazendo água.

A última pesquisa eleitoral sobre intenções de votos para 2108 dá vitória a Lula, com 42% no primeiro turno, pode? Daí o desespero e a apelação ao PIC – percentual de insensatez dos coxinhas (é voto garantido) – que, a avaliar por suas ações nas manifestações que deram nisso tudo aí, deve ser bem alto.
“O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso deixou claro, em palestra nos EUA, que teme a chegada de Jair Bolsonaro ao poder nas próximas eleições; um dos principais responsáveis da crise no País, após apoiar o golpe contra a democracia e a presidente Dilma Rousseff liderado por seu pupilo Aécio Neves, o tucano agora tenta tirar o corpo fora do assunto; embora não tenha citado nomes, citava o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) como a principal ameaça nas eleições; "Um dos candidatos propôs me matar quando eu estava na Presidência. Na época, eu não prestei atenção. Mas hoje eu tenho medo, porque agora ele tem poder, ainda não, ele tem a possibilidade do poder"; em entrevista à TV Bandeirantes em 1999, Bolsonaro defendeu a morte do tucano: "Você só vai mudar, infelizmente, quando nós partirmos para uma guerra civil aqui dentro. E fazendo um trabalho que o regime militar não fez. Matando 30 mil, e começando por FHC", declarou”. 
Confira, aqui.
Se gostou deste post subscreva o nosso RSS Feed ou siga-nos no Twitter para acompanhar nossas atualizações

*

Liberdade de expressão, e opção política, já se encontra proibida de antemão...


“Por dizer que votaria no Lula em 2018, mulher é agredida por apoiador de Bolsonaro em padaria de SP

Relato da vítima viralizou nas redes. Ela conta que parou em uma padaria na rua Augusta para comer antes de ir para casa e começou a ser incomodada por um homem que, em determinado momento, perguntou em quem votaria para presidente em 2018. Foi o suficiente para que o agressor, ainda não localizado, começasse a destilar ofensas racistas e preconceituosas até a acertar com um murro no olho".

Mas, o que poderíamos esperar de um seguidor do dito cujo.

Um cara que diz com todas as letras que é a favor da tortura e que tem como um dos pontos chaves de sua hipotética pauta de governo na presidência, a liberação total e irrestrita de armas de fogo...

Democracia, liberdade de pensamento e expressão... São preciosidades que não cabem na moleira de coisas do gênero, logo, seus seguidores não poderiam ser feitos de matéria diferente...

A História recente mostra alguns casos de gênero e todos – que a conhecemos, é claro! – sabemos como terminaram. Aliás, a desinformação ou a informação via mídia de golpista local, leia-se o JN/Globo como paradigma, acabam, na prática, sendo sinônimas, já que outra palavrinha, alienação, é o subproduto de informações, entre aspas, destas vias.

Veja mais aqui.

Se gostou deste post subscreva o nosso RSS Feed ou siga-nos no Twitter para acompanhar nossas atualizações

*