domingo, 24 de setembro de 2017

De que se alimenta a candidatura do Bolsonaro

Os tais alarmes falsos que se divulgam por aí turbinam a candidatura do tal Bolsonaro, com argumentos tão pífios de quem sabe muito bem a quem se dirige.
Infelizmente o nível de informação é muito baixo, praticamente inexistente em seu sentido real – notícia, contextualização, reflexão, busca do contraditório... – e quem cria e divulga tais ‘alarmes’ sabe muito bem para quem estão falando.

E o pior, tem muita gente...

O próprio fenômeno do chamado “coxinismo” que foi às ruas apoiar o golpe é um exemplo disso. É um equivoco achar que este estado de inconsciência e desinformação se restringe, como pode parecer à primeira vista, às pessoas ignorantes no sentido usual, iletradas, com baixo nível de escolaridade.

Não mesmo!

A desinformação permeia todo o tecido social e os mais abonados e escolarizados, sobem neste sua condição para arrotarem suas “posições esclarecidas” alimentadas pela mídia comum, sobretudo a “pós-novela”, quando passivamente absorvem qualquer bazofia enquanto esperam a próxima, novela...

Este sistema é altamente democrático, entre aspas, e não escolhe condição social e/ou econômica, “entra” em todos os lares e em todos os corações e mentes passivos diante da telinha.

Clique aqui e veja na Folha os alarmes falsos que vêm sendo criados e que têm alimentado a candidatura do dito cujo.

Tem gente que pode até se sentir “importante”, já que a eleição do Trump usou dos mesmos recursos para se eleger – e veja no que vem dando... – pois tem gente que acha: se é bom “pra eles” só pode ser bom pra nóis (sic).

Temos, também, o fenômeno do “pobre de direita”, uma excrescência conceitual, que dispensa maiores considerações.

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sábado, 23 de setembro de 2017

“Sem memória não somos nada”... Diz guru de neurociência. Veja dicas

A Persistência da Memória, Salvador Dalí

Memória, ou melhor, a sua perda ou redução, está quase sempre associada às agruras da idade e é como diz o neurocientista, a ideia de deixar de ser... Ou não ser nada...

Tem outras situações em que a memória ‘se relativiza’ e não depende da idade. É o caso da depressão, que trás a sua perda como um de seus mais graves sintomas/efeitos. Quem já passou, ou está, sabe muito bem disso.

Entretanto, independente dos fatores que a provocam, na lista abaixo estão enumeradas algumas dicas – ações e atitudes – que podem ser usadas para dar uma força. O bom é que não serve, entre aspas, só para reavivar ou recuperar a memória, mas para dar um trato, para treinar ou estimular a dita cuja.

Confira!
Guru da neurociência dá 10 dicas para melhorar sua memória
O tempo vai passando e esquecer informações começa a se tornar cada vez mais normal. Onde colocou a chave do carro, que dia marcou médico, qual o caminho até a casa de um colega...

Pois é, ficar mais esquecido conforme a idade avança é algo que todos vamos enfrentar, é nosso cérebro envelhecendo. Mas o cientista americano Paul Li pode ajudar a postergar os “brancos” da mente.

O professor de ciências cognitivas das universidades norte-americanas de Berkeley e Stanford – conhecido como um guru da neurociência no Vale do Silício, polo tecnológico na Califórnia, onde ficam empresas como Google e Facebook – veio a São Paulo para um encontro da empresa Wish International Event Management, que atua promovendo eventos sobre soluções de conteúdo para gestores corporativos.

“Memória e aprendizado são a mesma coisa. Você só aprende quando lembra da informação e você recorda quando aprendeu o significado. Não tem remédio, então temos que preservar as recordações e estimular o cérebro. Sem memória não somos nada”, disse Li na ocasião. Abaixo, o especialista compartilhou dez dicas para você ficar afiado nas lembranças.
Ria ou fale alto
É provado que pessoas lembram melhor quando tentam fazer relações entre os fatos apresentados e informações que já tinham anteriormente. Falar alto, associar um tema a uma história antiga ou até dar risada da situação cria maiores marcas dos momentos e os deixam mais fáceis de recordar.
Não pare de aprender
Quanto mais aprendemos, mais conexões criamos e mais espertos ficamos. Por isso é importante sempre tentar aprender coisas novas, independentemente do que seja. Para ter uma ideia da eficiência, pessoas bilíngues postergam o aparecimento do Alzheimer, de acordo com Li.
Tenha amigos
Mesmo sendo alguém que não gosta de se abrir, você tem que concordar que somos animais sociáveis. Precisamos da troca com os outros seres humanos para aprendermos mais e criarmos mais lembranças. Não é à toa que ao colocar alguém de castigo o comum é deixa-lo sozinho, a ideia é que quando ficamos muito tempo sozinhos enlouquecemos. Precisamos da interação para o cérebro funcionar melhor.
Seja "good vibes"
Foque na positividade e tente sempre ver o copo meio cheio. O professor explica que as informações positivas são processadas de formas mais eficientes do que as informações negativas, facilitando a lembrança. Além disso, quando você quiser se lembrar de algo que fugiu da mente tente recordar qual foi seu sentimento ao entrar em contato com a informação. Reviver os sentimentos é uma sugestão de recuperação da memória.
Malhe o cérebro
É preciso colocar o cérebro para pensar e se manter em forma. Você podia pentelhar sua amiga que ficava horas com um caderno de palavras cruzadas e não atualizava o Instagram, mas o exercício é uma boa maneira de forçar a mente e a memória. Outra opção para os que são mais chegados nos números é o sudoku.
Ame estes alimentos
Para continuar com memória de elefante é importante optar por alimentos saudáveis. As melhores escolhas, segundo Li, são os peixes, as frutas (principalmente berrys), vegetais, chocolate amargo (rico em flavonóides que ajudam o cérebro até em casos de derrames) e a cafeína (que aumenta a circulação de sangue no cérebro). Mas tudo com moderação, por favor.
Reproduza a cena
Está difícil de lembrar alguma informação? Vá para o lugar onde você foi aprendeu aquilo. O professor afirmou que pessoas que aprendem uma lista de palavras embaixo d'água, por exemplo, vão lembrar melhor das informações quando mergulharem. Ou então, alunos que tem aulas enquanto sentem cheiro de canela vão melhores em provas quando sentem o cheiro de canela. É aquela velha história de você esquecer as chaves, não achar na bolsa e ir para cozinha, quando chega lá tem um clique de que deixou elas ao lado da geladeira, voltar ao local onde a perda ocorreu ajuda a relembrar.
Mexa o corpinho
Adultos que se mantêm fisicamente ativos têm hipocampos maiores do que aqueles que são sedentários. O hipocampo é uma área do cérebro localizada perto das orelhas que trabalha guardando as memórias de curto prazo e as transformando em memórias de longo prazo. De acordo com Li, ter um grande hipocampo está relacionado a melhor performance da memória. "Mas é preciso gostar da atividade, estudos mostram que malhar forçado não traz benefícios", contou Li. Além disso, nosso cérebro precisa de glicose e oxigênio para funcionar bem e ao praticar exercícios aumentamos a circulação de sangue, responsável por levar esses itens para nossa cabeça.
Relaxe e fique pleno
É difícil manter a calma e não se estressar no meio de uma rotina enlouquecedora de trabalho, trânsito e outras responsabilidades. Porém, relaxar pode beneficiar seu cérebro. Acontece que o cortisol, hormônio que o corpo libera em situações estressantes, é capaz de matar os neurônios. Sem neurônios você faz menos conexões e terá mais dificuldade de aprender ou se lembrar. Um bom exercício para encontrar a paz e manter os neurônios vivos? Meditar.
Durma bem
Você já sabe que dormir de sete a oito horas por noite é mais saudável, então programe-se para conseguir. Um estudo apresentado por Li, feito com estudantes da Califórnia, mostrou que aqueles que tinham melhores noites de sono tinham melhores notas. Não consegue dormir oito horas com sua rotina? O professor afirma que sonecas tem o mesmo efeito benéfico, desde que durem cerca de dez minutos e sejam tiradas antes das 15h, para não interferir no sono noturno.

Fonte: Paul Li, professor de ciências cognitivas das universidades norte-americanas de Berkeley e Stanford.

Maria Júlia Marques - Do UOL, em São Paulo

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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Coisas que você permite ao Facebook saber de sua vida. É, em sua política de privacidade e “ele” avisa

Levante a mão quem já leu: Política de Privacidade em algum site, sobretudo Redes Sociais?
Como imaginei. Ninguém!
Esse texto abaixo sobre ‘a do Facebook’ mostra, ou atesta, a importância de dar uma olhada. Isso por maior que ela seja (o que já deve ser uma estratégia para desestimular os mais curiosos).
Se bem que duvido muito que alguém deixasse, ou deixe, de “ter um Face” ao constatar a estrema invasão de privacidade que o dito cujo promove em seu cotidiano, em sua vida, não é verdade?
Então, mesmo que você seja esse alguém, não custa dar uma olhadinha.
Coisas que você permite ao concordar com os termos de uso de privacidade do facebook
Quando você se inscreveu no Facebook, provavelmente, gastou mais tempo pensando em qual foto usar no perfil do que lendo a interminável lista de termos de uso e privacidade da plataforma social. Não é por menos. São mais de 14 mil palavras às quais quase ninguém – dos dois bilhões de usuários ativos – dá atenção.
Concordou sem ler? Pode-se dizer que você vendeu sua “alma digital” para o Facebook. Um estudo da Universidade Harvard e publicado na revista Technology Science afirma que a rede social é reprovada em 22 das 33 medidas estabelecidas pelo documento dos Direitos de Privacidade do usuário.
Em uma escala de 0 (zero) a 5 pontos, o Facebook recebe pontuação mínima em diversos critérios. Para se ter uma ideia, a plataforma não descreve exatamente o que faz com os cookies e tampouco revela quais são as circunstâncias em que ela repassa os dados dos usuários a terceiros.
Isso só é parte do que você permite que o Facebook faça com suas informações. Veja, a seguir, outros acessos que você concedeu ao se inscrever na rede social de Mark Zuckerberg:
1. O Facebook lê tudo o que você escreve
Logo no topo da sua Política de Dados, o Facebook deixa bem claro que ele “Coleta o conteúdo e outras informações fornecidas por você quando usa nossos Serviços, como quando se cadastra em uma conta, cria ou compartilha conteúdos, envia mensagens ou se comunica com os outros”.
Em linhas gerais, a plataforma registra todas as ações que você faz dentro dela. Mesmo se você excluir uma foto ou apagar um post, eles permanecerão no backup da empresa por um longo período – mas, é claro, esses dados não ficam acessíveis a terceiros.
2. O Facebook sabe o número do seu cartão de crédito ou débito
Mais à frente na Política de Dados, a empresa informa que, quando o usuário realiza uma transação financeira (em algum jogo online ou para fazer uma doação, por exemplo), ela coleta todas as informações desse processo. Isso inclui o número do cartão de crédito ou débito, bem como a fatura dele.
3. O Facebook utiliza suas informações para expor anúncios
Mesmo que você não curta, comente e nem compartilhe nenhuma publicação, o Facebook sabe quais são os seus interesses. Como? Ele consegue medir quanto tempo você gasta lendo determinado post sobre um assunto. Ao fazer isso, o Facebook classifica quais são seus principais interesses.
A partir dessa classificação, a plataforma expõe anúncios de produtos que se enquadram no seu interesse. Afinal de contas, o objetivo da rede social é, segundo os próprios Termos de Serviços, “divulgar anúncios e outros conteúdos comerciais ou patrocinados que sejam importantes para nossos usuários e anunciantes”.
4. O Facebook repassa seu nome e sua imagem a anunciantes
Não estranhe se você vir um anúncio de algum produto usando a sua imagem. Ao concordar com os termos de uso e privacidade do Facebook, você permite que uma empresa pague o Facebook para exibir seu nome e/ou imagem do perfil sem receber nenhuma recompensa por isso.
Mas a plataforma deixa claro que respeita as suas configurações de privacidade. Então, se você só permite que seus amigos vejam suas publicações, apenas eles poderão visualizar os conteúdos que usam sua imagem.
5. O Facebook sabe onde você está e a situação da bateria do seu smartphone
Além de coletar as suas informações, o Facebook está de olho nos dados do seu computador, smartphone ou tablet. Para usar a ferramenta em seu dispositivo móvel, por exemplo, você permite que ela tenha acesso à sua localização geográfica por meio do GPS.
Como se isso não bastasse, o Facebook é um dos aplicativos que têm controle sobre o consumo de bateria do seu smartphone.
6. O Facebook lê as mensagens SMS em aparelhos Android
Se você é um usuário Android atento, percebeu que o aplicativo do Facebook solicita uma permissão para ter acesso às suas mensagens SMS e aos contatos gravados no aparelho. O próprio Facebook reconhece que essas permissões são invasivas, mas, mesmo assim, as solicita.
Diminua a sua exposição
Sabendo ou não sabendo, todos aceitamos essas e outras condições impostas pelo Facebook. Agora, não adianta reclamar nem fazer textões. O que você pode fazer para evitar que qualquer pessoa tenha acesso às suas informações no Facebook é configurar o nível de privacidade das suas publicações. A melhor alternativa é deixar que apenas seus amigos visualizem tudo o que você posta.
Outra dica é ler com atenção todas as permissões que os aplicativos dentro do Facebook solicitam. Muitos deles, como o teste para descobrir com qual celebridade você se parece, pedem mais permissões que as necessárias.
Ah, e é bom nem pensar em falar mal do Mark Zuckerberg pelas costas, hein! Ele sabe tudo o que você escreve...
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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

General fala em intervenção se Justiça não agir contra (também ela própria?) corrupção

Imbecilidade pouca é, mesmo, bobagem. Já se dizia por aí.

O nível de ignorância e desinformação (em termos percentuais?) das pessoas é tão gritante – acho que sempre foi – que já não surpreende mais ninguém.

Isso em função do espaço que a internet e as redes sociais abriram para a livre, entre aspas, expressão, quando “tudo” vem à tona...
Clique na imagem para ampliar
Este comentário não é para o discurso reaça do tal general, que você lê  aqui, mas, é para salientar as “manifestações populares” ao seu discurso, sobre a forma de comentários no jornal (que confere na imagem).

Com certeza são ‘cidadãos/eleitores’ assim que deram o respaldo ao golpe e, pelo visto, continuam como antes desinformados e alienados da realidade vigente no país.

Já que estamos citando ditos e ditados que existem por aí: “Ignorância pouca, é, mesmo bobagem!

Em tempo.(13.00h)

Hoje o general comandante do Exercito, general Eduardo Villas Bôas, declarou que está descartada qualquer intervenção militar no país e que o Exercito é subordinado a um dos poderes, como prevê a Constituição Federal.

Confira, aqui.

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domingo, 17 de setembro de 2017

O golpe pode ser mais do que um ‘mero’ golpe... Confira!

A História se repete?

Pelo visto... Uma diferença significativa é o uso de recursos que torna tudo muito verossímil.

“Sócios” preferenciais como o que hoje se chama mídia detêm um papel fundamental no processo ao manipular, e controlar, os corações e mentes de tantos, o que parece atribuir um simulacro de legitimidade, até de legalidade, a uma exacerbação do arbítrio e do entreguismo.

Entreguismo que pode determinar o futuro, ou melhor, o não futuro, de uma população crédula e a entrega, literalmente, de um país em mãos de especuladores internacionais, fato idêntico já registrado no que chamaríamos de anais da História.
Moro e a estratégia de Washington – Muniz Bandeira
Se a grande mídia está a favor, se ela está enchendo a bola de alguém, cuide-se, melhor ficar do outro lado.

A história de Sérgio Moro, mais que um Savonarola brasileiro, como destacou o escritor Rogério Cerqueira Leite, é, na verdade, repetição, como farsa, de Silvério dos Reis, traidor que entregou os inconfidentes em Minas Gerais, para o império português levar para a Europa a riqueza da época, o ouro.

Hoje, é o petróleo.

Silvério dos Reis notabilizou-se vida afora como personagem a ser estudado para que brasileiros e brasileiras vejam quem são os vendilhões da pátria.

A grande mídia, uma dessas vendilhãns, tem, hoje, o vendilhão Moro como ícone da sua estratégia: preparar o campo para a devastação imperialista avançar.

A jogada é toda armada em Washington, como disse o historiador e politólogo, Moniz Bandeira, autor do recente “A nova desordem mundial”, em entrevista a Leite Filho, do blog “Café na Política” e da TV Comunitária.

Tio Sam está perdendo o Oriente Médio.

Putin, líder nacionalista russo, alinhou-se aos nacionalistas árabes e está botando Obama para correr da Síria.

O dólar está virando moeda podre, depois da grande crise de 2008-2009.

Não dá mais para repetir a jogada de Nixon, em 1971, quando desvinculou dólar do ouro e a moeda americana flutuou, desvalorizou-se, espalhando adoidado em empréstimos pelo mundo a juro baixo, para depois ser puxado, violentamente, em 1979, a fim de escravizar os devedores.

Superendividado, Tio Sam, hoje, está broxa; se puxar o juro, como fez, naquela ocasião, afunda-se; então, sua jogada, agora, é tomar ativo dos outros, derrubando governos nacionalistas, colocando os Temer no lugar, usando a TV Globo e afins, de modo a facilitar o assalto.

A PEC 241, essencial para destruir o mercado interno consumidor, é isso aí, desmontagem do Brasil, junto com destruição da Petrobrás; precisou de golpe para articular o grande movimento, sintonizado com Tio Sam, PSDB, STF, PMDB etc.

Como as expectativas do imperialismo, no Oriente Médio, estão em baixa, seus estrategista, diz Bandeira, voltaram-se para a América Latina, quintal americano, sob impacto de políticas nacionalistas.

Estavam em xeque as políticas do império, de exploração das riquezas regionais, sem dar nada em troca.

Lula, Dilma, Kirchner, Chavez, Correa, Moralez, Castro etc. ergueram-se, nos últimos anos, barreiras aos avanços dos interesses de Tio Sam.

Não foi possível a Washington caminhar com a Alca, transformando as indústrias regionais sul-americanas em meras maquiladoras, como aconteceu no México, que caiu na armadilha do livre comércio com Tio Sam.

O nacionalismo econômico, no Brasil, ancorou-se na Petrobras, nascida do pensamento nacionalista de Vargas.

A petroleira brasileira, sul-americana, estava avançando demais no continente.
As indústrias da região, não, apenas, do Brasil, caminhavam para se transformar em efetivas fornecedoras da estatal do petróleo.

Desenvolvimento capitalista orgânico.

Cadeia produtiva em expansão continental sinaliza potência econômica mundial, somando-se à PDVSA venezuelana.

A descoberta do pré-sal representou uma bomba para o império americano.
Como conter o gigante?

Partiu-se para a destruição da empresa por dentro, comprando os homens.

A corrupção, algo natural do capitalismo, associada ao sistema político corrupto, comandado por grandes bancos e grandes empresas, nacionais e internacionais, financiadoras dos políticos, foi erguida como inimiga central a ser combatida.

Pintou o falso moralismo característico dos canalhas, para desviarem do assunto central para o lateral, de modo a acelerar a destruição petroleira.

Precisava, para o desempenho dessa tarefa, dos profissionais do Direito.
Napoleão já dizia que o Direito é a prostituta do poder.

Faz o que ele manda.

Washington chamou o Juiz Sérgio Moro, treinou-o, em suas agências de espionagem, para ser seu pé de cabra na empresa, a fim de destruí-la.

Teve que atuar nessa linha, porque, no plano da disputa capitalista, as petroleiras americanas e internacionais jamais impediriam a Petrobras de crescer.

Ficou mais difícil ainda depois da descoberta do pré-sal, mediante tecnologia nacional.

É praxe Washington requisitar os Moros da vida; viram seus espiões que se transformam em instrumentos indispensáveis ao falso moralismo jurídico alardeado pelas tevês Globo etc.

A lógica diria que o necessário e urgente seria o poder nacional remover os corruptos e preservar as empresas.

Mas, para Washington, não; isso seria pouco. Monta-se a Operação Lava Jato. Seria necessário mais do que isso. Sérgio Moro, treinado pelos agentes americanos, cuidou da Lava Jato.

O STF entendeu essência da Lavajato e fez o jogo do império: calou-se diante dos absurdos jurídicos praticados pelo Savonarola.

Tentou-se tal jogada com o petrolão, para derrubar Lula.

Não deu certo.

O PSDB, braço de Washington, tremeu nas bases, quando o presidente operário disse que convocaria o povo para defendê-lo.

Com Dilma, em meio à crise econômica mundial, a estratégia deu certo, tendo o epicentro do golpe a petroleira estatal, o alvo a ser destruído.

Concluída a queda, desarticulada a base governista, com a traição do PMDB, maior beneficiário da corrupção dentro da empresa, enquanto aliado do PT, partiu-se para consolidar vendas de ativos da Petrobras e caçar petistas.

Moro, implacável, trabalha, juridicamente, para destruir as bases econômicas e financeiras da estatal, em seu amplo espectro de cadeia produtiva.

Afinal, ela puxa os investimentos, por meio das grandes empreiteiras nacionais, que, por sua vez, ramificam em miríade de pequenas e médias empresas.

Destruindo a Petrobras, destrói-se tudo; acelera-se, especialmente, privatização do pré-sal, joia da coroa.

Moro é a aparência que pensa ser a essência.

Despacha providências aceleradas para concluir o trabalho de desmontagem da economia.

O objetivo é claro: impedir Brasil de ser grande concorrente internacional, a partir da América do Sul, tornando-se parceiro da Rússia, da China e da Índia, nos BRICs.

Washington luta para impedir essa estratégia; fragilizaria, mais ainda, o dólar; criaria novo sistema monetário internacional; alteraria a correlação de forças; jogaria por terra a geopolítica de Tio Sam, montada a partir de 800 bases militares pelo mundo afora.

Hillary Clinton, se presidente dos EUA, entrará em cena, jogando pesado; vai querer bases de Tio Sam na América do Sul; dividir para reinar; eis o que justifica a ação do império na tarefa de cumprir o título do livro de Moniz Bandeira: “Nova desordem mundial”.

Moro, o Silvério dos Reis, é o personagem desse novo tempo, adequado aos interesses de Tio Sam.

Em SrX

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sábado, 16 de setembro de 2017

‘A profecia autocumprida’, ou como são construídas as “unanimidades” pela TV golpista

No mínimo é uma forma de se inteirar como estas técnicas de manipulação dos corações e mentes das pessoas, ou dos telespectadores, funcionam. Ninguém está a salvo, mas, uma forma de quase se vacinar contra isso é saber o que de fato ocorre no momento em que passivamente e, para muitos, lesamente, assiste aos jornais globos da vida.

Entretanto, a única forma de se vacinar, mesmo, é mudar de canal ou sair da sala de TV.

É um artigo/reflexão publicado aqui em 12/04/2015, mas que permanece atual e oportuno, embora diante de alguns fiascos tão gritantes nas hostes golpistas, a mídia associada de sempre ande posando de “mídia”, quando na medida do possível divulga – com grandes refinos editoriais, diga-se passagem – para tentar manter o telespectador/leitor fiel e submisso como sempre.

Ou alguém acredita que coisas tipo globos, vejas & Cia estariam, mesmo, fazendo jornalismo?
"A profecia autocumprida
“Contra a corrupção e o governo” era a frase mais repetida na cobertura das manifestações de domingo (15/3) na GloboNews. O professor Guilherme Nery, da Universidade Federal Fluminense, notou a insistência. Não era necessário ser estudioso do assunto, como ele, para perceber a associação semântica: governo = corrupção, e vice-versa. “É gritante a falta de responsabilidade”, concluiu.

Martelar uma ideia até que ela seja incorporada pelo público e apareça como expressão espontânea – embora, ao contrário do que se costuma pensar, nada seja, de fato, espontâneo, porque nada surge do nada –, martelar uma ideia até transformá-la em suposta expressão espontânea de uma legítima e inquestionável reivindicação é uma conhecida estratégia da propaganda, que tem a ver com o conceito de “profecia autocumprida”. O sucesso ou fracasso dependerá da predisposição do público em aceitar a ideia.

O jornalismo transformado em propaganda – esse que, segundo a própria entidade representante das grandes empresas que o produzem, anunciou que assumiria o papel que a oposição não estava conseguindo exercer – tentou essa estratégia no caso do mensalão. Não teve êxito, pelo menos não imediatamente: apesar de tudo, o PT venceu as eleições em 2010. Mas a estratégia se manteve e agora, diante do escândalo da Petrobras, finalmente parece render frutos.

Há fatores concretos para a revolta? Evidentemente sim, e não é preciso ter estômago especialmente sensível para se chegar ao limiar do vômito diante da platitude com que os envolvidos na Operação Lava Jato expõem o sistema de distribuição de propinas milionárias. Mas imaginemos como o público se comportaria se outros escândalos tivessem sido investigados: o caso Sivam, a compra de votos para o segundo mandato de Fernando Henrique, a privatização das teles, o caso Banestado...

O fio da meada

Lembrar esses episódios não significa tentar minimizar ou diluir as atuais denúncias de corrupção, no velho estilo “sou, mas quem não é?” – ou, como disse Lula quando percebeu que não poderia abafar a história do mensalão, “sempre foi assim”, inclusive porque quem votou no PT apostou na mudança. Significa oferecer argumentos para se entender por que “a pecha de corrupto pegou mesmo no PT”, como certa vez comentou um membro do governo, enquanto outros partidos posam de campeões da moralidade.

Se quisermos entender como o movimento pró-impeachment ganhou as proporções atuais, precisaremos recuar até as vésperas do segundo turno, em outubro do ano passado, quando a Veja antecipou a distribuição de sua edição semanal para uma sexta-feira e saiu com a famosa capa – pela qual foi condenada a oferecer direito de resposta – acusando Dilma e Lula de saberem “de tudo”. (“Tudo”, como se recorda, era o esquema de corrupção na Petrobras, e a denúncia se baseava em depoimento do doleiro Alberto Youssef, pelo acordo de delação premiada.)

Naquela mesma sexta-feira, o jornalista Merval Pereira, de O Globo,escreveu que, se comprovada a denúncia, “o impeachment da presidente será inevitável, caso ela seja reeleita no domingo”. Escreveu assim, no meio da coluna, como quem não quer nada, e ali plantou a semente.

O desdobramento é conhecido: no domingo seguinte, Dilma foi reeleita por pequena margem e já na segunda-feira um grupo saía às ruas de São Paulo para pedir o impeachment. Trinta pessoas: uma irrelevância que, entretanto, O Globo transformou em notícia. Ao mesmo tempo, a eleição era posta sob suspeita pelo PSDB, que ensaiou um pedido de recontagem de votos. Foi-se consolidando, entre os derrotados, o sentimento de que o governo era espúrio e precisava ser derrubado. (Por Sylvia Debossan Moretzsohn)

No Observatório da Imprensa


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sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Porque ministros do interino/temer denunciados por Janot não serão afastados?

Ouvi dizer que o G1 – vulgo Globo – começou fazer terapia... É isso, já que está sendo obrigada a “cuspir no prato que comeu”, ou seja, falar mal do “próprio governo”...

É porque concluiu que apesar de prezar muito o mané da poltrona – vulgo coxinha/JN – concluiu que não pode abusar, pois, vai que o cara percebe alguma coisa...

Daí o recurso às “denúncias” e à terapia para segurar o tranco, já que coisa assim é demais pra ela.

A ‘matéria’ poderia ser resumida assim: “Se for botar chocalho em corrupto/ladrão dentro do governo, ninguém dorme”, logo, como não dá pra demitir todo mundo...

E é bom lembrar que o próprio, o dito cujo interino/temer é um deles... O chefe...
"Ministros denunciados por Janot não serão afastados, informa Planalto
Eliseu Padilha e Moreira Franco foram denunciados nesta quinta pela PGR por organização criminosa. Em fevereiro, Temer havia dito que ministros denunciados seriam afastados dos cargos; relembre.

Palácio do Planalto informou na noite desta quinta-feira (14) que os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Geral), denunciados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não serão afastados.

Padilha e Moreira foram denunciados por organização criminosa, assim como o presidente Michel Temer e outros peemedebistas, entre os quais os ex-ministros Geddel Vieira Lima e Henrique Eduardo Alves, o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o ex-assessor de Temer Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR).

Em fevereiro deste ano, em meio à crise que atingia a classe política com as delações da Odebrecht, Temer convocou a imprensa para um pronunciamento no Palácio do Planalto no qual havia dito que ministros denunciados seriam afastados e os que se tornassem réus, demitidos.

"Se houver denúncia, o que significa um conjunto de provas eventualmente que possam conduzir a seu acolhimento, o ministro que estiver denunciado será afastado provisoriamente. Depois, se acolhida a denúncia e aí sim a pessoa, no caso o ministro, se transforme em réu - estou mencionando os casos da Lava Jato -, se transformando em réu, o afastamento é definitivo", afirmou Temer à época 

Por Roniara Castilhos e Guilherme Mazui, TV Globo e G1, Brasília

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

A estas alturas do campeonato, o que seria mesmo o socialismo?

Confira abaixo.

É uma reflexão oportuna em meio a tanto “cacofonismo ideológico”, sobretudo da mídia de sempre ou da imprensa marrom associada aos regimes de exceção – vulgo golpes e coisas do gênero – que busca embaralhar as cartas e trazer mais confusão, que é um prato cheio para suas armações e manipulações dos corações e mentes mais desavisados.

Mais vulgarmente conhecidos como: “os da poltrona”.
"Uma visão holística do socialismo. Ou: zen socialismo
Muitos leitores, sobretudo os jovens, me perguntam o que é o socialismo que defendo. Quando “o comunismo chegar”, como é que vai ser? Os ricos vão ser mortos? O Brasil vai virar uma Cuba ou uma Coreia do Norte? Meu Iphone será confiscado? Enfim, todo tipo de pergunta. Não sou nenhuma teórica, mas vou falar aqui como eu vejo o socialismo à luz do século 21.

Em primeiro lugar, não acredito em revolução, mas em revoluções. Acho que a ideia de que a classe trabalhadora irá se levantar e tomar o poder foi superada, pelo menos em um futuro próximo - não posso falar do que pode acontecer daqui a 300 anos. No entanto, acredito ser possível revolucionar, sob inspiração socialista, vários setores da sociedade: a educação e a saúde, por exemplo. Os socialistas defendem que a educação e a saúde sejam universais. Isso significa que devem ser públicas e gratuitas. Capitalistas acham que não.

Socialistas também defendem que todos tenham acesso à terra para plantar. Por que seria necessário matar alguém para isso, se pode ser feita uma reforma agrária de maneira perfeitamente legal, pelo Congresso, tirando o excesso de terras em mãos de latifundiários e redistribuindo para quem precisa? O mundo mudou e os socialistas mudaram com ele - quem continua a matar gente é o capitalismo.

Outra revolução possível no campo seria garantir que a nossa comida não seja alvo de experimentos científicos motivados pela vontade de produzir mais para ganhar mais dinheiro, sem nenhuma preocupação com o bem-estar do ser humano. 

Capitalistas não estão nem aí para isso. Socialistas, sim.

No socialismo moderno, não enxergo a necessidade de se “eliminar” os ricos ou de “reeducá-los”, como se defendia nos primórdios. O que tem que ser feito com os ricos é fazê-los pagar os impostos que nos devem, proporcionalmente à fortuna que acumularam. Não é possível que gente bilionária pague os mesmos impostos que todo mundo. É claro que esse tipo de distorção precisa ser corrigida. Os ricos do Brasil pagam menos imposto até mesmo que os ricos de outros países. Quem você acha que está interessado em acabar com essa injustiça? Os capitalistas é que não.

Um lado hilário do capitalismo é que eles pregam a menor intervenção possível do Estado na economia, mas é só o sistema entrar em crise que os bancos recorrem ao Estado. Ou seja, o Estado só pode socorrer o capital financeiro, justamente quem precisa de menos ajuda, enquanto os pobres ficam à míngua… No socialismo em que acredito, o Estado continuaria a ter um papel forte e as riquezas do País continuariam a ser públicas. Para que privatizar empresas públicas que estão indo bem? Agora, é possível ser empresário e socialista? Por que não? Tudo depende da forma como você vê seu negócio, como trata seus empregados, o meio ambiente, e se seu único norte é acumular capital. Mais-valia obviamente continua sendo coisa de capitalista.

Não acho que o socialismo um dia vencerá e o capitalismo acabará. Infelizmente. Acredito mais numa convivência (não exatamente pacífica) entre capitalismo e socialismo. Uma hora um estará em cima e o outro embaixo, como o Yin e o Yang do taoísmo. O socialismo surgiu no século 19 como oposição ao massacre que o capitalismo impingia aos trabalhadores, principalmente mulheres e crianças. O que seria do mundo se o socialismo não tivesse aparecido? As pessoas estariam trabalhando de 14 a 16 horas por dia e morrendo antes de chegar aos 40 anos, de exaustão e doenças. A fome, a desigualdade e a miséria seriam muito maiores, porque os capitalistas são incapazes de enxergar falhas em seu sistema brutal. As modificações que vieram são resultado da luta dos socialistas. Se houvesse bons capitalistas, deveriam se sentir até gratos.

Assim como a noite chega após o dia e o dia chega após a noite, essa queda-de-braço nunca terá fim. Para desespero do capitalismo, ainda que não esteja em posição de mando, o socialismo sempre existirá como objeção às vilezas inerentes ao sistema que defendem. Ação e reação. Quem mais apontaria os defeitos do capitalismo senão o socialismo? Ocasionalmente, políticos socialistas ganharão o poder pelo voto em diversas partes do planeta e cada vez que não se saírem bem no governo, serão derrotados pelo capitalismo. O que não é exatamente negativo: é bom para o socialismo quando ele se submete à autocrítica, coisa que o capitalismo desconhece.

Ser socialista, para mim, não significa necessariamente estar ligado a um partido político que se diz socialista. Nem mesmo alcançar o poder, mas atuar como uma consciência coletiva ainda que fora dele, um contrapeso na busca por mais equilíbrio no mundo. Não é, portanto, um regime de governo, mas uma forma de ver o mundo oposta à sociedade de consumo que tanto os capitalistas endeusam. Oposta à exploração do homem pelo homem para obter lucro. Nenhum muro derrubado é capaz de modificar o fato de que existem injustiças no capitalismo. E, enquanto elas existirem, haverá uma força inversa defendendo que outro mundo é possível, sem se curvar e aceitar as crueldades do sistema como gado. Não somos gado. Rebelar-se contra as injustiças faz parte da natureza humana.

Não acredito em socialismo sem liberdade. Acho que socialismo e liberdade são sinônimos e a principal razão pela qual as experiências de socialismo real fracassaram foi a confusão que fizeram entre socialismo e falta de democracia os homens, não a ideia em si. Um governo socialista teria, ao contrário, o máximo de participação popular, democracia direta. Acho que a “ditadura do proletariado” (na acepção que o termo ganhou popularmente, porque na teoria não há nada sobre cerceamento de liberdades, pelo contrário) é um conceito que está claramente datado, porque o mundo mostrou não gostar de ditaduras.

Por outro lado, adoro a revolta do proletariado. Acredito nela como força motora de mudanças na sociedade e como conscientizadora do lugar que ocupamos no mundo. De onde você vem? Você quer estar do lado de quem o oprimiu ou dos que foram oprimidos junto com você? A luta de classes, que fazem muitos torcerem o nariz como se fosse a causa da violência, é, na verdade, o que nos impulsiona para evoluir, ascender. A raiva que sinto por tão poucos terem tanto e tantos não terem nada é o que me faz sentir vontade de progredir e desejar que outros progridam.

Nisso os capitalistas estão certos: a competição é algo natural. Deveriam entender que a luta de classes também é competição.

Meu socialismo é, digamos, zen. Vou colocando meu grãozinho de areia contra o capitalismo e assim vamos crescendo e ganhando batalhas. Não precisa ser de uma vez como se pensou antes, pode ser aos pouquinhos. Quando disserem a você que o socialismo acabou, tenha a certeza de que fazem isso apenas para atirá-lo no conformismo. Porque sabem que socialistas não se conformam, não perdem a capacidade se indignar e não abandonam nunca a boa luta.

Publicado em 6 de maio de 2014

Por Cynara Menezes Em Blog

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