sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Embaixador de Israel, como ‘governo’ temer, tem ‘contas’ com a justiça. Coerência!

O modelo de inspiração para os “eventos presidiais” que andam rolando por todo o Brasil continua. O temer & corja continua se cercando de – como poderia dizer? – de quadros compatíveis com a empreitada que participou, ou o golpe que “rasgou” só 54 milhões de votos com um golpinho tirado da cartola.

Esse embaixador, que não é embaixador, representante de Israel, só confirma a coisa. O governo de Israel só tentou ser coerente com o que se estabeleceu no Brasil a título de governo.
"Empresário condenado é o novo embaixador de Israel no Brasil
O governo brasileiro informou, em nota divulgada nesta terça-feira (17), que aceitou a nomeação de Yossi Sheli como embaixador de Israel no Brasil, posto vago há mais de um ano.

A indicação de Sheli pelo premiê Binyamin Netanyahu, em setembro do ano passado, foi recebida com estranheza pelo fato de Sheli —que é empresário— não ter experiência diplomática.

(…)

Em 2012, Sheli foi proibido pela Justiça israelense de exercer funções públicas até 2015 depois de ser condenado por fraude e falso testemunho ao omitir que era membro do Likud, partido de Netanyahu, quando foi presidente do conselho de administração dos correios e diretor-geral da Prefeitura de Beer Sheva, no sul de Israel.

Da Folha

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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Privatizar... Tudo bem, diriam alguns, mas a Aeronáutica!!! Até você entusiasta golpista vai estranhar

Acho que, ainda, é muito cedo para usar a velha expressão popular diante de algo inusitado que nos deixa estupefato: Quando achei que já tinha visto de tudo... Mas você há convir que esta é... Dose!!

Privatizar – para multinacionais – o controle da vigilância aérea do país... Nem nos melhores livros de ficção cientifica. Este pessoal que se aboletou no Planalto está mesmo a fim de inovar...
Traíra quer privatizar vigilância aérea
FAB não vai servir nem pra videogame!”

Incrível a notícia de hoje, no Estadão, de que a Aeronáutica pretende privatizar o controle  da gestão da rede de telecomunicações usada pela Aeronáutica para a defesa, vigilância e controle do tráfego aéreo.
"Privatizar é pouco: pretende entregar às multinacionais:
“Dezessete empresas participaram da audiência pública, duas com maior interesse: o grupo mexicano Claro/Embratel e a americana Harris. As companhias apresentaram uma proposta que pode servir de base para o edital da licitação, que será lançado no fim deste semestre”

Embora vá continuar exercendo a tarefa de operar, a partir desta rede, o controle do tráfego aéreo e da defesa do espaço aeronáutico nacional, é obvio que quem controla a rede sabe tudo o que trafega por ela.

Dispensam-se, portanto, a NSA e os satélites espiões, todos os registros de navegação aérea – e isso inclui a militar – já vão direto para mãos estrangeiras, da fonte. Isso, claro, compreende todas as simulações, com táticas e alcances de seus vetores (aviões e mísseis) , da defesa aérea brasileira.

A reportagem, parcialmente publicada na internet,  registra o cinismo de que “haverá salvaguardas” no caso de o Brasil entrar em guerra com o país da empresa que controle a rede de telecomunicação de nossa Força Aérea. Que guerra? De posse destas informações, toda a nossa capacidade de reação aeronáutica, que se funda na capacidade de reação imediata e pontual e não num confronto prolongado contra forças imensamente maiores , estará destruída e minutos ou horas antes que sequer se redija o ato de intervenção na rede de comunicações.

Se é só uma questão de economia, seria melhor pensar em fechar a Força Aérea, porque uma Força sobre a qual se sabe como age, com todos os detalhes de posição, rotas, altitudes, formações e táticas não serve nem para videogame.

A Harris, por exemplo, é contratada por valores imensos pelas forças armadas norte-americanas para montar sistemas de comunicação. E ela mesmo diz em sua página promocional:

 Se você está defendendo seu país, os mares, ou os céus – você precisa de uma comunicação segura na  qual você possa  confiar. Os poucos momentos  necessários receber uma mensagem ou responder a uma ameaça podem afetar dramaticamente o resultado de uma situação.
Podem, não é? Dramaticamente, para nós. 

No blog Tijolaço, de Fernando Brito.

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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Atenção! Doria inova e anuncia venda da maior biblioteca pública da América Latina

O ‘doriazinho’ continua aprontando das suas. O seu negócio é mesmo chamar a atenção – falando assim... Por baixo – como manda o cacoete televisivo no ‘curriculum’, haja vista as suas andanças pelas ruas que foram da ‘varreção ‘até a performance em um buteco de bairro.

Agora se sai com outra para entrar para história, com algo inédito aqui ou em qualquer lugar, que é privatizar bibliotecas... Pode?

Então, se votou nele, gosta de ler e frequênta bibliotecas... Mas, vai que não está nem aí para livros... Logo, bibliotecas... Já vão tarde, não é verdade?

Então, o grande acervo de livros da cidade vai cair em mãos de algum sóciozinho de primeira hora de sua campanha tão bem sucedida à prefeitura, daí o ‘pagamento’ ser algo – como poderia dizer? – normal, natural (?)

Se era coisa deste tipo que esperava quando “riscou” o seu voto no dito cujo, pode comemorar!
"REVOLTA: Doria anuncia que irá vender a maior biblioteca pública da América Latina; CONFIRA!
São Paulo possui uma rede composta por 107 bibliotecas públicas – entre temáticas, de bairro, centrais, ônibus biblioteca e bosque de leitura. Trata-se do maior sistema de bibliotecas públicas da América Latina, recebendo cerca de 4 milhões de consultas por ano. Todo esse sistema pode, em breve, deixar de ser público e de ser administrado pelo poder municipal. O secretário municipal de Cultura da gestão João Doria, André Sturm, anunciou na semana passada que passará o controle de ao menos 52 bibliotecas, além do Centro Cultural São Paulo (CCSP), para as mãos de Organizações Sociais (OS).

“Para poder contratar artistas tem que fazer uma série de procedimentos. É muito complexo a Cultura ligada na administração direta”, disse o secretário em entrevista coletiva.

Bibliotecários e outros profissionais ligados à área reagiram e já marcaram uma mobilização contra a entrega das bibliotecas às empresas. Pelo Facebook, foi marcado o “Abraçaço no CCSP contra a privatização das bibliotecas”, para o próximo dia 25, que já conta com mais de 1200 pessoas confirmadas.

Ainda que as Organizações Sociais não possam visar o lucro em suas administrações, os profissionais alertam para o risco de precarização do sistema como um todo, além do risco de interferência na independência cultural dos equipamentos.

“Com a privatização, as Organizações Sociais seriam responsáveis pela gestão do sistema resultando em precarização das condições de trabalho, bem como dos serviços oferecidos e ameaçando a qualidade e a independência da proposta cultural”, afirmam no texto de descrição do evento na rede social.


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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Rodrigo Maia, coitado, vai à festa com um aviãozinho da FAB... Merreca...

Então, este é o tipo de economia que o temer & corja está fazendo e tendo a certeza que você, apoiador de primeira hora, vai compreender... 

Coitados! Afinal ninguém é de ferro!

Mas, ele conta com o seu apoio irrestrito não só para “coisinhas assim”, mas, sobretudo, para que faça sua parte: confie plenamente, siga as novas regras, inclusive sobre economia, economize! Mesmo que o dinheiro seja seu, é claro! (mesmo que aquele que o dito cujo acima usou, também seja seu, do povo, como se diz).

Afinal, eles fizeram um golpezinho assim para que possam usar o dinheiro e a coisa pública mais tranquilamente, pois, têm certeza que podem contar com o apoio irrestrito de quem foi às ruas para ajudar a relativizar, para ajudar a destruir de um “golpe” à vontade de 54 milhões de eleitores.

Com a continuidade de seu apoio – inclusive no silêncio/omissão, arrependido ou não – eles vão fazer aquilo à que vieram: dilapidar o patrimônio público naquilo que tem de melhor – só a título de exemplo simples, o pré-sal/Petrobrás – bem como resgatar um pouco de história, devolver ao grande irmão do norte o poder neocolonial que já teve um dia sobre o nosso país, nossas riquezas, sobre os nossos destinos.

Se apoiou – ainda apóia – tudo isso. Pode comemorar!
"Rodrigo Maia vai à posse de correligionário com avião da FAB e gasta, no mínimo, 20 vezes mais
Em tempos de redução de despesa, austeridade e denúncias de gastos, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), usou o avião da FAB para ir à posse de seu correligionário José Crespo (DEM), em sua posse como prefeito de Sorocaba (SP). 

De acordo com informações de auxiliares de Michel Temer, quando o mesmo ainda era interino, em junho de 2016, e proibiu Dilma Roussef de usar voos da FAB, a hora/voo em um Legacy 145 era de R$ 20 mil.

Veja mais detalhes aqui: Portal Fórum

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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Jornalista alemão denuncia controle da CIA sobre a mídia. Veja o que pode estar rolando sobre o que lê/vê

Udo Ulfkotte, que trabalhou no Frankfurter Allgemeine Zeitung, fala à Russia Today
Sou jornalista há 25 anos, e fui criado para mentir, trair, e não dizer a verdade ao público. Mas vendo agora, e nos últimos meses, o quanto… como alemão a mídia dos EUA tentar trazer a guerra para os europeus, para trazer a guerra à Rússia. Este é um ponto de não retorno, e eu vou me levantar e dizer… que o que eu fiz no passado, não é correto, manipular as pessoas, para fazer propaganda contra a Rússia e o que os meus colegas fizeram no passado, porque eles são subornados para trair o povo, não só na Alemanha, mas de toda a Europa. (...)
É uma entrevista antiga, em termos, de 25 de novembro de 2014, mas, atualíssima e muito oportuna. Haja vista o poder radical que “esta mídia” demonstrou na manipulação dos corações e mentes de tantos brasileiros, sobretudo dos ditos coxinhas, os militantes radicais que se fantasiaram de brasileiros especiais, posando de bem informados e conscientes em seu papel de bobo alegres, os ditos “coxinhas”.

Muitos dos quais não devem estar encontrando uma saída teórico/comportamental (sem querer ofender com este tratamento ‘vip’ não de todo oportuno) para enxergar de fato o que está rolando no país, sobretudo em termos econômico/sociais, sem saber, como todo mundo o que fazer com a ‘parte da rebordosa’ que está rolando sobre eles, como de resto sobre todo mundo, e que só ensaia...

Provavelmente os mais recalcitrantes (me perdoe, mas pensei imbecil) vão continuar botando a culpa em Dilma.

Clique no link abaixo e dê uma olhada para ajudar a entender tudo o que temos que encarar e, de alguma maneira, julgar e discernir, sobretudo com o uso de outras fontes para que possamos ter uma ideia mais precisa do que de fato está acontecendo como leitores, que não raro somos, de um jornal/revista só ou, o que é mais frequente, de jornal/canal de TV único.

Vale à pena conferir. É um pouco mais de subsídios para que possamos fazer uma leitura/olhar mais aproximada do que de fato está rolando.

Confira, aqui.

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sábado, 14 de janeiro de 2017

Quadrilha que toma o poder – golpe – autoriza as demais a fazerem das suas nos presídios

Se uma quadrilha, literalmente, dá um golpe em 52 milhões de votos e toma o poder... É normal que as demais quadrilhas de todo gênero se sintam plenamente à vontade para mostra as unhas e fazer seus acertos. Vide o que rola nos presídios.

Os tempos, e o clima, são plenamente favoráveis à – nem sei como poderia classificar... – delinquência institucional?

Basta ver o currículo – ou a ficha criminal – dos candidatos a cargos no governo intruso, delinquente.

Claro que só poderia ser da turma da mesma laia, inclusive tem que rolar os acertos ou pagamentos/compensações pela participação e apoio ao golpe desde a primeira hora.

Leia também:
- Indústria do controle do crime assola o país e provoca as tragédias, diz Comparato 
- Procurador cita temer em petição do caso Caixa 
- Se alguém ainda duvidava. Entrevista esclarece um pouco sobre os bastidores – externos – do “nosso golpe”! 
- Presa por racismo é nomeada secretária da Igualdade Racial 
- Um “Golpe Parlamentar” contra a Dilma, como aconteceu no Paraguai? 
- Brasil “está” sendo invadido pelos Estados Unidos, diz Assange 
- Afinal o que querem, mesmo, os “donos” do golpe? Você estaria fazendo papel de “bobo alegre”?
Graças, também, a um bando de ‘manés’ travestidos de cidadãos informados e conscientes que bateram panelas e macularam as cores nacionais – já que sair às ruas com símbolos e cores hoje em dia é passar atestado de imbecilidade – enchendo ruas pedindo o golpe.

A ironia é que o tal interino & corja, pelo visto, vai radicalizar tanto nas “reformas” – leia-se pagamentos de apoios empresariais internos e externos – que vai sobrar para todo mundo inclusive para os tais “conscientes” que saíram às ruas.

O risco é que possam continuar botando a culpa em Dilma ou no cenário internacional. Para isso vão contar com o apoio inestimável da “nossa” mídia marrom muito bem paga pra isso.

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sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Se alguém ainda duvidava. Entrevista esclarece um pouco sobre os bastidores – externos – do “nosso golpe”

Estas denúncias sobre a atuação dos EUA intervindo sempre que o jogo político e econômico entre em uma fase desfavorável aos seus interesses hegemônicos, sobretudo por aqui, em área que considera seu quintal, já virou um clichê e muitos desavisados podem até considerar que é conversa de esquerdista, de petistas.

Uma breve olhada em livros de história recente ‘por aqui’ vai tirar algumas dúvidas sobre este histórico. Entretanto até mesmo a mídia – digamos, associada – costuma deixar escapar nas entrelinhas este estado de coisas.

Foi o que aconteceu neste golpe fajuto que destituiu os 52 milhões de votos do poder na República.

A Petrobras é seu grande patrimônio não só em reservas, mas em tecnologia de prospecção em águas profundas, assim como o maior inimigo que surgiu no cenário mundial recente para se contrapor a esta hegemonia, os BRICS, foram mais do que “argumentos” – e como! – para esta nova empreitada.

A ameaça de um eventual retorno do Lula nas próximas eleições e continuidade desta política que privilegia os interesses nacionais, já que estes ‘feitos’ praticamente surgiram neste período de governo que começou com ele, foi a gota d’água.

Veja na entrevista que o Julian Assangeporta-voz  e um dos nove membros do conselho consultivo  do Wikileaks, um wiki de vazamento de informações e denúncias, concedeu  ao jornalista Fernando de Morais, onde relata um pouco desta trajetória dos EUA.

Clique aqui e confira. 

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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Prêmio/armação internacional para Lava-Jato... Me engana que eu gosto

É perfeitamente compreensível que um sistema tão eficiente e predador assim, como esta nova cara/fase do capitalismo mundial, o neoliberalismo, prime pela inteligência e eficiência em seus propósitos, o que é até redundante afirmar coisas assim.

O nosso cotidiano já ilustra muito bem isso. Haja vista o “nosso golpe’ tão bem urdido, planejado com o apoio pago inestimável da mídia local de sempre, que atuou primorosamente nos corações e mentes de tantos desavisados por aqui, que se acharam o supra-sumo da informação e da consciência política.

Logo, uma revelação assim como esta sobre a famosa “Transparência Internacional” não chega a surpreender. Ela e coisas outras do gênero que atuam por aí foram feitas sob encomenda e dão muito bem conta do seu recado.

Foi o que fez com a condecoração, entre aspas, do arranjo dirigido pelo moro/Lava-Jato. Moro, um pau mandado destes esquemas, treinado e teleguiado via eua, a Meca do sistema.
ONG que deu prêmio à Lava-Jato é financiada por petroleiras internacionais
A ONG Transparência Internacional, que no último sábado, 3, deu um responsável por investigar o escândalo de desvio de dinheiro na Petrobras, é financiada por petroleiras internacionais e pelo próprio Departamento de Estado dos Estados Unidos.

A Transparência Internacional montou a 17ª Conferência Internacional contra a Corrupção, no Paraná, e anunciou o prêmio aos promotores brasileiros que “revelaram a maior trama de corrupção de colarinho branco da história do país”.

Nanda Java, via Facebook, procurou o Annual Report da tal Ong Transparência Internacional e lá está que a ONG é financiada pelas gigantes do petróleo como Shell e BP, além de alguns grandes especuladores de Wall Street, como George Soros. E também recebe dinheiro do Departamento de Estado dos EUA e da Inglaterra.

Clique aqui para ver o Anuário da Transparência Internacional.


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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

“(...) o povo vai ter de engolir perda de direitos...” É isso! Se votou no cara é só aplaudir!

Se você votou, e defende isso aí... Talvez mereça estas preciosidades da lavra do dito cujo e sua trupe lesa pátria, no sentido mais amplo possível...

E se continua ‘votando’ no golpe e seus desdobramentos... Fazer o que, não? Livre pensar, e votar... Por mais que coisas assim tentem, exatamente, cassar um pressuposto fundamental em qualquer democracia que é a liberdade de expressão, de voto... O golpe foi, é, um belo exemplar... A cassação de mais de 52 milhões de votos.
...só pra lembrar...
Quem ainda bota fé em um cara, um farsante assim, deve estar no grupo de apoio que ele considera como desinformado/alienado que, das duas uma: não entende o significado verdadeiro do que ele está propondo, ou, o que é pior (??) sabe e aceita...

Desconfio que as duas categorias possuem um contingente mais amplo do que imagina a nossa vã filosofia...

A expressão: “... povo tem de engolir perda de direitos (...)”.
"Após reunião com Temer e FHC, Aécio diz que povo tem de engolir perda de direitos
Em um texto para ser lido nas entrelinhas, um metido a espertalhão e cínico Aécio Neves diz que o povo aceita perder direitos e que a lei tem que alcançar o Lula. O artigo “Não há alternativa a não ser acreditar e seguir em frente” foi publicado na Folha de S.Paulo de segunda-feira, dia 2/1, e é também uma forte defesa às medidas de morte do Temer.

Veja alguns trechos e o que está por trás deles.

“Assim, não há por que esperar por soluções simples ou saídas fáceis, tampouco rápidas, depois de um trecho tão longo de equívocos, desvios e falhas graves acumuladas”.

Neste trecho, ele tenta convencer de que para combater a crise é necessário que o povo aceite as propostas nada fáceis do Temer, como idade mínima de 65 anos para aposentadoria, rebaixamento do modo de correção do salário mínimo e fim dos direitos trabalhistas contidos na CLT, dentre outros males. Há também a ideia de que o crime maior do PT foi não ter feito todo o mal que o Temer está agora a fazer.

“Enquanto fazemos a arrumação da casa revirada, é importante reconhecer que partimos agora de um patamar bem diferente, inédito. Uma nova consciência nacional nasceu nas ruas e decretou que não há mais espaço para o ufanismo populista, para gestões demagógicas de salvadores da pátria ou para quem se limita à administração diária da pobreza em vez de buscar a sua superação”.

Aqui ele tenta induzir o leitor de que essa “nova consciência nacional nascida das ruas” é a voz do povo, que não aceita mais que governos “populistas” promovam programas sociais, como Bolsa-Família, aumento do salário mínimo acima da inflação, Minha Casa, Minha Vida, Ciência sem fronteiras, Pronatec, Fies etc. É também uma crítica velada à era petista. Com outras palavras, Aécio diz que “para arrumar a casa revirada” e superar a pobreza é preciso depenar o povo.

“Precisamos deixar definitivamente de ser o país em que há leis que ‘pegam’ e as que ‘não pegam’ ou que não alcançam a todos”.

Neste trecho, ele refere-se de forma sutil à possível prisão de Lula, algo sem que, ele sabe, torna sua eleição [dele] a presidente da República ainda mais impossível.

E, talvez sem se dar conta, o tucano refere-se também a ele mesmo, que embora seja um dos mais delatados na Lava-Jato, até agora continua solto e contando lorotas pelos jornais.


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terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Temer desiste da “cara soft” e proíbe Marcela de dar entrevista

Preparando o dito cujo para a posse 
Então, a situação está tão delicada, entre aspas, para o usurpador & corja no Planalto, que ele acaba de desautorizar a ‘carta na manga’ festejada pela revista veja, óia para os íntimos, de que seria a ‘cara do governo’ dando-lhe um ar mais “soft”, e mais ao gosto do ‘povo’ ou mesmo dos coxinhas.

É para que a dita cuja não resvale de alguma maneira e acabe por ‘falar alguma coisa’ de lavra própria, alguma besteira, segundo temem, e que acabe fazendo mal à imagem – se é que isto seja possível, piorar sua imagem – do interino, seu marido.
Para evitar que ela fale besteira, Temer proíbe Marcela de dar entrevistas
Michel Temer proibiu a primeira-dama, Marcela Temer, de conceder entrevistas à imprensa. A informação é do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. “Michel Temer proibiu Marcela de dar entrevistas – o que ainda não ocorreu desde que ele assumiu o cargo”, diz nota divulgada por ele no domingo, dia 8/1.

“Por enquanto, qualquer declaração dela será por meio de assessores”, informa ainda o jornalista.

A notícia vem pouco depois de uma capa da revista Veja que anunciou uma “agenda nacional” da primeira-dama, que começaria a ser cumprida em janeiro, com o objetivo de “alavancar os índices de popularidade do governo”.

A chamada da revista era “A estreia de Marcela Temer”. Pelo visto, a promessa da publicação da Abril não será cumprida.


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domingo, 8 de janeiro de 2017

O golpe no Brasil no contexto do isolamento dos EUA no mundo

B R I C S
Como vai conferir – dá para inferir – no texto abaixo, do iminente linguísta, filósofo e ativista político norte-americano, Noam Chomsky, o Brasil – e a Argentina – surge como aliado (cujo golpe foi programado, feito em conluio com o que de pior existe nos quadros políticos e empresariais locais) visando fincar o pé por aqui no velho quintal que andava se arvorando de país independente – a criação dos Brics atesta isso – em momento crucial para a decadente influencia dos EUA no mundo.

Lembre-se que os Brics é tudo de ruim que poderia acontecer para os EUA, graças à participação de adversários/inimigos de peso no cenário político e econômico internacional como a China, Rússia e Índia.
Rússia, Índia, Brasil, China e Africa do Sul
Vai ser a ‘medida clássica’ do interino & corja. O esfriamento e retirada funcional do Brasil do acordo que ameaçava, mais ainda, a hegemonia do ‘Big Brother’ do norte no mundo.
"O isolamento dos EUA, por Noam Chomsky
Noam Chomsky reflete sobre Israel, Trump e a Nova Ordem Mundial, uma aliança entre estados autoritários que se parece estar a estruturar.

A 23 de dezembro de 2016, o Conselho de Segurança da ONU passou a Resolução 2334 por unanimidade, com a abstenção dos EUA. A Resolução reafirmou "que a política e práticas de Israel em estabelecer colonatos na Palestina e outros territórios Árabes ocupados desde 1967 não tem legitimidade legal e constitui uma séria obstrução para alcançar uma paz justa e compreensiva no médio oriente.

Chama novamente Israel, como país ocupante, a cumprir escrupulosamente a Quarta Convenção de Genebra (1949), a rescindir as medidas anteriores e a desistir de tomar qualquer ação que pudesse resultar numa alteração de estatuto legal ou natureza geográfica e afetar materialmente a composição demográfica dos territórios árabes ocupados desde 1967, incluindo Jerusalém, e, em particular, para não transferir parte da população civil para os territórios árabes ocupados."
Reafirmou. Uma palavra com alguma importância.

É importante reconhecer que a Resolução 2334 não tem nada de novo. A citação aqui referida é da Resolução 446, de 12 de março de 1979, reiterada na essência na 2334. A Resolução 446 passou com 12 votos contra zero e abstenção dos EUA, do Reino Unido e da Noruega. A diferença essencial hoje é que os EUA estão sozinhos contra o resto do mundo, e isso é um mundo de diferença. As violações das ordens do Conselho de Segurança da ONU por parte de Israel, e violações da lei internacional, são hoje bastante mais radicais do que em 1979 e estão a levantar maior repúdio em boa parte do mundo. Os conteúdos da Resolução 446-2334 devem por isso ser levados mais seriamente. Daí a reação intensa contra a 2334, tanto a cobertura como o comentário; e em Israel e nos EUA, histeria considerável. Estes são indicadores evidentes do isolamento dos EUA no palco mundial. Sob Obama. Com Trump, o isolamento dos EUA irá provavelmente aumentar ainda mais, e de fato, já o fez, ainda antes de assumir a presidência.

A iniciativa de Trump que mais contribuiu para aprofundar o isolamento dos EUA aconteceu a 8 de novembro, quando ele ganhou duas vitórias. A vitória menor foi nos EUA, onde ganhou o colégio eleitoral. A vitória maior foi no Marraquexe - Marrocos, onde cerca de 200 nações estavam reunidas para tentar introduzir algum conteúdo nos acordos de Paris de dezembro de 2015 sobre alterações climáticas, acordos que foram deixados como intenções e não compromissos firmes devido à recusa do Congresso dominado pelo Partido Republicano.

Enquanto os votos eleitorais eram contados a 8 de novembro, a conferência em Marraquexe afastou-se do seu programa substantivo para a questão de saber se era sequer relevante lidar com uma severa ameaça de catástrofe ambiental agora que o país mais poderoso na história se demitiu das suas responsabilidades. Isso, seguramente, foi a maior vitória de Trump a 8 de novembro, um momento realmente pivotal. O mundo coloca as suas esperanças na liderança da China agora que o Líder do Mundo Livre declarou que não só irá se irá retirar dos acordos como, com a eleição de Trump, irá acelerar dramaticamente a corrida para o desastre.

Um espetáculo alucinante, que aconteceu quase sem qualquer comentário.
O fato de que os EUA estão sozinhos em rejeitar o consenso internacional reafirmado pela Resolução 2334, perdendo o Reino Unido sob a liderança de Theresa May, é outro sinal de crescente isolamento dos EUA.

Exatamente porque razão Obama escolheu a abstenção em vez do veto é uma questão em aberto: não temos provas diretas. Mas temos algumas explicações plausíveis. Tinha havido algumas reações de surpresa (e ridículo) após o veto de Obama em fevereiro de 2011 à Resolução da ONU que definia a implementação de política oficial dos EUA, e ele pode ter sentido que seria demasiado repetir um momento semelhante se quer salvar alguma parte do seu legado entre setores da população com alguma preocupação por direito internacional e direitos humanos.

É útil relembrar que entre os Democratas liberais, por oposição ao Congresso, e particularmente entre os jovens, opinião sobre Israel e Palestina tem evoluído nos últimos anos para a crítica às políticas de Israel, de tal forma que o núcleo de apoio a Israel nos EUA transferiu-se para a extrema-direita, incluindo a base eleitoral evangélica do Partido Republicano. Talvez estes tenham sido os fatores que alteraram a posição de Obama.

A abstenção de 2016 suscitou furor em Israel e no Congresso dos EUA também, incluindo Republicanos e Democratas, com propostas para retirar o financiamento à ONU em retaliação pelo "crime". O primeiro-ministro israelita Netanyahu denunciou Obama pelas suas ações "anti-Israel". O seu gabinete acusou Obama de "manobrar" nos bastidores esta "emboscada" no Conselho de Segurança, produzindo "provas" que dificilmente poderão ser consideradas sequer humorísticas. O oficial israelita de topo acrescentou que a abstenção "revelou a verdadeira face da administração Obama", e que "agora podemos compreender com o que estivemos a lidar nos últimos oito anos".

A realidade é um pouco diferente. De fato, Obama ultrapassou todos os recordes no apoio a Israel, tanto diplomaticamente como financeiramente. A realidade é descrita com precisão pelo especialista do Financial Times no médio oriente, David Gardner: "As relações pessoais entre Obama e Netanyahu podem ter sido venenosas, mas ele foi o mais pró-Israel de todos os Presidentes dos EUA: o mais pródigo com ajuda militar e consistentemente utilizando o veto dos EUA no Conselho de Segurança... A eleição de Donald Trump até agora trouxe pouco mais do que tuites virulentos sobre alguns assuntos geopolíticos. Mas os augúrios são ominosos. Um governo irredentista em Israel e inclinado para a extrema-direita é agora apoiado por uma administração populista e islamofóbica em Washington."

Num comentário interessante e revelador, Netanyahu denunciou a "emboscada" do mundo como prova de "preconceito do velho mundo contra Israel", uma frase reminiscente dos comentários de Donald Rumsfeld sobre a distinção entre a "Velha Europa - Nova Europa", em 2003.

Devemos relembrar que os estados da Velha Europa era os maus, os principais estados europeus, que se deram à arrogância de respeitarem a esmagadora maioria da opinião das suas populações recusando juntar-se aos EUA no crime do século, a invasão do Iraque. Os estados da Nova Europa eram os bons, que ignoraram uma maioria de opinião ainda maior e obedeceram ao seu dono [os EUA]. O mais digno dos "bons" foi José Maria Aznar, primeiro-ministro de Espanha, que ignorou oposição popular unânime contra a guerra e foi recompensado com a honra de participar no anúncio da invasão em conjunto com Blair e Bush.

Esta demonstração transparente de total desprezo pela democracia passou virtualmente sem cobertura noticiosa, compreensivelmente. A tarefa na altura era glorificar Washington pela sua apaixonada dedicação pela democracia, como ilustrado pela "promoção da democracia" no Iraque, que subitamente se tornou na linha correta após a "única questão relevante" (vai ou não Saddam entregar as armas de destruição maciça?) ter sido respondida no sentido inverso ao desejado.

Netanyahu está a adotar muito da mesma posição. O velho mundo que tem um preconceito contra Israel corresponde a todo o Conselho de Segurança da ONU; mais especificamente, corresponde a qualquer pessoa no mundo com o menor respeito por lei internacional e direitos humanos. Para sorte da extrema-direita israelita, isso exclui o Congresso dos EUA e - publicamente - o Presidente-eleito e os seus associados.

O governo israelita está, obviamente, consciente destes desenvolvimentos. Por isso, está ativamente a procurar transferir a sua base de apoio para estados autoritários como Singapura, China ou a Índia da direita nacionalista Hindu, que se torna agora um aliado natural com a sua deriva para o ultranacionalismo, políticas internas reacionárias, e ódio ao Islã.

As razões pelas quais Israel procura apoio são explicitadas por Mark Heller, principal analista associado em Tel Aviv no Instituto de Estudos de Segurança Nacional. "No longo prazo," explica, "haverá problemas em Israel nas suas relações com a Europa ocidental e os EUA", enquanto que em contraste, os países asiáticos importantes "não apresentam grande interesse na forma como Israel se relaciona com os Palestinos, Árabes, ou quem quer que seja." De forma breve, a China, Índia, Singapura e outros aliados favoritos são menos influenciados pelos tipos de liberalismo e preocupações humanas que representam uma ameaça crescente para Israel.

As tendências dos países em desenvolvimento merecem alguma atenção. Como notado, os EUA estão a tornar-se cada vez mais isolados nos últimos anos, quando sondagens dirigidas pelos EUA - não noticiadas nos EUA, mais seguramente conhecidas em Washington - revelaram que a opinião mundial olhava para os EUA como a maior ameaça mundial à paz, ninguém sequer se aproximava. Sob Obama, os EUA estão agora sozinhos na abstenção sobre os colonatos israelitas, contra a unanimidade do Conselho de Segurança da ONU.

Com Trump e os seus apoiadores de ambos os partidos no Congresso, os EUA ficarão ainda mais isolados no mundo no apoio aos crimes israelitas. Desde 8 de novembro, os EUA isolaram-se no assunto ainda mais importante de aquecimento global. Se Trump cumpre a sua promessa de quebrar o acordo com o Irã, é provável que os outros participantes persistam, deixando os EUA ainda mais isolados em relação à Europa.

Os EUA estão igualmente mais isolados do seu "quintal" da América do Sul do que no passado, e estarão mais isolados se Trump recuar nos passos de normalização das relações com Cuba lançado por Obama, passos tomados para evitar a provável exclusão de todas as organizações do hemisfério por causa do seu assalto continuado a Cuba, em total isolamento internacional.

O mesmo se passa na Ásia, onde mesmo aliados próximos dos EUA (exceto o Japão), mesmo o reino Unido, se juntam ao Banco de Desenvolvimento Asiático de Infra-estruturas, com sede na China, e à Parceria Econômica Regional liderada pela China e, neste caso, incluindo o Japão. A Organização de Cooperação de Shanghai (OCS) (chinesa igualmente) incorpora os estados centro-asiáticos, a Sibéria com os seus recursos, a Índia, o Paquistão e, mais tarde ou mais cedo, o Irã e mesmo a Turquia. A OCS tem rejeitado os pedidos dos EUA para obter estatuto de observador e exigiu que os EUA removam todas as suas bases militares da região.

Imediatamente após a eleição de Trump, testemunhamos o espetáculo curioso da Chanceler Angela Merkel, tomar a liderança numa lição a Washington sobre valores liberais e direitos humanos. Entretanto, desde 8 de novembro, o mundo olha para a China para liderança que pode salvar o mundo da catástrofe mundial, enquanto os EUA, em esplêndido isolamento novamente, se prepara para minar estes esforços.

O isolamento do EUA não está completo, obviamente. Como foi deixado claro na reação de Trump à vitória eleitoral, os EUA apoiam entusiasticamente a extrema-direita na Europa, incluindo elementos neo-fascistas. O retorno da extrema-direita em partes da América do Sul oferece oportunidades de aliança também. E, claro, os EUA mantêm uma aliança sólida com as ditaduras do Golfo e com Israel, que também se separa dos setores mais liberais e democráticos na Europa e se aproxima de regimes autoritários que não estão preocupados com as violações de Israel sobre lei internacional ou ataques ferozes a elementares direitos humanos.
Os últimos desenvolvimentos sugerem a emergência de uma Nova Ordem Mundial, totalmente diferente dos retratos usuais dentro das doutrinas em vigor.

Noam Chomsky - Linguísta, filósofo e ativista político americano

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