segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Novo embaixador dos EUA no Brasil é 'gerenciador de crises'. ‘Interventor’ agora se escreve assim...

Michael McKinley e o secretário de estado John Kerry (Á direita) participaram de reunião do Exercito dos EUA no Afeganistão
Sacou o eufemismo? Então, agente da metrópole autora da intervenção via lacaios locais ‘teleguiados’ que efetivaram o golpe, agora, com ‘a poeira’, relativamente, baixada, para não dar na vista, surge como gerenciador, a título de ajudante ou cooperador para dar uma força na ‘resolução’ das pendências no país.

Afinal ele teria que ‘gerenciar’ o quê? Pelo que se sabe a missão de um diplomata em outro país se resumiria à função burocrática de representar formalmente o seu país no país ‘amigo’, negociar acordos e não chegar como um gerente, gerenciador... De que?

No dicionário seria algo como: “Quem gerencia, quem mostra o caminho com planejamento, quem lidera e administra...

Não é a primeira vez. Não é novidade. Quem é chegado a este tipo de literatura sabe que a vida sempre imita a arte, ou vice-versa, mas, os manés, vulgo coxinhas, de plantão vão achar uma maravilha, uma gracinha de gentileza do irmão do norte, e podem chegar até a se emocionar com notícia tão alvissareira de sua chegada.

Veja abaixo o currículo do dito cujo.
"Novo embaixador dos EUA no Brasil é 'gerenciador de crises'
O governo norte-americano vai enviar ao Brasil um experiente "gerenciador de crises" para assumir a embaixada, no dia 11 de janeiro.

Peter Michael McKinley, 62, é um dos raros diplomatas americanos a se tornar embaixador pela quarta vez -já capitaneou a embaixada dos EUA na Colômbia, no Peru, e o último posto foi no Afeganistão. Ele está acostumado com missões complicadas.

Na Colômbia, participou do início das negociações de paz com as Farc. No Afeganistão, lidou com o aumento de tensões políticas e ressurgência do Taleban. Em 1997, esteve em Uganda como ministro-conselheiro (segundo na hierarquia), durante escalada de tensões com a República Democrática do Congo.

McKinley nasceu na Venezuela em 1954 e cresceu no Brasil, México e Espanha.
Como seu pai era executivo da multinacional Anderson Clayton (fabricante da margarina Claybom, adquirida pela Quaker nos anos 80), McKinley viveu dois anos em São Paulo, na adolescência.

Desde então, tornou-se fanático por futebol -acompanha os jogos avidamente.
Com doutorado em Estudos Latino-Americanos pela Universidade de Oxford, fala português, espanhol e francês. Sua mulher, Fatima, nasceu na Bolívia, e o casal tem três filhos.

"Michael McKinley é dos dos mais respeitados diplomatas americanos, uma escolha excelente para continuar a fortalecer a relação bilateral", disse Anthony Harrington, que foi embaixador em Brasília (1999-2001).

Ele assume a embaixada em situação bem mais tranquila do que a embaixadora Liliana Ayalde, que chegou no Brasil no meio do escândalo da Agência de Segurança Nacional (NSA) dos EUA.

O relacionamento entre os dois países desandou após a revelação de que a NSA espionava a ex-presidente Dilma Rousseff, o que levou ao cancelamento da visita de Estado que ela faria a Washington em 2013.

Grande parte das negociações bilaterais ficou paralisada desde então, mas a embaixadora conseguiu manter abertos os canais entre os países e destravar iniciativas, como a abertura do mercado americano para a carne brasileira in natura, medidas de facilitação de comércio e o acordo do clima. Dilma visitou os EUA em julho de 2015.

Agora, não há crise entre os dois países, mas a agenda bilateral está reduzida e há muita incerteza em relação ao futuro governo de Donald Trump. Grande parte do trabalho de McKinley será tranquilizar Brasília em relação ao novo governo.

"Em meio às incertezas criadas pela surpreendente eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos e pela grave crise que o Brasil atravessa, a chegada do respeitado embaixador Michael McKinley introduz um elemento importante de previsibilidade no diálogo entre os dois países", diz Paulo Sotero, diretor do Brazil Institute no Woodrow Wilson Center, em Washington.

No momento, as maiores preocupações do governo americano em relação ao Brasil são a corrupção e a crise econômica do país.

"A vantagem é que o Brasil não está na mira de fogo do próximo governo dos EUA, porque tem deficit comercial com os americanos e não tem agenda negativa significativa, como grande volume de imigração ilegal", diz Joel Velasco, vice-presidente da consultoria Albright Stonebridge.

Outra missão importante de McKinley será atuar junto com o Brasil em relação ao desmoronamento do governo de Nicolás Maduro na Venezuela e a crise humanitária que engolfou o país.


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domingo, 4 de dezembro de 2016

Sobre o óbvio, de Darcy Ribeiro. O momento em que vivemos é bem oportuno para ‘reler’

É isso! O momento em que vivemos no país é bem oportuno para refletirmos sobre estas considerações do iminente antropólogo Darcy Ribeiro. Vale à pena dar uma conferida. Se já conhece, releia! E se não conhece... É imperdível!

Poderíamos dizer que o óbvio é óbvio e dispensa quaisquer outras considerações.
Mesmo o Darcy Ribeiro dispensaria maiores apresentações.

Entretanto, se ainda não o conhece, Darcy Ribeiro, o antropólogo, foi uma das “cabeças” mais lúcidas que contribuíram para pensar esse país, embora, como ele mesmo salienta que a pedra de toque da dominação por aqui é via educação, ele permanece um ilustre desconhecido para a maioria da turma hoje.

Leia o texto e dará razão aos que pensam e decidem que seja assim: deixar no ostracismo pessoas como ele.

'É um texto indispensável para se entender um pouco sobre a “alma imposta” ao brasileiro, feita por uma elite dominante que se reproduz ao longo da história e que hoje esperneia na tentativa de manter o “status quo”, que é um pressuposto básico para manter e/ou continuar o processo de alienação e sujeição da população, com o inestimável apoio da mídia de sempre.

Vai constatar que é como se ele tivesse escrito esse texto ontem, e não que ele esteja prestes a completar 40 anos, o que denota o grande poder de dominação desses setores que estão aí, tentando abortar as tentativas de resgatar esse país, e esse povo, das garras seculares de uma elite astuta e poderosa, e pior, mancomunada com interesses estrangeiros, que nunca foram tão incisivos e atuantes como agora.

Esta foi uma palestra sua no Simpósio sobre Ensino Público, na 29º Reunião da SBPC, realizada em São Paulo, em julho de 1977.
"Sobre o óbvio
                 “Nosso tema é o óbvio. Acho mesmo que os cientistas trabalham é com o óbvio. O negócio deles – nosso negócio – é lidar com o óbvio. Aparentemente, Deus é muito treteiro, faz as coisas de forma tão recôndita e disfarçada que se precisa desta categoria de gente – os cientistas – para ir tirando os véus, desvendando, a fim de revelar a obviedade do óbvio.

É óbvio, por exemplo, que todo santo dia o sol nasce, se levanta, dá sua volta pelo céu, e se põe. Sabemos hoje muito bem que isto não é verdade. Mas foi preciso muita astúcia e gana para mostrar que a aurora e o crepúsculo são tretas de Deus. Não é assim? Gerações de sábios passaram por sacrifícios, recordados por todos, porque disseram que Deus estava nos enganando com aquele espetáculo diário.

(…)

Outra obviedade, tão óbvia quanto esta ou mais óbvia ainda, é que os pobres vivem dos ricos. Está na cara! Sem os ricos o que é que seria dos pobres?

Quem é que poderia fazer uma caridade? Me dá um empreguinho aí! Seria impossível arranjar qualquer ajuda. Me dá um dinheirinho aí! Sem rico o mundo estaria incompleto, os pobres estariam perdidos. Mas vieram uns barbados dizendo que não, e atrapalharam tudo. Tiraram aquela obviedade e puseram outra oposta no lugar. Aliás, uma obviedade subversiva.

Uma terceira obviedade que vocês conhecem bem, por ser patente, é que os negros são inferiores aos brancos. Basta olhar! Eles fazem um esforço danado para ganhar a vida, mas não ascendem como a gente. Sua situação é de uma inferioridade social e cultural tão visível, tão evidente, que é óbvia. Pois não é assim dizem os cientistas. Não é assim, não. É diferente! Os negros foram inferiorizados. Foram e continuam sendo postos nessa posição de inferioridade por tais e quais razões históricas. Razões que nada têm a ver com suas capacidades e aptidões inatas, mas, sim, tendo que ver com certos interesses muito concretos.

A Quarta obviedade, mais difícil de admitir –, e eu falei das anteriores para vocês se acostumaram com a ideia –, a Quarta obviedade é a obviedade doída de que nós, brasileiros, somos um povo de Segunda classe, um povo inferior, chinfrim, vagabundo. Mas tá na cara! Basta olhar! Somos 100 anos mais velhos que os estadunidenses, e estamos com meio século de atraso com relação a eles. A verdade, todos sabemos, é que a colonização da América do Norte começou 100 anos depois da nossa, mas eles hoje estão muito adiante. Nós, atrás, trotando na história, trotando na vida. Um negócio horrível, não é? Durante anos, essa obviedade que foi e continua sendo óbvia para muita gente nos amargurou. Mas não conseguíamos fugir dela, ainda não.

Continue lendo, aqui. Vale, muito, à pena!!!

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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Apesar das “mídias locais”: Mayors Challenge escolhe Haddad como o melhor prefeito do mundo!

A mídia está se revelando nestes tempos bicudos atuais por aqui – para alguns, mas, esperamos muitos... – como a figurinha carimbada de sempre: uma coisa, entre aspas, extremamente parcial, mentirosa mesmo, e servindo aos interesses próprios e de setores, nem sempre ocultos, nem sempre locais (os ‘nem sempre’ são eufemismo puro).

Esta organização internacional a Mayors Challenge – entidade que avaliar e premia administrações municipais mundo afora: “O Prêmio é concedido a cidades que oferecem ideias inovadoras e ambiciosas - "ideias com potencial de propagação para outras cidades com desafios semelhantes".”

Como vê, ao contrario da ‘detonação, e ostracismo – quando boas realizações – que a mídia sempre submeteu o governo Haddad, veja o resultado de 2016.
"Ídolo de Dória elege Haddad melhor prefeito do mundo!
Ele é o vencedor do Mayors Challenge 2016!

Essa Fundação é mantida pelo bilionário Michael Bloomberg, eleito Prefeito de Nova York em três oportunidades - 2001, 2005 e 2009.

Ele, que apoiou Barack Obama em 2012, deu uma banana a Donald Trump em 2016 e endossou a candidatura de Hillary Clinton.

O Prêmio é concedido a cidades que oferecem ideias inovadoras e ambiciosas - "ideias com potencial de propagação para outras cidades com desafios semelhantes".

Todos os anos, a competição convida centenas de cidades de uma nova região para definir um problema relevante e desenvolver ideias para solucioná-lo. As cidades enviam uma inscrição inicial com sua ideia para melhorar a forma como o governo trabalha e afetar positivamente a vida dos cidadãos. Em uma segunda etapa, cidades selecionadas seguem como finalistas e recebem orientações e apoio de especialistas para evoluir sua ideia. Os finalistas competem por premiações de milhões de dólares para ajudá-los a colocar em prática sua ideia e participar de uma rede de inovações para obter inspiração e apoio.

Este ano, o Mayors Challenge chegou à América Latina e ao Caribe. Mais de 900 cidades da América Latina e do Caribe foram convidadas a participar da competição e 290 cidades enviaram suas inscrições, representando 19 países da região. As cidades participantes representam 31% de todas as cidades que se enquadram na América Latina e Caribe – superando em 24% e 26% as taxas de participação do Mayors Challenge dos Estados Unidos e da Europa respectivamente.

Em junho de 2016, as vinte cidades finalistas foram selecionadas pela Bloomberg Philanthropies com ajuda de um comitê de seleção composto por 13 especialistas em inovação e política de toda a região. As equipes de cada cidade finalista participaram em julho do Ideas Camp da Bloomberg Philanthropies, um encontro de dois dias em Bogotá, na Colômbia. O programa Ideas Camp reuniu cidades congêneres com especialistas em inovação, permitindo que as cidades finalistas fortalecessem e ampliassem suas ideias originais.

As inscrições finais foram enviadas em setembro e analisadas criteriosamente pelo comitê de seleção. A grande vencedora do Prêmio em 2016 é São Paulo (Brasil). Bogotá (Colômbia), Medellín (Colômbia), Guadalajara (México) e Santiago (Chile) são outras vencedoras.

No Conversa Afiada, que reproduz o resultado do Mayors Challenge 2016, realizado pela Fundação Bloomberg.
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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Brasil tem classe política de excelência, diz Gilmar Mendes

...plenamente compatível com a nossa, no STF, (o repórter não chegou a ouvir a complementação da frase, do raciocínio) daí a sintonia fina com que ‘trabalhamos’ juntos em prol das mesmas causas e dos mesmos objetivos – tanto externos, quanto seletivamente internos, incluindo os pessoais, nossos, para ser mais preciso... – tão bem.

O resultado disso, dessa sintonia, é este Brasil que está surgindo... Esse Brasil pós-impeachment.
"Brasil tem classe política de excelência, diz Gilmar Mendes
"O Brasil, apesar dos pesares, de todos os problemas, logrou produzir uma classe política de excelência", afirmou o magistrado.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, defendeu hoje (29) a classe política brasileira, sem a qual, segundo ele, não haveria a segurança institucional que hoje se observa no país.

Ele discursou durante a abertura de um evento organizado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para debater a reforma política.

“O Brasil, apesar dos pesares, de todos os problemas, logrou produzir uma classe política de excelência”, afirmou o magistrado.

“Estamos prestes a celebrar 30 anos da Constituição de 1988, num quadro de normalidade institucional, isso também graças à habilidade e à qualidade de nossos políticos”, disse Mendes.

“Não se realiza nem se desenvolve democracia sem política e sem políticos”, acrescentou.

Em seguida, Mendes foi a uma audiência pública na Câmara sobre o mesmo assunto, reforma política, onde criticou o sistema de financiamento somente por pessoas físicas, utilizado pela primeira vez nas eleições municipais deste ano.

O presidente do TSE disse ser “evidente” que houve o uso de números de Cadastro de Pessoa Física (CPF) de laranjas para alimentar o Caixa 2 de campanhas.

Ele afirmou ainda que, na sua convicção, a Operação Lava Jato, responsável por expor as “entranhas” do sistema financeiro da política brasileira, irá obrigar a uma mudança no sistema eleitoral. 


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terça-feira, 29 de novembro de 2016

Qual Brasil vai afinal triunfar: o de Lula ou o de Moro? Ou melhor, qual o que você prefere?

Claro que tem muita gente, ainda, achando que o tal do moro é o herói da vez, da hora, e que estaria defendendo os seus interesses... Como poderia chamá-los? De classe média? Este é um conceito ainda muito vago, sobretudo o grande contingente – no caso em análise, não só ele – que se ‘alçou’ à condição graças aos anos Lula/Dilma, e que não se tocou, ainda...


Logo, o texto abaixo ajuda a refletir, e chama a atenção, para o fato, visível, de que tem muita gente equivocada, mesmo, na escolha do lado... Pode ser um “esparro”, como se diz por aí.

   Obs.* Quando o autor fala em “os ricos”, do moro, não é uma mera força de expressão, uma ‘licença poética’, é literal, mesmo!
"Qual Brasil vai afinal triunfar: o de Lula ou o de Moro?
Há hoje um grande, épico embate em curso no país. De um lado, Moro. De outro, Lula.

Não é um confronto pessoal. É muito mais que isso. Em jogo estão dois Brasis inteiramente diversos.

Qual Brasil vai triunfar?

A melhor imagem para designar as diferenças está no mítico slogan do movimento Ocupe Wall St, aquele que dividia a sociedade entre o 1% vorazmente opulento e os demais 99%. “Somos os 99%”, diziam os militantes.

Numa palavra Moro é o 1% e Lula os 99%.

Moro simboliza o mundo dos privilegiados brasileiros. Ele jamais se preocupou sequer em disfarçar o lado que defende. Isso está estampado nas fotos em que aparece com João Roberto Marinho, da Globo, ou João Dória, ou tantas figuras de relevo no processo de impeachment.

Mas muito mais que as imagens são suas ações que mostram quem ele é. Sua Lava Jato claramente elegeu o PT como alvo preferencial, quase único. Não que o PT seja santo. Longe disso. O PT sujou as mãos no poder com alianças espúrias e práticas moralmente indefensáveis. Mas não inventou a corrupção, e nem fez coisas que partidos como o PSDB não tenham feito em escala muito maior.

Mais recentemente, em sua louca cavalgada antipetista, Moro vem movendo uma campanha sanguinária contra Lula.

Moro foi um dos baluartes do golpe que conduziu ao poder o 1% derrotado nas quatro últimas eleições presidenciais. Não existiria Temer sem Moro.

Lula, com todos os defeitos que possa ter e com todos os erros que certamente cometeu, é a representação nacional dos 99%. Lula é o povo brasileiro. Ponto.
Ele fala como o povo, tem a cara do povo — e principalmente luta pelo povo. Mesmo os que o abominam reconhecem seu legado social.

O Brasil de Lula é um país de inclusão. O de Moro, de exclusão. O Brasil de Lula coloca no topo da agenda os pobres. *O de Moro, os ricos.

Que país queremos para nossos filhos? O da inclusão ou o da exclusão social? O que combate a desigualdade ou o que a estimula?

É exatamente isto que está em questão na disputa entre Moro e Lula.

De novo: não são duas pessoas se engalfinhando. São dois Brasis — um voltado para o 1% e o outro para os demais 99%.


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domingo, 27 de novembro de 2016

A Lava Jato chega ao PSDB. Acredite se quiser, é matéria da Veja. É, a Veja! Óia para os íntimos

Então, quando chega a chegar ‘na veja’, é por que a coisa pegou, mesmo, já que é tão óbvia e para posar de mídia ela dá a notícia, mas, com certeza, deu aquela pasteurizada básica, por força dos velhos cacoetes que todos conhecemos.

Ela posa de mídia e ao mesmo tempo tenta ‘passar mel na boca’ de seus leitores fieis, dourando a pílula, pois já sabe, de velho, com quem está mexendo.

Quem tem algum trato com a notícia em seu sentido mais amplo, sempre soube, entre aspas, de coisas assim, embora achasse que seria viajar demais apostar que um dia chegaria assim, em público, e na veja! Ninguém ousou viajar tanto, não e verdade?
A fixação em pegar, sobretudo o Lula, foi o que levou a isso. Esticaram tanto a coisa que perderam o controle e se rompeu, pois, como falamos acima, não chega a ser nenhuma novidade.

É como se diz popularmente: “se botar chocalho nesta gente, ninguém dorme”.
"A Lava Jato chega ao PSDB
Depoimentos mostram como o dinheiro da Odebrecht bancou a campanha de Serra em 2010.
Veja também: 
Réus da Odebrecht citam Alckmin como recebedor de caixa dois
As delações da Odebrecht atingiram em cheio o PSDB. Em reportagem na edição desta semana, já nas bancas, VEJA revela como despesas da campanha de José Serra à Presidência em 2010, como o jatinho que ele usou para viajar pelo país, foram bancadas com dinheiro sujo da Odebrecht.

Os recursos foram depositados na Suíça em contas pessoais de um aliado do tucano, o ex-banqueiro Ronaldo Cezar Coelho. O texto também põe fim a um mistério: três fontes confirmaram à revista que o codinome “santo” que aparece em planilhas da empreiteira refere-se ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) — nenhum deles, no entanto, disse ter negociado diretamente com o paulista.

Notas de Serra e Alckmin

Na manhã deste sábado, a assessoria de imprensa de José Serra enviou a seguinte nota a VEJA: “Todas as campanhas de José Serra foram conduzidas na forma da lei, com as finanças sob responsabilidade do partido. Serra não cometeu irregularidades e espera o pleno esclarecimento dos fatos pelas autoridades competentes.

A assessoria de imprensa do governador Geraldo Alckmin afirmou que todas as contribuições recebidas em campanhas eleitorais foram devidamente contabilizadas e informadas à Justiça Eleitoral. O texto ressalta que o governador nunca participou de negociações de supostos pedidos de pagamentos ilícitos. Alckmin afirma ainda, através de sua assessoria, que é favorável à aplicação do instituto da delação premiada.


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sábado, 26 de novembro de 2016

Para ter uma idéia do que pode vir por aí, com o interino, veja os tempos FHC, via JN

video
É a mesma idéia, como diriam alguns, onde ‘povo’ não passa de algo muito vago e, no máximo, tratado como um conceito acadêmico. Pelo visto, foi assim que o ‘iminentente sociólogo’ encarou a coisa.

A situação era tão – como poderia dizer? – gritante? É isso, tão gritante que mesmo um associado ao sistema instalado e vigente à época, o grupo Globo, como ainda é hoje, achou por bem fazer uma “reportagenzinha cabeça”, via o velho de guerra Jornal Nacional, tendo a certeza que pouco afetaria aos corações e mentes da época, tanto é que o dito cujo teve dois mandatos consecutivos (1994-1997) e (1998-2002).

Dê uma conferida no vídeo acima:
"Jornal Nacional diz que na gestão de FHC a fome matava 280 crianças por dia
Em 2001, no fim da era FHC, a fome matava 280 crianças por dia no Brasil. A tristeza que assolava milhares de mães nos rincões de nosso país deu lugar à esperança por meio de um projeto progressista, com visão social. Um projeto iniciado por Lula e defendido atualmente por Dilma Rousseff.

Retroceder à opção tucana é voltar a um Brasil falido, fracassado e que via seus filhos serem enterrados com apenas sete dias de vida.

Em junho de 2001, durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), a FOME avançava além da “Humilhação” e do “Sofrimento Físico”. Num hospital psiquiátrico em Cariri, no sul do Ceará, o repórter Marcelo Canellas entrevistou o médico José Abagaro Filho, especializado em combater distúrbios.


    Obs. Um detalhe interessante é que o vídeo original no YouTube está indisponível.

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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

A PEC muda de nome no Senado – 241 para 55 – confunde e continua o mesmo atentado ao direito e à vida

Embora seja algo ‘regimental’ ou de norma da casa, a mudança de numero da PEC quando transita da Câmara para o Senado, comprova que é uma ‘norma burra’ já que pode trazer confusão para o próprio andamento na nova casa, mas no caso da PEC 241 parece até casuísmo, pois leva a confusão da opinião pública e até a certa desmobilização em seu combate, porque para muitos vai parecer ‘outra coisa’, que vai seguir com ‘mais tranquilidade’ seus trâmites no Senado.

Como o alvo real é a saúde e a educação, ou melhor dizendo, a desestruturação da saúde e da educação, são dois pontos de vital interesse da população, sobretudo de quem depende “visceralmente”, eu diria até, do sistema que já está aí, e em via de desativação. 
Portanto, o que a PEC 55 prevê para 2017, que foi considerado um “ganho” pelo relator da PEC – o gasto mínimo com educação de 18% da RLI e com saúde de 15% da RCL – não é maior do que já se obteve em 2016. E a partir de 2018, ambos terão como piso o valor mínimo do ano anterior reajustado apenas pela inflação e não mais pelo crescimento da receita, que, normalmente, cresce acima da inflação.
Continue lendo, aqui.

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quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Alguns “nobres” senadores, como o velho conhecido Collor de Mello, “reinam” no Senado

O ‘seu’ senador Collor – Alagoas – tem ‘só’ 81 assessores, “só” pra cuidar dos seus “interesses”. Há, tem, ainda, o provável recordista. O senador Hélio José (PMDB – DF) emprega – me perdoe à má vontade mais vou colocar o “emprega”, entre aspas – 91. Quanto custa? ‘Só’ R$ 33 milhões de reais à sua disposição. Só isso!

Seria interessante fazer uma pesquisa para conferir os grandes benefícios-retorno do senador e sua mega equipe, em beneficio de seus eleitores.

Os outros senadores, pelo menos em tese, também, levam ‘só’ essa merreca embora nem todos se cerquem de uma ‘corte real’ assim como eles.

Ainda tem algumas regalias fichinhas, como um automóvel novo a cada dois anos, ternos, celulares alimentação, moradia e gasolina à vontade. A lista de mimos aos quais os senadores têm direito, independentemente do seu salário – de R$ 33,7 mil – se estende até onde a imaginação dos próprios alcança. E olha que tem muito senadorzinho criativo.

Manter o Senado Federal, com seus 81 membros, custa anualmente R$ 2,7 bilhões, ou R$ 33 milhões para cada senador. O orçamento equivale ao gasto dos ministérios do Esporte e Cultura somados. Deve ser por isso que o tal do interino, também, quer, na prática, sumir com coisas tipo ministérios “inúteis” como estes dois citados.

Também pra quem tá dando a traulitada nos Ministérios da Educação e Saúde... Isto aí é fichinha.

O pior de tudo isto, é que esta turma – senadores, deputados, vereadores... – não entra lá, assim... É tudo por obra e graça de nosso “senso cívico” como eleitores – bons e conscientes – que somos...

Há, entre tantas coisinhas pagas com o ‘nosso’ dinheiro, tem ainda o plano de saúde fichinha que “corre pelas beiradas”, embora um lance novo aparentemente incompreensível tenha rolado em passado recente, 2013, o que não quer dizer que não continue acontecendo.

Mesmo que a turma tenha um plano de saúde integral considerado o mais caro do país, não obstante o dito cujo – o “planão de saúde” –, como se diz, o Senado gastou R$ 5 milhões (em 2013) com o Hospital Sírio Libanês, um dos principais hospitais privados do país. Por fora!

Como vê, este lance de República, de Democracia... Conceitos que, por horas, não chegaram ao reles cotidiano do país, uma corte muito bem empostada vive cultivando lembranças de tempos ‘mais nobres’...

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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

“Talvez seja a história mais suja de nosso país”. Sabe o autor, não?

Vale à pena rever esse vídeo. Caso ainda não o tenha visto você precisa conhecer.

É um relato que mostra muito bem quem foi, e é, o FHC, PSDB, apesar de toda a ‘garganta’ de estadista, turbinada por esta mídia vendida e antinacional e incensado por um monte de “coxinhas” sem noção, como se diz popularmente.

Dr. Enéas fala sobre a companhia Vale do Rio Doce, “doada” ao capital internacional pelo próprio governo do Brasil.

“A Vale do Rio Doce não foi vendida. Ela foi doada! (…) Que tristeza naquele dia! Que mal-estar! Que vontade de sair chorando, ou gritando, ou esperneando!”

A maior mineradora de ferro do planeta foi entregue… Foi doada de maneira criminosa”.

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terça-feira, 22 de novembro de 2016

Católico ortodoxo alquimin sanciona Dia Da Mulher (...) Evangélica

É isso, o alquimin está pavimentando o caminho para o planalto, e o voto evangélico provou que tem poder de fogo, haja vista as últimas eleições onde pastores ou candidatos abertamente apoiados por eles se deram muito bem nas urnas.

Não que uma homenagem de qualquer natureza à mulher, não importa a crença ou etnia, não seja bem vinda, mas, é o propósito que ele acoberta que seria questionável.

Não é nenhuma abstração ou novidade o que rola por aí sobre o projeto final, que é o de chegar, de fato, à Presidência da República, sendo que o “caminho” no Congresso Nacional já está por demais pavimentado – como se diz – o que ficou mais do que claro com o peso que tiveram no golpe contra a Dilma.

Já o tal do alckmin, que segundo consta a lenda é um católico até ortodoxo, pelo visto não costuma “misturar as coisas”, ou seja, em um projeto de poder, não se discute filigranas subjetivas como crenças religiosas, logo não se alivia quanto aos métodos, conchavos e alianças, por mais que algum desavisado a considere espúria...
"Alckmin sanciona criação do Dia da Mulher Cristã Evangélica no Estado de SP
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), aprovou a criação do Dia da Mulher Cristã Evangélica, um projeto de lei da Assembléia Legislativa de autoria do deputado estadual Adilson Rossi (PSB). A data será comemorada no dia 28 de março.

Em sua justificativa para apresentação do projeto, o deputado afirma que "as mulheres cristãs tem ê um papel muito importante na família, na Igreja e na sociedade, e temos que valorizar".

Afirma ainda que, se "no começo do século 20, a mulher era ainda considerada, muitas vezes, como intelectualmente inferior, como incapaz de assumir responsabilidades cívicas, devendo, por isso estar sujeita à tutela familiar do homem", hoje "a influência da mulher em todas as esferas da sociedade tem aumentado. Podemos constatar esse fato através da presença das mulheres em muitos lugares onde até há bem poucos anos era impensável".

Há cerca de seis meses, outro projeto de cunho evangélico, o Dia de Combate à Cristofobia, da Câmara Municipal de São Paulo, foi vetado pelo prefeito Fernando Haddad (PT). O projeto, de autoria do vereador Eduardo Tuma (PSDB), defendia a criação da data para garantir a liberdade de expressão dos cristãos.

A criação do Dia da Mulher Cristã Evangélica foi publicada na edição de sábado (19) no Diário Oficial do Estado.


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