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quarta-feira, 23 de outubro de 2019

O Estado está, mesmo, tirando o corpo fora, é a vez do gás

Além do aumento de preço do gás para o consumidor final junto com o aumento geral, no mesmo pacote, diríamos assim, está a privatização do sistema na esteira da venda/doação da Petrobrás, quando o gás poderá ser importado e, com certeza, a política de preços começará a ter outra dinâmica ao ‘pé do fogão’.

Outro dia em conversa ‘un passant’ com o carinha que limpava ‘o mato’ no passeio de casa, ele disse que utiliza o gás combustível, ou de posto como disse, como fonte de energia para cozinhar o feijão.

Veja mais, aqui, [Folha/UOL].

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quarta-feira, 8 de maio de 2019

Menina síria se rende ao confundir câmera fotográfica com arma de fogo

É consequência do caso/guerra na Síria, patrocinado pelos EUA, que já vai para mais de 8 anos, quando tentam criar uma rota mais curta para o petróleo que traz do Oriente, da Arábia Saudita, já que a rota atual, contornando o continente africano, é longa e encarece muito o petróleo.

A mídia de direita e americanófila local trata como se fosse uma guerra civil, tipo esta que pretendem patrocinar na Venezuela.

Veja o que disse o Trump:
(...) “Esse é o país com o qual deveríamos entrar em guerra”, disse, de acordo com McCabe. “Eles têm todo esse óleo e estão bem na nossa porta dos fundos” (...).
O investimento, entre aspas, na Venezuela, ou seja, a derrubada do Maduro é para tornar este percurso, do petróleo, mais curto e de graça, já que tenta se apropriar das imensas reservas venezuelanas.*
Linha vermelha da Síria, verde do Brasil e amarela da Venezuela
Uma rota alternativa e já efetivada em seus domínios, graças ao golpe contra Dilma e a eleição do bozó, é o pré-salPetrobrás – pois mais perto e mais barato mesmo, só o da Venezuela. 

Veja mapa acima.
*Se acha que é intriga de esquerdistas/comunistas, clique no link, aqui, e veja o que diz ex-diretor do FBI sobre o Trump.
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quinta-feira, 7 de março de 2019

Grande analista econômico global... Precisa de aspas?

Clique na imagem para ampliar
Pesquisas atestam que a burrice independe de nível formal de escolaridade. Se este não for um caso típico... A teoria precisa se revista.

É que ela, o misto de inteligência/lucidez, partindo do pressuposto que ele tenha, se anuvia, embaça, quando o preconceito e a raiva ideológica – existe isso? – torna-se predominante.

Imagina se o PT iria ‘achar’ coisas assim... Pré-sal...

O pior é que “o da poltrona” deve ter-lhe dado todo crédito, como deve continuar fazendo até hoje, já que o dito cujo continua destilando sua sabedoria por lá. Acho que em um lance chamado de GN, ou coisa que o valha, ou mesmo o JN.

O que é normal para o ‘da poltrona’, já que imputou “seus corações e mentes” ao sistema que ele representa, e abriu mão de seus próprios níveis de lucidez, senão inteligência, mesmo.

E, com certeza, deve continuar fiel ali ó... Todos os dias, já que faz parte do processo de condicionamento.

Etimológica e/ou sociologicamente, esse processo se denomina alienação.

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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Inglaterra mudou regra do pré-sal e o temer(zinho) fez conforme o figurino... Conforme foi “orientado”

Então, se você acha que – notícias assim... – é coisa de esquerda, de petistas...

Ao que consta, o The Guardian não se enquadra na categoria. É apenas o mais respeitado jornal da Inglaterra – e lá não é nenhum paraíso esquerdista no sentido usual – e em seu histórico nada autoriza a ilação editorial...

“Quem foi pra rua”, leia-se: participou das manifestações que geraram o golpe e tudo que veio, e está vindo, em seu bojo... O mínimo que pode fazer... Só quem foi sabe...

Talvez, quem sabe, ainda, tenha dúvidas sobre a real natureza do dito cujo, vulgo golpe... E a relação real com a sua vida pessoal, com o Brasil...

Esperamos que a estas alturas do campeonato...
“Bomba: Inglaterra mudou regra do pré-sal e temer cedeu a lobby da Shell
“Uma notícia bombástica acaba de ser publicada pelo jornal The Guardian, o mais respeitado da Inglaterra. O governo inglês fez lobby, com sucesso, junto ao governo golpista do Brasil para mudar as regras de exploração do petróleo, em benefício de multinacionais como a Shell e a BP; o encarregado do lobby foi o ministro do Comércio, Greg Hands, que veio ao Rio de Janeiro, onde se reuniu com Paulo Pedrosa, secretário do Ministério de Minas e Energia, de Michel Temer; com a vinda, a Inglaterra conseguiu que o governo brasileiro eliminasse exigências de compra de conteúdo local da indústria nacional, flexibilizasse exigências ambientais e isentasse grandes multinacionais de petróleo do pagamento de impostos; petroleiros já se referiam a Temer como "Mishell" antes mesmo do escândalo – isenção de impostos supera R$ 1 trilhão

Uma notícia bombástica acaba de ser publicada pelo jornal The Guardian, o mais respeitado da Inglaterra. O governo inglês fez lobby, com sucesso, junto ao governo golpista do Brasil para mudar as regras de exploração do petróleo, em benefício de multinacionais como a Shell e a BP.

O encarregado do lobby foi o ministro do Comércio, Greg Hands, que veio ao Rio de Janeiro, onde se reuniu com Paulo Pedrosa, secretário do Ministério de Minas e Energia, de Michel Temer.

Com a vinda, a Inglaterra conseguiu que o governo brasileiro eliminasse exigências de compra de conteúdo local da indústria nacional, flexibilizasse exigências ambientais e isentasse grandes multinacionais de petróleo do pagamento de impostos num montante que supera R$ 1 trilhão.

Leia aqui a reportagem original e confira como o governo de Michel Temer – apelidado de Mishell Temer pelos petroleiros – trabalha contra os interesses nacionais, segundo denuncia a própria imprensa inglesa.

Leia, abaixo, a tradução:

A Grã-Bretanha pressionou com sucesso o Brasil em nome da BP e da Shell para responder às preocupações dos gigantes do petróleo em relação à tributação brasileira, regulação ambiental e regras sobre o uso de empresas locais, revelam documentos do governo.

O ministro do Comércio do Reino Unido viajou para o Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo em março para uma visita com um "foco pesado" em hidrocarbonetos, para ajudar as empresas britânicas de energia, mineração e água a ganhar negócios no Brasil.

Greg Hands se encontrou com Paulo Pedrosa, vice-ministro brasileiro de minas e energia, e "diretamente" levantou as preocupações das empresas petrolíferas Shell, BP e Premier Oil britânicas sobre "tributação e licenciamento ambiental".

Pedrosa disse que estava pressionando seus homólogos no governo brasileiro sobre as questões, de acordo com um telegrama diplomático britânico obtido pelo Greenpeace.

O Departamento de Comércio Internacional (DIT) lançou inicialmente uma versão não-editada do telegrama sob as regras de liberdade de informação para a unidade de investigação do Greenpeace, Desenterrada, com as passagens sensíveis destacadas. Pouco depois, o departamento emitiu uma segunda versão do documento, com as mesmas passagens redatadas.

A Greenpeace acusou o departamento de agir como um "braço de pressão da indústria de combustíveis fósseis".

O governo do Reino Unido negou que fosse lobby para enfraquecer o regime de licenciamento ambiental, embora a campanha de lobby mostrou ter dado frutos. Em agosto, o Brasil propôs um plano de alívio tributário de vários bilhões de dólares para perfuração offshore e, em outubro, a BP e a Shell ganharam a maior parte das licenças de perfuração de águas profundas em um leilão do governo.

Rebecca Newsom, assessora política seniores do Greenpeace, disse: "Este é um duplo embaraço para o governo do Reino Unido. O ministro do Comércio de Liam Fox tem pressionado o governo brasileiro em um enorme projeto de petróleo que prejudicaria os esforços climáticos feitos pela Grã-Bretanha na cúpula da ONU em Bonn.

"Se isso não fosse ruim o suficiente, o departamento da Fox tentou encobri-lo e ocultar suas ações do público, mas falhou comicamente".

O documento também revela que o Reino Unido pressionou o Brasil a relaxar seus requisitos para que os operadores de petróleo e gás usassem uma certa quantidade de empresas brasileiras e empresas da cadeia de suprimentos.

Diplomáticos britânicos descreveram o enfraquecimento dos chamados requisitos de conteúdo local como um "principal objetivo" porque a BP, a Shell e o Premier Oil seriam "beneficiários britânicos diretos" das mudanças.

A tentativa do Reino Unido de suavizar os requisitos continuou no dia seguinte à reunião entre Hands e Pedrosa, com um funcionário senior da DIT liderando um seminário sobre o assunto na sede do regulador de petróleo e gás do Brasil.

O governo do Reino Unido passou por incêndio no passado por fornecer centenas de milhões de libras de apoio para a Petrobras, empresa estatal de petróleo do Brasil, atingida pelo escândalo, através da agência de exportação de crédito do Reino Unido.

Os esforços contínuos de lobby do petróleo do Reino Unido no Brasil surgiram dias depois que os ministros britânicos estavam promovendo a liderança do Reino Unido no corte de emissões de carbono nas negociações climáticas internacionais em Bona.

Claire Perry, o ministro das mudanças climáticas, disse na cúpula: "estamos assumindo nossos compromissos sob o acordo de Paris muito a sério e estamos a agir".

Um porta-voz da DIT disse: "A DIT é responsável por incentivar as oportunidades de investimento internacional para as empresas do Reino Unido, respeitando os padrões ambientais locais e internacionais. A indústria britânica de petróleo e gás e cadeia de suprimentos suportam milhares de empregos e fornecem £ 19 bilhões em exportações de bens sozinhos.

"No entanto, não é verdade que nossos ministros fizeram lobby para afrouxar as restrições ambientais no Brasil - a reunião foi sobre melhorar o processo de licenciamento ambiental, garantindo condições equitativas para as empresas nacionais e estrangeiras e, em particular, ajudando a acelerar o licenciamento processar e torná-lo mais transparente, o que, por sua vez, protegerá os padrões ambientais”.


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quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Bilhete de Einstein sobre a felicidade bate recorde em leilão

O mais interessante é que ele, o Einstein, sabia que o ‘pagamento’ com o bilhete ao carregador no hotel valeria, mesmo, um bom dinheiro depois.

Claro que ele tinha consciência de sua importância no cenário científico, senão midiático, ainda mais naquele momento onde acabara de ganhar o Premio Nobel de Física.

   'Com dinheiro curto em um hotel de Tóquio, Albert Einstein escreveu sua visão sobre a vida em uma nota e a entregou ao carregador de malas ao invés de lhe dar uma gorjeta - e a fórmula do físico para uma vida feliz rendeu 1,3 milhão de dólares nesta terça-feira (24), informou uma casa de leilões de Jerusalém

Em 1922, Einstein estava a caminho do Japão quando foi anunciado que ele receberia o Prêmio Nobel de Física de 1922, disse a Winner’s Auctions and Exhibitions.

Ao chegar à capital japonesa, ele se fechou no quarto de hotel tentando colocar seus pensamentos no papel.

Quando um atendente foi ao seu quarto fazer uma entrega, Einstein se descobriu sem dinheiro para dar uma gorjeta.

Ao invés disso, ele lhe entregou uma nota manuscrita com uma frase escrita em alemão: "Uma vida calma e humilde trará mais felicidade do que a busca do sucesso e o desassossego constante que vem com ela".

De acordo com a casa de leilões, Einstein recomendou ao funcionário que guardasse a nota, dizendo que um dia seu valor superaria o de uma gorjeta padrão.

Quase 100 anos depois, o sobrinho do carregador de malas provou que Einstein tinha razão ao fazer contato com os leiloeiros para colocar o bilhete à venda. A identidade do comprador virtual não foi revelada.

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sexta-feira, 31 de março de 2017

O ambientalismo é “coisa” de esquerda? Pelo visto... Trump que o diga!

Há uma onda reacionária rolando mundo afora, inclusive por aqui.

O que parece ser algo aleatório é observado mesmo nas conversas no cotidiano, pelas ruas, ônibus, metrô, quando o ‘papo de direita’ parece ter dominado os corações e mentes da população, independente de sua condição sócio-econômica, com destaque – bizarro – para os pobres, entre aspas que embarcaram no discurso que lhes puxa o tapete e nem tem noção disso.

A mídia é um instrumento fundamental nesta unanimização direitista que acometeu as pessoas, quando, pelo visto, “deve estar sendo muito bem paga para isso”.

Confira:
Trump renega problemas climáticos globais e quer “tirar corpo fora” 
E aí, o ambientalismo acabou? O Brasil ainda lidera em numero de ‘mortes’ deles 
O meio ambiente e a segurança jurídica estão indo pelo ralo. Meio ambiente é a bola da vez 
A questão ambientalista parece ser ‘coisa de esquerda’, já que as iniciativas nesta área têm sido feitas por administrações de ‘não direita’, digamos assim, tanto aqui como em outros países, como é o caso do EUA, com o governo Trump x Obama, ou Haddad x Doria, por aqui.

O interino local vem ensaiando suas iniciativas, entre aspas, nessa área com muita desenvoltura e sem grandes alardes em áreas vitais para o país, como a questão indígena e a preservação da Amazônia, por exemplo.
"Trump, na contramão do mundo
A temperatura bate recorde e o presidente dos EUA anuncia investimentos em energias fósseis

Ninguém se surpreendeu com as primeiras medidas tomadas por Donald Trump na presidência dos Estados Unidos, uma vez que entre as suas principais bandeiras de campanha estava o desmonte das obras e legados de Barack Obama.

Na área ambiental, a primeira ação da nova administração foi eliminar do site da Casa Branca a página com notícias e ações do governo sobre mudanças climáticas. O objetivo imediato de Trump é acabar com o Plano de Ação Climática do governo anterior e iniciar fortes investimentos na exploração de petróleo, gás e carvão.

No último dia 24, ele assinou ordens executivas aprovando a construção dos polêmicos oleodutos Keystone XL e Dakota Access que, por seus enormes riscos ambientais, haviam sido barrados por Obama.

Para Trump, acabar com o legado ambiental será uma forma de “eliminar políticas danosas e desnecessárias” e, segundo ele, gerar empregos.

Trump não apresentou evidências disso, mas ignora provas do aquecimento global. Dados divulgados pela Organização Meteorológica Mundial e pela Nasa, a agência espacial norte-americana, constataram que 2016 foi o ano mais quente da história, sendo o terceiro ano consecutivo de recorde no aumento da temperatura global

Os levantamentos apontam para a continuidade desse processo de aquecimento constante e as simulações para 2050 mostram que, veja só a ironia,  os EUA chegarão a um aumento de 2º C antes do resto do mundo. Em alguns dos estados mais ricos do país, a temperatura deverá atingir 3º C a mais do que a média planetária.

Consequentemente, os Estados Unidos, grandes produtores de alimentos, devem ter perdas agrícolas enormes, além de experimentarem um crescimento de fenômenos climáticos extremos, tais como tornados, enchentes e secas prolongadas.

São sinais eloquentes de que não será possível para Donald Trump considerar os Estados Unidos uma ilha, por mais que ele cerque o país com muros. No caso das mudanças climáticas não existem soluções nacionalistas. Este é um problema que envolve decisões conjuntas de toda a comunidade internacional. O horizonte é de grandes perdas econômicas e, como se pode ver, os Estados Unidos serão muito afetados em decorrência do aquecimento global.

Resistências à truculência e ignorância do novo mandatário norte-americano começaram a surgir.

Uma delas e de grande relevância foi a carta endereçada a Trump por mais de 540 empresas e 100 grandes investidores participantes do movimento empresarial Low-Carbon USA O grupo pede à nova administração da Casa Branca e também ao novo Congresso apoio às políticas que acelerem a transição do país para uma economia de baixo carbono, com o objetivo de enfrentar as mudanças climáticas.

Entre as empresas signatárias estão gigantes como Starbucks, Nike, L’Oreal, Gap, Levi’s, Unilever, General Mills, Hilton, Dupont e Schneider Electric, entre outras. Juntas, essas corporações representam receita anual superior a 1,15 trilhão de dólares e empregam cerca de  2 milhões de pessoas em todo o país.

A carta faz menção ao Acordo Climático de Paris e à necessidade de se cumprir suas metas de redução das emissões globais dos gases de efeito estufa. As empresas listadas afirmam que farão sua parte para “cumprir os compromissos do Acordo Climático de Paris de uma economia global que limita o aumento da temperatura planetária bem abaixo de dois graus Celsius”. Entre as ações listadas pelas empresas estão o aumento da eficiência energética e a utilização crescente de energias limpas e renováveis.

Para Anna Walker, diretora sênior de Política Global e Advocacy da Levi Strauss & Co., "é imperativo que as empresas tomem um papel ativo no cumprimento dos objetivos estabelecidos pelo Acordo Climático de Paris". “Será fundamental que trabalhemos juntos para garantir que os EUA mantenham sua liderança climática, garantindo, em última instância, a prosperidade econômica de longo prazo de nossa nação", disse.

Trump deve ficar atento à essa realidade. Empresas norte-americanas já investiram muitos bilhões de dólares em energia renovável dentro e fora do país. Além disso, esse mercado é promissor para os EUA, ainda que a liderança esteja em disputa com China, Alemanha e Japão, entre outros.

O que o mundo e os EUA menos precisam neste momento é de uma visão limítrofe e atrasada. Trump, o “presidente do fim do mundo”, pode retardar o avanço para uma economia de baixo carbono, mas, espera-se, não poderá sozinho alterar os rumos da economia mundial, inclinada nesse sentido. Ainda assim, neste aspecto parece evidente que sua passagem pela Casa Branca será ruim para todos, inclusive para seus eleitores.


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sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Se alguém ainda duvidava. Entrevista esclarece um pouco sobre os bastidores – externos – do “nosso golpe”

Estas denúncias sobre a atuação dos EUA intervindo sempre que o jogo político e econômico entre em uma fase desfavorável aos seus interesses hegemônicos, sobretudo por aqui, em área que considera seu quintal, já virou um clichê e muitos desavisados podem até considerar que é conversa de esquerdista, de petistas.

Uma breve olhada em livros de história recente ‘por aqui’ vai tirar algumas dúvidas sobre este histórico. Entretanto até mesmo a mídia – digamos, associada – costuma deixar escapar nas entrelinhas este estado de coisas.

Foi o que aconteceu neste golpe fajuto que destituiu os 52 milhões de votos do poder na República.

A Petrobras é seu grande patrimônio não só em reservas, mas em tecnologia de prospecção em águas profundas, assim como o maior inimigo que surgiu no cenário mundial recente para se contrapor a esta hegemonia, os BRICS, foram mais do que “argumentos” – e como! – para esta nova empreitada.

A ameaça de um eventual retorno do Lula nas próximas eleições e continuidade desta política que privilegia os interesses nacionais, já que estes ‘feitos’ praticamente surgiram neste período de governo que começou com ele, foi a gota d’água.

Veja na entrevista que o Julian Assangeporta-voz  e um dos nove membros do conselho consultivo  do Wikileaks, um wiki de vazamento de informações e denúncias, concedeu  ao jornalista Fernando de Morais, onde relata um pouco desta trajetória dos EUA.

Clique aqui e confira. 

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quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

A doação da Petrobrás é tão bizarra que surpreende até os compradores

O processo de doação da Petrobras/Pré-sal é tão bizarro, que até eventuais compradores estão estranhando, e comentando, a facilidade no processo, mas, sobretudo os preços.

É, os preços. As merrecas que os prepostos do golpe, vêm cobrando por tamanho patrimônio construído a duras penas pelo Brasil, e que tornou a Petrobrás um ícone de excelência e de inovação tecnológica – com as perfurações em águas profundas – e com o mar de petróleo que descobriu sob o subsolo nacional.

Esta tudo sendo feito à ‘toque de caixa’, para evitar que uma eventual reviravolta no esquema golpista, que já faz água, possa impedir, ou pode não deixar tempo hábil para a finalização de um dos propósitos dos mentores externos do golpe.

O destino tramado para a Petrobrás/Brasil no plano golpista é, com certeza, reduzir tudo a um mero fornecedor de óleo bruto – por uma merreca – enquanto, de posse de todas as tecnologias – tanto implantadas como conhecimentos ou know-how desenvolvidos –, fiquem em mãos estrangeiras.

Em mãos dos idealizadores e mentores do golpe, executado através desta corja de vendidos bem conhecidos.

É um papel – que reservaram para o Brasil – mais digno de um paizinho de 5ª categoria, a ser reduzido a um mero fornecedor de matéria-prima bruta, e politicamente a um micro-satélite girando na orbita do Big Brother do Norte.
"Mídia francesa se espanta com o baixo preço cobrado pela Petrobras pelo pré-sal
Imprensa francesa confirma o que a Federação Única dos Petroleiros (FUP) denuncia há tempos: “A gestão Parente-Temer está entregando nossas reservas estratégicas a preço vil”.

Na quarta-feira [21/12], a Petrobras fechou acordo com a petroleira francesa Total estimado em US$2,2 bilhões. Ele prevê a cessão à Total dos direitos de exploração destas áreas do pré-sal: 22,5% do campo de Yara e 35% do campo de Lapa, que começou a operar no dia anterior na Bacia de Santos.

O acordo envolve ainda compartilhamento de terminal de regaseificação e transferência de fatias em térmicas, entre outros negócios.

Para a imprensa francesa, a Total fez um bom negócio com a Petrobras.
O Les Echoes, tradicional diário francês de economia, destaca (o negrito é nosso):
Esses campos “guardam reservas gigantescas de petróleo e o valor pago foi interessante.

[…] as reservas do grupo francês serão acrescidas de 1 bilhão de barris, a um custo estimado entre US$1,75 e US$2,4 o barril. Nas reservas adquiridas anteriormente pela companhia, o preço do barril custou US$2,55.

A Radio France Internationale, também conhecida como RFI, em matéria transmitida para o mundo inteiro na sexta-feira, 23 de dezembro, conclui:
“A Total pagou pouco em relação ao que vai lucrar extraindo o petróleo brasileiro”.

A RFI é uma rádio pública francesa, com sede em Paris.

O Viomundo conversou com João Antônio de Moraes, diretor da Federação Única dos Petroleiros (FUP), sobre essa repercussão.
Viomundo – O que achou da avaliação da imprensa francesa?
João Antônio de Moraes – Só confirma o que a FUP e os movimentos sociais vêm denunciando há bastante tempo. A gestão Pedro Parente-Michel Temer está entregando nossas reservas de petróleo a preço vil. Veja bem. É a imprensa francesa assumindo que a França está levando grande vantagem em cima do Brasil ao se apossar de nossas reservas de petróleo a um preço muito aquém do mercado internacional.
Viomundo – O que significa esse acordo com Total?
João Antônio de Moraes – Perda de soberania energética. Ele fere a nossa soberania energética, independentemente do preço. E, mais uma vez, confirma que o golpe, longe de ser para combater a corrupção, veio para entregar as riquezas do nosso povo e liquidar os direitos trabalhistas. A questão energia também estava no centro dos golpes contra Getúlio Vargas e João Goulart.
Viomundo – Explique melhor.
João Antônio de Moraes – Nos anos 50, houve uma tentativa de golpe contra o presidente Getúlio Vargas. Foi logo após a criação da Petrobras.
Já João Goulart, depois de tomar posse, havia dito que iria nacionalizar as refinarias de petróleo. Na sequência, ele foi vítima de um golpe. E a exemplo desses dois golpes, o contra a presidenta Dilma veio para entregar as nossas riquezas.

Viomundo – Supondo que o preço fosse justo, valeria a pena vender esses ativos à Total?
João Antônio de Moraes – Ainda assim seria ruim para o Brasil, pois o país perderia controle sobre reservas extremamente estratégicas. As áreas sob o controle da Petrobras garantem o abastecimento do Brasil. Já sob o controle da Total garantem o abastecimento da França.
Viomundo – O que fazer?
João Antônio de Moraes – Mais do lamentar, a gente tem que lutar e resistir para impedir que essa situação continue. E nisso os blogs da imprensa alternativa, progressista, como o Viomundo, têm um papel importante em divulgar o que a grande mídia esconde todos os dias.

Conceição Lemes, via Viomundo 

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quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Pré-sal é mais do que um ‘poço de petróleo’. Atrai centros de pesquisa e alta tecnologia de multinacionais

O pré-sal é mais do que um grande poço de petróleo e gás. É um grande centro de desenvolvimento tecnológico, de novas técnicas de perfuração e exploração, bem como de novos materiais. A Petrobras lidera um dos maiores conjuntos de projetos de inovação na indústria de energia no mundo.

É o grande acontecimento na área em todo mundo além da imensurável riqueza a ser explorada em beneficio do Brasil, de toda sua população, em que pese as investidas – que continuam incessantes – no Congresso Nacional, de vendilhões, como um serra/psdb da vida e seu partido, que prefere privilegiar a sua conta bancária em detrimento de mais de 200 milhões de brasileiros.

Veja aqui um pouco desta história suja.

Seria interessante descobrir se todos os milhões de eleitores paulistas do dito cujo sabiam, tinham consciência, que estavam colocando tanto poder em mãos de um apátrida para lutar contra seus próprios interesses e das suas futuras gerações.

Você ai, eleitor que votou no serra/psdb, o que acha? Concorda com o que ele está fazendo – com o seu voto, de confiança? – para roubar do Brasil, de sua família e, no futuro, de seus descendentes?

"Pré-sal atrai para o Rio centros de pesquisa de multinacionais
No Parque Tecnológico da UFRJ, investimentos da Schlumberger, FMC Technologies, Halliburton, BG Group e GE.

O desafio tecnológico de produzir óleo e gás na camada pré-sal estimula investimentos de uma série de empresas. Com reservatórios a até 5 mil metros abaixo do leito marinho, incluída uma camada de sal de aproximadamente 2 mil metros de espessura, perfurar poços na camada exige novos e mais resistentes materiais, tecnologias de sequestro de carbono e maior automação dos sistemas.

Na carteira de longo prazo da Petrobras, que lidera um dos maiores conjuntos de projetos de inovação na indústria de energia no mundo, há linhas de pesquisas sobre novas tecnologias de exploração, entre elas a perfuração a laser de rochas no fundo do mar. Há ainda estudos sobre nanotecnologia, com uso de nanomateriais em poços sob a água. 

Esses minúsculos materiais poderiam funcionar como sensores indicativos dos esforços de cada material utilizado para a exploração de petróleo e a taxa de corrosão. Estão em curso também pesquisas sobre o uso em rochas de nanopartículas, que poderiam monitorar a produção de petróleo a partir da porosidade das rochas. A estatal estuda ainda modos de utilizar plataformas submersas de exploração de petróleo que possam cada vez mais ser controladas remotamente em centros na terra.

No Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro, na Ilha do Fundão, próximo ao centro de tecnologia da Petrobras, fornecedoras da estatal têm investido em centros de inovação para buscar soluções. Schlumberger, FMC Technologies, Halliburton, BG Group e GE são algumas das empresas que investem no parque. A GE, que inaugurou um centro em 2014, deve aplicar até 1 bilhão de reais em 2020. Cerca de 60% dos 160 funcionários estão dedicados a soluções da área de óleo e gás, tanto para o pós-sal quanto para o pré-sal.

Em poços da Bacia de Campos, que começam a ficar maduros e menos produtivos, quando se extrai petróleo, aumenta a quantidade de água sugada, o que cria a necessidade do uso de grandes unidades de separação dos componentes nas plataformas. Isso reduz a vida útil dos campos.

“Estamos em fase de estudos de viabilidade de novas tecnologias nessa área e também analisamos as tecnologias de sequestro de gás carbônico, que está bastante presente no pré-sal, além da questão ambiental, pois ele é altamente corrosivo”, diz o líder da área de Sistemas Offshore & Submarinos do Centro de Pesquisas Global da GE no Brasil, Sérgio Sabedotti.

“O pré-sal vai requerer muita tecnologia, pois a pressão sobre os equipamentos a mais de 3 mil metros de profundidade é brutal. Um dos focos é analisar novos equipamentos mais compactos e que possam ter maior flexibilidade.” 


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