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sábado, 16 de novembro de 2019

Criança palestina…

A imagem ilustra muito bem a relação, a proporção de forças..., com Israel.

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sexta-feira, 1 de março de 2019

Venezuela é nova frente de pesquisas geológicas dos eua

Geólogos com larga experiência no Oriente Médio chegam à America do Sul, iniciando as prospecções pela Venezuela.

O novo brasil presta ajuda carregando ‘os lances’, os equipamentos...

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terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Cadê a Cruz Vermelha na “ajuda humanitária” dos eua?

Porque será que a Cruz Vermelha se recusa a participar da “ajuda humanitária” dos eua à Venezuela?

Pelo contrário, a federação internacional protesta contra o uso indevido de seu emblema e nome, exigindo de ativistas na fronteira Venezuela x Colômbia, que estão usando para facilitar contrabando de carga:
“Eles podem ter boa intenção, mas correm o risco de comprometer nossa neutralidade, imparcialidade e independência”, disse a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.

Vivemos tempos de ineditismo radical... No Brasil não é diferente. E as fakenews torna tudo mais suave nos corações e mentes de muitos. Isso com a ajuda inestimável da mídia convencional que já encampou a causa, entre aspas...

Em outros tempos chamaríamos isso de alienação...

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domingo, 24 de fevereiro de 2019

A missão suicida do enviado por deus... A invasão da Venezuela

(...) O Exército brasileiro é sabidamente inferior ao venezuelano em termos de poderio bélico. Os americanos podem nos emprestar alguns brinquedos. (...)

Esperamos que os belicosos, literalmente, filhinhos do bozó resolvam se aventurar por lá, assim podem dar um trato no currículo, de preferência na linha de frente, pra demonstrarem sua macheza além do teclado e da fakenews.

Não deixa de ser uma boa ideia. E isso, esta guerrinha de ‘última hora’ pra desviar a atenção de todos das ações/falcatruas do governo.

É um argumento radical para ocupar a grande mídia associada e manter todo processo de alienação do país e de suas riquezas passarem despercebidos, sobretudo aos fiéis seguidores que insistem em ‘seguir’ as promessas do mito por melhores dias para todos.

É bem melhor que os esforços via manipulação da mídia oficial e das filigranas das fakenews.

Historicamente, “temos uma história” na política internacional.
(...) Nosso soft power era respeitado no mundo inteiro. O Brasil era visto como um país moderador, negociador, pacificador, que contribuía de forma muito positiva para a conformação de uma ordem mundial multipolar, menos assimétrica e mais justa. 
Sempre que havia um conflito, especialmente em nossa região, o Brasil era visto como o ator mundial capaz de moderar e articular soluções negociadas e pacíficas para a crise, em consonância com os princípios constitucionais que regem nossa política externa. 
Desde a época do Barão do Rio Branco, que nos tornamos especialistas na dificílima e delicada arte da negociação. Consolidamos nossas fronteiras sem disparar um único tiro. (...)
Continue lendo, aqui.

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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Privatizar... Tudo bem, diriam alguns, mas a Aeronáutica!!! Até você entusiasta golpista vai estranhar

Acho que, ainda, é muito cedo para usar a velha expressão popular diante de algo inusitado que nos deixa estupefato: Quando achei que já tinha visto de tudo... Mas você há convir que esta é... Dose!!

Privatizar – para multinacionais – o controle da vigilância aérea do país... Nem nos melhores livros de ficção cientifica. Este pessoal que se aboletou no Planalto está mesmo a fim de inovar...
Traíra quer privatizar vigilância aérea
FAB não vai servir nem pra videogame!”

Incrível a notícia de hoje, no Estadão, de que a Aeronáutica pretende privatizar o controle  da gestão da rede de telecomunicações usada pela Aeronáutica para a defesa, vigilância e controle do tráfego aéreo.
"Privatizar é pouco: pretende entregar às multinacionais:
“Dezessete empresas participaram da audiência pública, duas com maior interesse: o grupo mexicano Claro/Embratel e a americana Harris. As companhias apresentaram uma proposta que pode servir de base para o edital da licitação, que será lançado no fim deste semestre”

Embora vá continuar exercendo a tarefa de operar, a partir desta rede, o controle do tráfego aéreo e da defesa do espaço aeronáutico nacional, é obvio que quem controla a rede sabe tudo o que trafega por ela.

Dispensam-se, portanto, a NSA e os satélites espiões, todos os registros de navegação aérea – e isso inclui a militar – já vão direto para mãos estrangeiras, da fonte. Isso, claro, compreende todas as simulações, com táticas e alcances de seus vetores (aviões e mísseis) , da defesa aérea brasileira.

A reportagem, parcialmente publicada na internet,  registra o cinismo de que “haverá salvaguardas” no caso de o Brasil entrar em guerra com o país da empresa que controle a rede de telecomunicação de nossa Força Aérea. Que guerra? De posse destas informações, toda a nossa capacidade de reação aeronáutica, que se funda na capacidade de reação imediata e pontual e não num confronto prolongado contra forças imensamente maiores , estará destruída e minutos ou horas antes que sequer se redija o ato de intervenção na rede de comunicações.

Se é só uma questão de economia, seria melhor pensar em fechar a Força Aérea, porque uma Força sobre a qual se sabe como age, com todos os detalhes de posição, rotas, altitudes, formações e táticas não serve nem para videogame.

A Harris, por exemplo, é contratada por valores imensos pelas forças armadas norte-americanas para montar sistemas de comunicação. E ela mesmo diz em sua página promocional:

 Se você está defendendo seu país, os mares, ou os céus – você precisa de uma comunicação segura na  qual você possa  confiar. Os poucos momentos  necessários receber uma mensagem ou responder a uma ameaça podem afetar dramaticamente o resultado de uma situação.
Podem, não é? Dramaticamente, para nós. 

No blog Tijolaço, de Fernando Brito.

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sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Se alguém ainda duvidava. Entrevista esclarece um pouco sobre os bastidores – externos – do “nosso golpe”

Estas denúncias sobre a atuação dos EUA intervindo sempre que o jogo político e econômico entre em uma fase desfavorável aos seus interesses hegemônicos, sobretudo por aqui, em área que considera seu quintal, já virou um clichê e muitos desavisados podem até considerar que é conversa de esquerdista, de petistas.

Uma breve olhada em livros de história recente ‘por aqui’ vai tirar algumas dúvidas sobre este histórico. Entretanto até mesmo a mídia – digamos, associada – costuma deixar escapar nas entrelinhas este estado de coisas.

Foi o que aconteceu neste golpe fajuto que destituiu os 52 milhões de votos do poder na República.

A Petrobras é seu grande patrimônio não só em reservas, mas em tecnologia de prospecção em águas profundas, assim como o maior inimigo que surgiu no cenário mundial recente para se contrapor a esta hegemonia, os BRICS, foram mais do que “argumentos” – e como! – para esta nova empreitada.

A ameaça de um eventual retorno do Lula nas próximas eleições e continuidade desta política que privilegia os interesses nacionais, já que estes ‘feitos’ praticamente surgiram neste período de governo que começou com ele, foi a gota d’água.

Veja na entrevista que o Julian Assangeporta-voz  e um dos nove membros do conselho consultivo  do Wikileaks, um wiki de vazamento de informações e denúncias, concedeu  ao jornalista Fernando de Morais, onde relata um pouco desta trajetória dos EUA.

Clique aqui e confira. 

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domingo, 8 de janeiro de 2017

O golpe no Brasil no contexto do isolamento dos EUA no mundo

B R I C S
Como vai conferir – dá para inferir – no texto abaixo, do iminente linguísta, filósofo e ativista político norte-americano, Noam Chomsky, o Brasil – e a Argentina – surge como aliado (cujo golpe foi programado, feito em conluio com o que de pior existe nos quadros políticos e empresariais locais) visando fincar o pé por aqui no velho quintal que andava se arvorando de país independente – a criação dos Brics atesta isso – em momento crucial para a decadente influencia dos EUA no mundo.

Lembre-se que os Brics é tudo de ruim que poderia acontecer para os EUA, graças à participação de adversários/inimigos de peso no cenário político e econômico internacional como a China, Rússia e Índia.
Rússia, Índia, Brasil, China e Africa do Sul
Vai ser a ‘medida clássica’ do interino & corja. O esfriamento e retirada funcional do Brasil do acordo que ameaçava, mais ainda, a hegemonia do ‘Big Brother’ do norte no mundo.
"O isolamento dos EUA, por Noam Chomsky
Noam Chomsky reflete sobre Israel, Trump e a Nova Ordem Mundial, uma aliança entre estados autoritários que se parece estar a estruturar.

A 23 de dezembro de 2016, o Conselho de Segurança da ONU passou a Resolução 2334 por unanimidade, com a abstenção dos EUA. A Resolução reafirmou "que a política e práticas de Israel em estabelecer colonatos na Palestina e outros territórios Árabes ocupados desde 1967 não tem legitimidade legal e constitui uma séria obstrução para alcançar uma paz justa e compreensiva no médio oriente.

Chama novamente Israel, como país ocupante, a cumprir escrupulosamente a Quarta Convenção de Genebra (1949), a rescindir as medidas anteriores e a desistir de tomar qualquer ação que pudesse resultar numa alteração de estatuto legal ou natureza geográfica e afetar materialmente a composição demográfica dos territórios árabes ocupados desde 1967, incluindo Jerusalém, e, em particular, para não transferir parte da população civil para os territórios árabes ocupados."
Reafirmou. Uma palavra com alguma importância.

É importante reconhecer que a Resolução 2334 não tem nada de novo. A citação aqui referida é da Resolução 446, de 12 de março de 1979, reiterada na essência na 2334. A Resolução 446 passou com 12 votos contra zero e abstenção dos EUA, do Reino Unido e da Noruega. A diferença essencial hoje é que os EUA estão sozinhos contra o resto do mundo, e isso é um mundo de diferença. As violações das ordens do Conselho de Segurança da ONU por parte de Israel, e violações da lei internacional, são hoje bastante mais radicais do que em 1979 e estão a levantar maior repúdio em boa parte do mundo. Os conteúdos da Resolução 446-2334 devem por isso ser levados mais seriamente. Daí a reação intensa contra a 2334, tanto a cobertura como o comentário; e em Israel e nos EUA, histeria considerável. Estes são indicadores evidentes do isolamento dos EUA no palco mundial. Sob Obama. Com Trump, o isolamento dos EUA irá provavelmente aumentar ainda mais, e de fato, já o fez, ainda antes de assumir a presidência.

A iniciativa de Trump que mais contribuiu para aprofundar o isolamento dos EUA aconteceu a 8 de novembro, quando ele ganhou duas vitórias. A vitória menor foi nos EUA, onde ganhou o colégio eleitoral. A vitória maior foi no Marraquexe - Marrocos, onde cerca de 200 nações estavam reunidas para tentar introduzir algum conteúdo nos acordos de Paris de dezembro de 2015 sobre alterações climáticas, acordos que foram deixados como intenções e não compromissos firmes devido à recusa do Congresso dominado pelo Partido Republicano.

Enquanto os votos eleitorais eram contados a 8 de novembro, a conferência em Marraquexe afastou-se do seu programa substantivo para a questão de saber se era sequer relevante lidar com uma severa ameaça de catástrofe ambiental agora que o país mais poderoso na história se demitiu das suas responsabilidades. Isso, seguramente, foi a maior vitória de Trump a 8 de novembro, um momento realmente pivotal. O mundo coloca as suas esperanças na liderança da China agora que o Líder do Mundo Livre declarou que não só irá se irá retirar dos acordos como, com a eleição de Trump, irá acelerar dramaticamente a corrida para o desastre.

Um espetáculo alucinante, que aconteceu quase sem qualquer comentário.
O fato de que os EUA estão sozinhos em rejeitar o consenso internacional reafirmado pela Resolução 2334, perdendo o Reino Unido sob a liderança de Theresa May, é outro sinal de crescente isolamento dos EUA.

Exatamente porque razão Obama escolheu a abstenção em vez do veto é uma questão em aberto: não temos provas diretas. Mas temos algumas explicações plausíveis. Tinha havido algumas reações de surpresa (e ridículo) após o veto de Obama em fevereiro de 2011 à Resolução da ONU que definia a implementação de política oficial dos EUA, e ele pode ter sentido que seria demasiado repetir um momento semelhante se quer salvar alguma parte do seu legado entre setores da população com alguma preocupação por direito internacional e direitos humanos.

É útil relembrar que entre os Democratas liberais, por oposição ao Congresso, e particularmente entre os jovens, opinião sobre Israel e Palestina tem evoluído nos últimos anos para a crítica às políticas de Israel, de tal forma que o núcleo de apoio a Israel nos EUA transferiu-se para a extrema-direita, incluindo a base eleitoral evangélica do Partido Republicano. Talvez estes tenham sido os fatores que alteraram a posição de Obama.

A abstenção de 2016 suscitou furor em Israel e no Congresso dos EUA também, incluindo Republicanos e Democratas, com propostas para retirar o financiamento à ONU em retaliação pelo "crime". O primeiro-ministro israelita Netanyahu denunciou Obama pelas suas ações "anti-Israel". O seu gabinete acusou Obama de "manobrar" nos bastidores esta "emboscada" no Conselho de Segurança, produzindo "provas" que dificilmente poderão ser consideradas sequer humorísticas. O oficial israelita de topo acrescentou que a abstenção "revelou a verdadeira face da administração Obama", e que "agora podemos compreender com o que estivemos a lidar nos últimos oito anos".

A realidade é um pouco diferente. De fato, Obama ultrapassou todos os recordes no apoio a Israel, tanto diplomaticamente como financeiramente. A realidade é descrita com precisão pelo especialista do Financial Times no médio oriente, David Gardner: "As relações pessoais entre Obama e Netanyahu podem ter sido venenosas, mas ele foi o mais pró-Israel de todos os Presidentes dos EUA: o mais pródigo com ajuda militar e consistentemente utilizando o veto dos EUA no Conselho de Segurança... A eleição de Donald Trump até agora trouxe pouco mais do que tuites virulentos sobre alguns assuntos geopolíticos. Mas os augúrios são ominosos. Um governo irredentista em Israel e inclinado para a extrema-direita é agora apoiado por uma administração populista e islamofóbica em Washington."

Num comentário interessante e revelador, Netanyahu denunciou a "emboscada" do mundo como prova de "preconceito do velho mundo contra Israel", uma frase reminiscente dos comentários de Donald Rumsfeld sobre a distinção entre a "Velha Europa - Nova Europa", em 2003.

Devemos relembrar que os estados da Velha Europa era os maus, os principais estados europeus, que se deram à arrogância de respeitarem a esmagadora maioria da opinião das suas populações recusando juntar-se aos EUA no crime do século, a invasão do Iraque. Os estados da Nova Europa eram os bons, que ignoraram uma maioria de opinião ainda maior e obedeceram ao seu dono [os EUA]. O mais digno dos "bons" foi José Maria Aznar, primeiro-ministro de Espanha, que ignorou oposição popular unânime contra a guerra e foi recompensado com a honra de participar no anúncio da invasão em conjunto com Blair e Bush.

Esta demonstração transparente de total desprezo pela democracia passou virtualmente sem cobertura noticiosa, compreensivelmente. A tarefa na altura era glorificar Washington pela sua apaixonada dedicação pela democracia, como ilustrado pela "promoção da democracia" no Iraque, que subitamente se tornou na linha correta após a "única questão relevante" (vai ou não Saddam entregar as armas de destruição maciça?) ter sido respondida no sentido inverso ao desejado.

Netanyahu está a adotar muito da mesma posição. O velho mundo que tem um preconceito contra Israel corresponde a todo o Conselho de Segurança da ONU; mais especificamente, corresponde a qualquer pessoa no mundo com o menor respeito por lei internacional e direitos humanos. Para sorte da extrema-direita israelita, isso exclui o Congresso dos EUA e - publicamente - o Presidente-eleito e os seus associados.

O governo israelita está, obviamente, consciente destes desenvolvimentos. Por isso, está ativamente a procurar transferir a sua base de apoio para estados autoritários como Singapura, China ou a Índia da direita nacionalista Hindu, que se torna agora um aliado natural com a sua deriva para o ultranacionalismo, políticas internas reacionárias, e ódio ao Islã.

As razões pelas quais Israel procura apoio são explicitadas por Mark Heller, principal analista associado em Tel Aviv no Instituto de Estudos de Segurança Nacional. "No longo prazo," explica, "haverá problemas em Israel nas suas relações com a Europa ocidental e os EUA", enquanto que em contraste, os países asiáticos importantes "não apresentam grande interesse na forma como Israel se relaciona com os Palestinos, Árabes, ou quem quer que seja." De forma breve, a China, Índia, Singapura e outros aliados favoritos são menos influenciados pelos tipos de liberalismo e preocupações humanas que representam uma ameaça crescente para Israel.

As tendências dos países em desenvolvimento merecem alguma atenção. Como notado, os EUA estão a tornar-se cada vez mais isolados nos últimos anos, quando sondagens dirigidas pelos EUA - não noticiadas nos EUA, mais seguramente conhecidas em Washington - revelaram que a opinião mundial olhava para os EUA como a maior ameaça mundial à paz, ninguém sequer se aproximava. Sob Obama, os EUA estão agora sozinhos na abstenção sobre os colonatos israelitas, contra a unanimidade do Conselho de Segurança da ONU.

Com Trump e os seus apoiadores de ambos os partidos no Congresso, os EUA ficarão ainda mais isolados no mundo no apoio aos crimes israelitas. Desde 8 de novembro, os EUA isolaram-se no assunto ainda mais importante de aquecimento global. Se Trump cumpre a sua promessa de quebrar o acordo com o Irã, é provável que os outros participantes persistam, deixando os EUA ainda mais isolados em relação à Europa.

Os EUA estão igualmente mais isolados do seu "quintal" da América do Sul do que no passado, e estarão mais isolados se Trump recuar nos passos de normalização das relações com Cuba lançado por Obama, passos tomados para evitar a provável exclusão de todas as organizações do hemisfério por causa do seu assalto continuado a Cuba, em total isolamento internacional.

O mesmo se passa na Ásia, onde mesmo aliados próximos dos EUA (exceto o Japão), mesmo o reino Unido, se juntam ao Banco de Desenvolvimento Asiático de Infra-estruturas, com sede na China, e à Parceria Econômica Regional liderada pela China e, neste caso, incluindo o Japão. A Organização de Cooperação de Shanghai (OCS) (chinesa igualmente) incorpora os estados centro-asiáticos, a Sibéria com os seus recursos, a Índia, o Paquistão e, mais tarde ou mais cedo, o Irã e mesmo a Turquia. A OCS tem rejeitado os pedidos dos EUA para obter estatuto de observador e exigiu que os EUA removam todas as suas bases militares da região.

Imediatamente após a eleição de Trump, testemunhamos o espetáculo curioso da Chanceler Angela Merkel, tomar a liderança numa lição a Washington sobre valores liberais e direitos humanos. Entretanto, desde 8 de novembro, o mundo olha para a China para liderança que pode salvar o mundo da catástrofe mundial, enquanto os EUA, em esplêndido isolamento novamente, se prepara para minar estes esforços.

O isolamento do EUA não está completo, obviamente. Como foi deixado claro na reação de Trump à vitória eleitoral, os EUA apoiam entusiasticamente a extrema-direita na Europa, incluindo elementos neo-fascistas. O retorno da extrema-direita em partes da América do Sul oferece oportunidades de aliança também. E, claro, os EUA mantêm uma aliança sólida com as ditaduras do Golfo e com Israel, que também se separa dos setores mais liberais e democráticos na Europa e se aproxima de regimes autoritários que não estão preocupados com as violações de Israel sobre lei internacional ou ataques ferozes a elementares direitos humanos.
Os últimos desenvolvimentos sugerem a emergência de uma Nova Ordem Mundial, totalmente diferente dos retratos usuais dentro das doutrinas em vigor.

Noam Chomsky - Linguísta, filósofo e ativista político americano

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segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Brasil “está” sendo invadido pelos Estados Unidos, diz Assange

A novidade seria a forma desta “nova’ invasão, já que os EUA sempre mantiveram seus prepostos por aqui que, a bem da verdade, executam seus planos intervencionistas no verejo, mas, como a coisa parece que vinha ‘pegando’ há já algum tempo sem cara de mudança, ele parte para uma ação no atacado.

É o que vemos agora graças ao golpe parlamentar que, não só tomou um governo eleito por 54 milhões de votos, mas, que tem em mira na própria destruição de todo o projeto político e de governo que começou no governo Lula, colocando um fim no entreguismo lesa pátria do período FHC.

É uma entrevista concedida há 3 anos atrás, mas que se tornou bem atual diante dos desdobramentos daquilo que ele alertava que estava ocorrendo.
"Brasil está sendo invadido pelos Estados Unidos, diz Assange
Em videoconferência em São Paulo, fundador do WikiLeaks diz que lei americana age no País.

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, disse na noite desta quarta-feira (18), durante videoconferência em São Paulo, que as denúncias de espionagem americana em território brasileiro revelam que os Estados Unidos estão invadindo o Brasil.

“O que significa quando uma lei sai de seu território [para agir em outro]? Vocês estão sendo invadidos por uma jurisdição, que está fazendo valer sua lei no estrangeiro”, declarou Assange durante o seminário Liberdade, Privacidade e o Futuro da Internet, organizado pela Secretaria Municipal de Cultura e pela Boitempo Editorial.

Assange fez as declarações por meio de uma videoconferência direto da Embaixada do Equador em Londres, onde está asilado desde junho de 2012.

A lei citada por Assange trata-se do Ato Patriótico, aprovado pelo Congresso americano logo após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.

A chamada lei do terrorismo permitiu que os americanos realizassem escutas telefônicas e quebrassem sigilos para investigar possíveis atos de terrorismo.

Técnicas violentas de interrogatório também foram empregadas no Oriente Médio. Para Assange, o aparato de espionagem global montado pelos EUA é consequência disso.

Segundo o australiano, esse cenário revela que há um colapso do estado de direito no Ocidente.

— É um colapso dos direitos humanos.

Para o fundador do WikiLeaks, site que revelou boa parte das violações aos direitos humanos que os americanos cometeram na chamada guerra ao terror, os EUA montaram um aparato de vigilância massiva no mundo inteiro.

— Quase todas as comunicações da América Latina (98%) passam pelos EUA. Toda a estrutura [tecnológica] da comunidade do Brasil foi roubada pelos Estados Unidos. Cada pessoa que se comunica aqui está embutida nessa estrutura.

Ao mesmo tempo, diz Assange, essa infraestrutura de telecomunicações “torna possível esse tipo de comunicação, entre mim, aqui na Embaixada do Equador em Londres, e vocês, no Brasil”.

Julian Assange, de 42 anos, está refugiado na Embaixada do Equador em Londres, na Grã-Bretanha, desde 19 de junho para evitar a extradição à Suécia, onde querem interrogá-lo sobre denúncias de crimes sexuais.

O ex-pirata da informática, que enfureceu Washington em 2010 quando seu site WikiLeaks publicou milhares de documentos diplomáticos secretos dos Estados Unidos, disse que teme ser enviado a esse país, onde acredita que sua vida correria risco.

Até o momento, nem os Estados Unidos nem as autoridades suecas fizeram acusações formais contra Assange. Promotores suecos querem interrogá-lo sobre acusações de violação e agressão sexual feitas por duas participantes do WikiLeaks em 2010.

Assange disse que teve relações sexuais consentidas com as mulheres que o denunciaram.

·         Se não conhece, veja quem é o Julio Assange, aqui.

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quinta-feira, 23 de junho de 2016

O Itamaraty sob intervenção ‘externa’ via serra/temer. “Tudo” colocado à venda


O serra, logo o dito cujo, no Itamaraty... É melhor do que a encomenda. Um entreguista de carteirinha. Sinceramente, gostaria de conhecer um eleitor seu, de perto, já que, excluindo um interesse direto nas “coisas” que o dito cujo defende (e vende), sem querer ser radical ou preconceituoso, seria imbecilidade pura.

Pelo menos avaliando pela ótica de alguém que mora – o eleitor ‘seu’ – no Brasil, tem família e tem a pretensão de ficar por aqui, e comete um esparro desses... Votar em coisa desse tipo...

Ler e se informar um pouco não dói e não ocupa espaço na cachola.
"Flávio Aguiar: O Itamaraty sob intervenção
A “nova” política externa brasileira parece a política de paquiderme em loja de porcelana. Nada contra as nobres espécies dos paquidermes - os atuais elefantes, rinocerontes e hipopótamos, e os extintos mastodontes e mamutes - em seu habitat natural. Mas uma loja de porcelanas não é o habitat natural das espécies. E a diplomacia internacional está mais para loja de porcelanas do que para savanas e descampados. 
Mas os expoentes do "novo (des) governo” brasileiro, em matéria de diplomacia, tem se comportado como mastodontes de outra era no século XXI. O Itamaraty virou uma casa da mãe Joana, onde todo mundo que pode mete a mão como quer, e a colher, sem perguntar nada a ninguém.

Diplomacia é coisa macia, como diz o nome. Mudanças bruscas, só em caso de guerra. Bom, os atuais ocupantes dos Palácios da Alvorada e do Itamaraty resolveram declarar guerra - ao bom senso. Vejamos alguns exemplos.

Sem mais nem menos perguntas nem consultas, o interventor José Serra decidiu reverter o voto brasileiro a favor da criação do Estado Palestino na Unesco. Motivo? Será uma reorientação, ou uma necessidade do interventor, que necessita sempre garantir seus votos na Sociedade Hebraica, na Marginal do Pinheiros?

Outra: comprou briga com um sem número de países sulamericanos, por puras razões ideológicas - logo ele, que promete uma gestão “sem ideologias” - num momento em que finamente o Brasil conseguira a unanimidade no continente quanto à sua reivindicação de um posto permanente no Conselho de Segurança da ONU. Sem este apoio, o posto não sairá. Não basta o beija-mão que o interventor quer fazer em relação a Washington, pois sem aquele apoio, Washington vai simplesmente olhar por cima e nem atentar para o “pedido”.

Mais uma: querendo desfilar tranquilo pelas ruas de Paris, pediu para a polícia francesa que retirasse manifestantes anti-golpe do trajeto que pretendia olimpicamente percorrer. Como a manifestação era legal, registrada, e não causava problemas, a polícia simplesmente ignorou o pedido. Mais um vexame que podia ter sido evitado, se o interventor tivesse algum desconfiômetro.

Nos últimos dias, o sinistro, opa, quero dizer, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, anunciou que o Brasil interromperá as negociações com a União Européia sobre a recepção de refugiados sírios. Quer dizer, anos de negociações do Itamaraty, construindo uma respeitabilidade internacional, estão sendo jogados pela janela apara satisfazer o afã coxinha dos desgovernos Temer.

E ainda houve o desafio do interventor Serra contra a OMC, pondo em dúvida a sua relevância, quando o diretor da entidade é um diplomata brasileiro de alta qualificação no cenário internacional.

Coisas assim não podem acontecer na diplomacia. Dou exemplos, em matéria de grandes guinadas internacionais.

No Brasil: o ministro Azeredo da Silveira (no governo Geisel) catalisou a mudança da política brasileira na África, favorecendo os países emergentes pós-coloniais. Mas isto foi precedido por uma série de aproximações promovidas pelo ministro anterior, Gibson Barbosa, mais conservador, mas que começou a virada. Fora do Brasil: o reconhecimento de Cuba pelos EUA foi precedido por algum tempo de negociação secreta entre os dois países, mediada pelo Vaticano.

E assim por diante.

Os interventores, que estão transformando o Itamaraty numa espécie de trampolim ideológico, estão arrebentando a pontapés décadas de cuidadosa elaboração política de nossa diplomacia, que tem reconhecimento internacional quanto a sua qualificação profissional e competência. Além de estarem jogando fora um sem número de oportunidades futuras em função de uma visão ideologicamente anacrônica, partidária, submetendo a política externa brasileira aos ditames do conservadorismo político-partidário em ascensão.

A ver como o Itamaraty se comporta.

Por Flávio Aguiar*, na Carta Maior

      *Flávio Aguiar é professor, autor, jornalista, tradutor brasileiro, organizador e colaborador de dezenas de livros.

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