Vimos ‘falando’ ultimamente sobre sumiço do ambientalismo. É como se ‘os problemas’
tivessem sido todos corrigidos, sanados, e que tudo está indo às mil maravilhas.
Até parece, já que saiu de vez da pauta de velha mídia
associada aos interesses maiores, inclusive, ou, sobretudo, externos... O que quer
dizer que... Acabaram, já que ela, a tal mídia, seria a janela para o mundo...
Coloquei aspas em ‘mortes’ no título para ilustrar
a ‘morte militante’ de muitos outros.
Daí estarmos voltando com este artigo que foi
publicado em 2015...(Em metanoverde) É só pra lembrar!
‘O ambientalismo parece ter saído de moda,
não? Um dos motivos é que uma das fontes de ‘agitação’ as ONGs e vedetes na
mídia – sediadas nos ditos países desenvolvidas, que são, na realidade, agentes
dissimulados do marketing primeiromundista
– como que saíram de cena e das manchetes, em função do acirramento da crise econômica mundial a partir de
2008.
A crise os
‘obrigou’ a voltar em massa ao consumo do maior vilão do meio ambiente desde sempre e do famigerado ‘aquecimento global’, os
derivados de petróleo para a produção de energia, daí, como se diz, “botaram a viola no saco” e pararam de
acusar os outros, através de seus manjados porta-vozes, as ONGs ditas
ambientalistas, sobretudo a WWF e Greenpeace.
Leia também:
- O meio ambiente e a segurança
jurídica estão indo pelo ralo. Meio ambiente é a bola da vez
- Áreas verdes. Sabe mesmo o que
isso significa? O conceito pode se bem mais amplo
- Como adicionar o conceito de
sustentabilidade às suas atividades, ao ‘faça você mesmo’
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plantas estão sumindo das casas?
É o caso do Brasil,
a menina dos olhos ‘deles’, onde a matriz
energética passa ao largo desta opção de sempre dos ditos aficionados por derivados
de petróleo, já que a base por aqui é energia hidrelétrica, mas, enquanto pregam
a defesa do meio ambiente, seus
financiadores conspiram pesado pela posse de nossas grandes reservas de petróleo em terra e no pré-sal.
O que, pelo
visto, com o recente golpe... Conseguiram!
Agora, neste
artigo abaixo vai ver que o ambientalismo
só saiu de moda como discurso de rico, mas a questão do uso e destruição do planeta
continua, e matando quem se atreve a defender. Por trás, estão os interesses de
sempre, locais e internacionais.
“Brasil lidera em mortes de ambientalistas
ONG registra 29 mortes no país em 2014, de um total de
116 casos em todo o mundo. Três em cada quatro assassinatos de ativistas
ambientais aconteceram na América Latina
O Brasil foi o país mais perigoso do mundo para militantes ambientalistas em 2014. Em nenhum outro lugar
foram assassinados mais ativistas, segundo relatório da ONG britânica Global
Witness, apresentado nesta segunda-feira 20 em Londres.
A América Latina é considerada a região mais perigosa
pela organização. De cada quatro mortes, três aconteceram na região. No ano
passado foram registrados 116 casos em todo o mundo, número que é recorde
histórico e 20% maior que o de 2013. Deles, 87 ocorreram em nações
latino-americanas.
Honduras lidera a lista na relação número de casos
por habitante, segundo o documento, intitulado How many more? (Quantos
mais?). Entre 2002 e 2014, 111 pessoas morreram no país em decorrência de
crimes contra ambientalistas.
Entre 2007 e 2011, os crimes contra ambientalistas
registrados pela Global Witness triplicaram. Com isso, os militantes do meio
ambiente são considerados o grupo de ativistas que mais corre riscos. No mundo
inteiro, segundo a instituição, foram mortos, em função do seu trabalho, quase
duas vezes mais ambientalistas que jornalistas.
Índios são 40% das vítimas
Em 2014, o Brasil figura no topo da lista, com 29
mortes, seguido pela Colômbia, com 25, pelas Filipinas, com 15, e por Honduras,
com 12. Cerca de 40% das vítimas são índios. Já para ativistas do direito à
terra, o Sudeste Asiático é a região mais perigosa do mundo.
"Em Honduras e no mundo inteiro,
ambientalistas são mortos, sequestrados, ameaçados ou processados como
terroristas, em plena luz do dia, porque se opõem ao chamado
desenvolvimento", lamentou Billy Kyte, da Global Witness, exigindo que os
governos façam mais pela proteção dos ambientalistas.
Segundo a Global Witness, os crimes são praticados
por grupos paramilitares, pela polícia e por empresas de segurança privada.
Entre os mandantes estariam grandes latifundiários, grupos privados, políticos
e membros do crime organizado.
"A maioria desses crimes, realizados em
nome de uma poderosa combinação de interesses corporativos e governamentais,
fica impune", acrescentou Kyte.
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