Mostrando postagens com marcador Impostos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Impostos. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

“Taca imposto nele...” Taxação do Guedes sobre o pecado. Se fuma ou bebe pode preparar o bolso

ele é bem expressivo...
É o ministrozinho que executa as coisas por aqui em nome de seus patrões além-mar quer taxar os pecados... Não acredita? Pelo andar da carruagem pode até rolar taxações sobre coisas mais íntimas e/ou pessoais. [Tipo “fazer osadia”, como se diz...].

Depois de suspenderem o 5º Mandamento [medidas pró-armas e incentivo à violência e intolerância], a nova religião que tem o mito como ícone maior, continua investindo no aperfeiçoamento das pessoas, aspas.

Inclusive vêm adotando medidas econômicas especiais [na área de trabalho, saúde, aposentadoria...], que têm como intenção mandar mais gente pro (sic) céu deles, ao ‘encontro com o pai’, bem mais cedo...

Esta nova medida, a ideia do Guedes de instituir tributo sobre o pecado, vêm no mesmo sentido. 
Veja: 
“Vamos ver no Congresso. O cara fuma muito? Bebe muito? Taca um imposto nele. Porque, se fuma muito, vai ter problema de pulmão lá na frente, vai ocupar hospital público, então põe logo um imposto nele”, defendeu, sem falar em alíquotas. “Mas vício tem que ser caro, para ver se desincentiva”, completou.
Então, poder pequeno é bobagem, e com um congresso minúsculo, sem vergonha e subserviente [vendido a preço de banana], como este que chegou na esteira da eleição fraudulenta do bolsonaro, não duvide que seja aprovado.

Leia mais, aqui.
Obs. Acredita que vi no Twitter o comentário de um bozoíno, concordando com a ideia?
Se gostou deste post subscreva o nosso RSS Feed ou siga-nos no Twitter para acompanhar nossas atualizações

*

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Posição do governo é liquidar (tema d) a Previdência em fevereiro, diz Padilha

Como pode ver, o ato falho, como todo ato falho, escapuliu... (o artigo saiu assim na folha e no globo: Posição do governo é liquidar tema da Previdência em fevereiro, diz Padilha).

Esta é a verdadeira intenção da “intervenção golpista do interino” (o título acima, com o entre parênteses), colocado por lá, exatamente para dar conta do recado dado por empresários que querem se aliviar, já que investiram ‘tanto’ no golpe, com o seu... Ops!, ‘Nosso’ inestimável apoio nas ruas... ).

Tem gente que andou apoiando golpe & Cia e deve achar, como que por algum tipo de milagre, que a sua – sua aposentadoria – vai ficar fora... Já que o alvo seriam os esquerdistas, petistas e outros istas...

A previdência é só um detalhe na ampla pauta a que o interino terá que executar, com o auxilio inestimável de “um monte” de parlamentares que chagaram por lá com os nossos, entre aspas, votos...

Votos, os deles – “nossos” por tabela – que serão muito bem recompensados, diga-se de passagem.
"Posição do governo é liquidar tema da Previdência em fevereiro, diz Padilha
BRASÍLIA (Reuters) - O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse nesta quinta-feira que o governo do presidente Michel Temer quer liquidar neste mês o tema da reforma da Previdência e que está trabalhando para conseguir os 308 votos necessários para aprovar a Proposta de Emenda à Constituição na Câmara dos Deputados.

"O presidente tem dito que quer em fevereiro encerrar esse assunto e nós estamos fazendo de tudo para votar e aprovar", disse Padilha em entrevista coletiva em Brasília. Para ser aprovada na Câmara, a PEC da reforma precisa de 308 votos favoráveis entre os 513 deputados em dois turnos de votação na Câmara. Depois disso, a medida tem de passar pelo Senado.


Se gostou deste post subscreva o nosso RSS Feed ou siga-nos no Twitter para acompanhar nossas atualizações

*

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

A PEC muda de nome no Senado – 241 para 55 – confunde e continua o mesmo atentado ao direito e à vida

Embora seja algo ‘regimental’ ou de norma da casa, a mudança de numero da PEC quando transita da Câmara para o Senado, comprova que é uma ‘norma burra’ já que pode trazer confusão para o próprio andamento na nova casa, mas no caso da PEC 241 parece até casuísmo, pois leva a confusão da opinião pública e até a certa desmobilização em seu combate, porque para muitos vai parecer ‘outra coisa’, que vai seguir com ‘mais tranquilidade’ seus trâmites no Senado.

Como o alvo real é a saúde e a educação, ou melhor dizendo, a desestruturação da saúde e da educação, são dois pontos de vital interesse da população, sobretudo de quem depende “visceralmente”, eu diria até, do sistema que já está aí, e em via de desativação. 
Portanto, o que a PEC 55 prevê para 2017, que foi considerado um “ganho” pelo relator da PEC – o gasto mínimo com educação de 18% da RLI e com saúde de 15% da RCL – não é maior do que já se obteve em 2016. E a partir de 2018, ambos terão como piso o valor mínimo do ano anterior reajustado apenas pela inflação e não mais pelo crescimento da receita, que, normalmente, cresce acima da inflação.
Continue lendo, aqui.

Se gostou deste post subscreva o nosso RSS Feed ou siga-nos no Twitter para acompanhar nossas atualizações

*

sábado, 4 de junho de 2016

Esta é para quem foi na conversa golpista sobre economizar e “arrumar” a casa pelo temerzinho


E aí, o que anda achando do “austero” ‘governo’ temer? 
 
O pagamento do Judiciário – o STF do gilmar à frente –  com o lauto aumento salarial de 41%, e agora a inflação da folha de pagamento na Câmara, provavelmente, também, a título de pagamento por serviços prestados para facilitar o golpe, além do “pagamento” a outros setores “colaboradores”, com um impacto geral no Orçamento de cerca de R$ 64 bilhões até 2019.

Tudo isso é um exemplo claro que atesta que os coxinhas estavam certos em apostar nas intenções golpistas para implantar mais austeridade e lisura nos gastos públicos. 

Ironias à parte, o que vem achando das ações do despresidente temer, na área? Isso pra ficar ‘só’ neste detalhe. Nada mais como os pré-requisitos que ele vem usando para formar a sua quadrilha... Ops!! Equipe de ministros.
"Sem alarde, Câmara cria 14.419 cargos federais, quase 4 vezes o que Temer prometeu cortar.
Trem da alegria – Sem fazer alarde, a Câmara aprovou a criação de 14.419 cargos federais – quase quatro vezes os 4 mil postos comissionados que Michel Temer prometeu ceifar neste ano. A autorização passou batida até por deputados. Ela estava no projeto de lei que concedeu aumento a servidores da Suframa, aprovado em meio aos reajustes salariais que trarão impacto de R$58 bilhões às contas públicas. Além de passar pelo Senado, será necessário realizar concursos para preencher os postos.

Tudo e todos – Dentre os cargos aprovados, a maior parcela é de técnicos administrativos em educação – são 4.732. Há, inclusive, 52 postos no Instituto Brasileiro de Museus e 516 analistas para o Comando do Exército.

[…]


Se gostou deste post subscreva o nosso RSS Feed ou siga-nos no Twitter para acompanhar nossas atualizações

*

sábado, 5 de março de 2016

Receita Federal garante crédito de R$ 125 bilhões em autuações em 2015. É da turma contra a corrupção


A “conversa” sobre corrupção nunca esteve tão na ordem do dia, entretanto, o velho cacoete de fraudar as regras e levar vantagem, nunca esteve fora da “ordem do dia”. A Receita Federal sempre foi o “filé mignom” de certa elite que cerra fileiras hoje contra o governo Dilma e tudo que se possa chamar de petistas, que vem comendo pelas beiradas esta secular prática de meter a mão no dinheiro público.

Estes novos dados da Receita Federal, referentes a 2015, atestam isso, enquanto a turma da sonegação posa de cidadão honesto e tenta facilitar sua vida no futuro recolocando no poder alguém mais “compreensível”. Foi o que garantiu o próprio Aécio em fala recente em Brasília, segundo o qual assim que a Dilma e o PT deixarem o governo, tudo voltará a ser como antes.
"Receita Federal garante crédito de R$ 125 bilhões em autuações em 2015
A Receita Federal executou 277.369 procedimentos fiscais em 2015, o que resultou um crédito de R$ 125,6 bilhões em impostos. Os dados estão presentes em relatório anual produzido pelo órgão e revelam uma redução de 16,6% de crédito tributário em relação ao ano anterior — veja abaixo o infográfico.

Os números são menores do que em 2014, quando o Fisco fez 365.832 procedimentos e constituiu R$ 150,5 bilhões. Também foi a primeira vez, desde 2011, que os valores lançados ficaram abaixo da expectativa das autuações (a meta para o ano passado era de R$ 157,9 bilhões).

Se o valor global arrecadado com as auditorias foi menor em 2015, a Receita aponta ter aumentado a qualidade de sua fiscalização: 92,4% de acerto. Ou seja, a cada dez contribuintes apontados com suspeita de irregularidades, nove realmente apresentaram problemas. O órgão reputa essa eficiência na arrecadação à regionalização das auditorias, que ampliou o alvo de contribuintes suspeitos de infração.

A mão da Receita é pesada e ela sabe disso. Tanto que as somas resgatadas com as autuações renderam R$ 1,2 trilhão arrecadado espontaneamente, ou nas palavras do Fisco, “pela percepção do risco sobre o não cumprimento da norma tributária”. Do total de autuações em 2015, cerca de um quarto dos lançamentos foram pagos ou parcelados.

Entre as pessoas jurídicas, as autuações concentraram-se na indústria, com lançamento de R$ 39,3 bilhões. Já entre as pessoas físicas, as autuações focaram-se nos proprietários ou dirigentes de sociedades empresárias — a principal infração cometida segundo a Receita foi a falta de tributação no ganho de capital oriundo de venda e permuta de ações.

Boa parte dos valores constituídos vieram dos grandes contribuintes (R$ 94,3 bilhões, ou cerca de 75% do total), em quem a Receita concentra seus esforços. Segundo o órgão, “mesmo nos períodos em que há queda no valor total das autuações, a queda na recuperação de crédito tributário nos grandes contribuintes é menor”.

Junto com as fiscalizações, a Receita também identifica suspeitas de crime contra a ordem tributária. Quando o lançamento é confirmado na esfera administrativa, o órgão encaminha para o Ministério Público Federal uma representação fiscal para fins penais. Em 2015, o órgão elaborou 2.782 desses documentos.

Operando ao lado da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, o balanço da Receita também destaca sua atuação a operação “lava jato”, em que extraiu informações de 7.516 CNPJs e 6.072 CPFs. O resultado é a constituição R$ 1,42 bilhão em créditos tributários — referentes aos fatos investigados até 2010.

Planos para 2016

O documento também mostra qual deve ser a linha de atuação da Receita em 2016. Só com fiscalização, o órgão espera recuperar, de ofício, R$ 155,4 bilhões — estão na mira do Fisco, por enquanto, 20 mil contribuintes. De acordo com o órgão, são escolhidas pessoas jurídicas de grande porte e pessoas físicas de alta renda e grande patrimônio com indícios de irregularidades e com valores mais significativos a serem cobrados.

A Receita também identificou inconsistências em quase 19 mil declarações do Simples, que têm até o dia 20 de abril para se regularizar. O alerta para as empresas optantes pelo Simples Nacional é relativo à diferença entre a receita bruta declaradas e o total de notas fiscais emitidas que atingem R$ 10 bilhões. Segundo as contas da Receita, considerando uma alíquota média de 4%, são pelo menos R$ 400 milhões de tributos que deixaram de ser declarados.

Continue lendo, aqui

Se gostou deste post subscreva o nosso RSS Feed ou siga-nos no Twitter para acompanhar nossas atualizações

*

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Ministro Levy decide ‘peitar’ o exército de sonegadores multimilionários


“Devo, não nego, pago quando o juiz mandar”. É o lema dos sonegadores que usam a Justiça, ou judicialização, como recurso para protelar e, mesmo, não pagar o que devem ao fisco. É um vespeiro de 1,5 trilhão de reais, o equivalente a todo orçamento federal para 2016, só para se ter uma ideia.

O Ministro Joaquim Levy, em que pese a sua aparente fragilidade, demonstra muita coragem em partir para cima e “peitar” este contingente absurdo de ‘delinquentes fiscais’, que, com certeza, deve engrossar o coro daqueles que querem ver a presidente Dilma pelas costas, e têm “coisas” como o cunha como seu ídolo preferencial.
"Joaquim Levy arrisca investida contra sonegadores
Fazenda divulga lista de grandes caloteiros e quer fortalecer cobrança. Dívida Ativa soma 1,5 trilhão.

Os impostos, contribuições à Previdência e taxas em geral que o governo considera de recebimento indiscutível, mas os devedores transformaram em disputas judiciais somam hoje incríveis 1,5 trilhão de reais. É quase o mesmo valor do orçamento federal proposto para 2016. Pressionado a achar fontes de receita para bancar o ajuste fiscal, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, resolveu mexer no vespeiro. 

Na terça-feira 13, o site do Ministério da Fazenda divulgou uma tabela com a lista dos 500 maiores devedores do País, uma decisão constrangedora para os citados, composto praticamente só de empresas. Este grupo de inscritos na chamada Dívida Ativa da União deve 392 bilhões de reais.

A lista dos sonegadores está disponível na internet.

No dia seguinte, em um debate no plenário da Câmara dos Deputados, Levy defendeu a aprovação de uma nova lei de execução fiscal. “Temos que fortalecer esta cobrança da dívida ativa”, afirmou o ministro, para quem o Estado precisar ter meios de recuperar seus créditos de modo mais rápido. 

Na sexta-feira 16, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), órgão federal responsável por cobrar judicialmente a Dívida Ativa, anunciou uma medida com a qual tentará agilizar a recuperação dos atrasados antes que estes sejam objeto de disputa nos tribunais. Débitos de até um milhão de reais serão cobrados por meio de protesto extrajudicial eletrônico de Certidões da Dívida Ativa.

Até setembro, só podiam ser alvo de protestos de títulos dívidas no valor de até 50 mil reais. O novo teto passa a vigorar em novembro. A PGFN espera arrecadar 4,6 bilhões de reais com tais protestos.

A atual Dívida Ativa é recorde. Em duas décadas, quadruplicou como percentual do Produto Interno Bruto (PIB) e hoje ronda os 25%. A maior parte tem origem tributária (1 trilhão de reais) e nas empresas (91% dos devedores), sobretudo nas graúdas. Os atrasados na Previdência chegam a 300 bilhões de reais (99% devidos por empresas). Há ainda outros 100 bilhões de origem não tributária.

O montante total possibilitaria distribuir um salário mínimo aos brasileiros por nove meses ou zerar o déficit habitacional com os mais caros imóveis do Programa Minha Casa Minha Vida. De passagem pelo Congresso em maio, o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, definiu o quadro assim: “É um absurdo, não existe país no mundo que tenha esse estoque [de dívida].” 

As razões para alguém não pagar o que deve e topar encarar a Dívida Ativa são variadas. Mas uma chama a atenção, conforme reportagem da versão impressa de CartaCapital publicada em setembro. O calote por contribuintes certos de que seu caso se arrastará anos a fio na Justiça.

“Entre os grandes devedores, há um planejamento tributário às margens da legalidade cada vez mais institucionalizado”, dizia Anelize Lenzi Ruas de Almeida, diretora de Gestão da Dívida Ativa na Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), órgão responsável pelas cobranças. “Há empresas que dizem que não pagar tributos sai mais barato do que pegar empréstimo bancário”, afirmava Achilles Linhares de Campos Frias, presidente do Sindicato dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz).

A aposta na judicalização permite aos devedores vocalizar uma velha máxima, com um ligeiro reparo: “Devo, não nego, pago quando o juiz mandar”. E como eles demoram a mandar. 

Os tribunais estão entupidos por 100 milhões de processos. Destes, 70% jamais foram julgados. O grande vilão da avalanche judicial são justamente os casos em que o Estado tenta cobrar dívidas, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça. Metade do total de processos refere-se a causas fiscais. Nestas, a falta de indecisão é de 91%.

Não surpreende que os valores recuperados judicialmente pela PGFN sejam uma ninharia. De 2008 para cá, a média é de 14,5 bilhões anuais, ou 1,3% do total. 
Um estudo de 2012 do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada detalhou o tamanho da encrenca para a PGFN. Cada ação de execução fiscal espera nove anos por uma decisão. Apenas para o juiz localizar os bens de um devedor, um dos maiores obstáculos à recuperação do dinheiro, gastam-se mais de dois anos.

A demora em achar o patrimômio do caloteiro é obra, em boa medida, do “planejamento tributário institucionalizado” apontado pelo PGFN. É raro uma empresa na Dívida Ativa ter só um CNPJ, o RG das firmas. O comum é ter de 35 a 40, um exército de laranjas que lhe permite esconder bens.

Os grandes grupos econômicos são os principais ocultadores de patrimônio, segundo Anelize de Almeida. O “caso da moda” é um devedor proteger-se tornando-se cotista de um fundo. Dificulta provar a um juiz que o dinheiro da cota pertence ao devedor. 

Uma série de leis ultrapassadas e incapazes de produzir sentenças rápidas alimenta o acúmulo de litígios fiscais entre poder público e contribuintes e fez explodir a Dívida Ativa, na avaliação do advogado tributarista Heleno Torres. Para ele, a legislação a tratar do processo administrativo (um decreto-lei de 1972) e da execução judicial (uma lei de 1980) é incompatível com o Brasil de hoje. Foram concebidas quanto o País tinha uma carga tributária em torno de 20%, hoje beira os 35%. 

O grande nó estaria na transição da cobrança administrativa, fase em que governo e devedor conversam entre si, para a judicial, intermediada por um juiz. As negociações diretas entras as partes são feitas no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). Mas, quando o devedor perde no Carf, nada é capaz de forçá-lo a pagar. Há um convite à judicialização. 

Entre uma decisão administrativa e a abertura de uma ação na Justiça, pode levar até dois anos. Mais: os autos do processo no Carf não são aproveitados no Judiciário. “A cobrança do crédito se eterniza, é um problema severo. Não é culpa do juiz, nem dos procuradores da Fazenda nem dos contribuintes. A lei brasileira é muito ruim”, afirma Torres. “Não existe nada parecido no mundo.”

O festival de parcelamento de débitos tribuários inaugurado pelo Refis no fim do governo Fernando Henrique, em 2000, é outro vilão da Dívida Ativa. Rolar dívidas virou rotina de lá para cá. Já houve cinco renegociações desde então, Refis incluído. Vários estudos apontam tais parcelamentos como um incentivo ao calote.

Os contribuintes sentem-se seguros de que cedo ou tarde o governo de turno cederá, livrando os devedores de punições administrativas ou judicias, uma das benesses do Refis.

Uma das medidas elaboradas na Procuradoria para agilizar a recuperação de créditos sem ter de esperar por mudanças na lei é a adoção de um modelo de classificação da Dívida. Com este modelo, a PGFN tentará separar créditos “podres” daqueles com maior chance de recuperação.

Se for capaz de mirar os casos com mais chances de sucessos, a PGFN poderá ser mais seletiva nos processos que leva ao Judiciário, talvez com resultados mais eficientes. A ideia é colocar em prática o modelo de classificação a partir do ano que vem.


Se gostou deste post subscreva o nosso RSS Feed ou siga-nos no Twitter para acompanhar nossas atualizações

*

sábado, 17 de outubro de 2015

Diante da dívida dos grandes devedores o déficit público é uma verdadeira fichinha


É interessante que a tal ‘elite’ que não só torce como financia estas tentativas de rupturas institucionais como um impeachment, por exemplo, é quem historicamente depreda os cofres públicos, insistindo em manter um país só para si e defendendo apenas os seus interesses.

Governos como o atual são uma verdadeira ‘pedra no sapato’ desta elite econômica, não só pelo que já fez, e faz, mas, sobretudo diante das perspectivas do que pode vir a fazer, com a colocação dos rumos do país a serviço dos interesses de seu povo.

É o pavor, não só pela continuidade do governo Dilma, como pela perspectiva de uma candidatura, e vitória, do Lula em 2018.

Para se ter uma ideia, as necessidades de caixa do governo que, em princípio estariam detonando a crise, ou o déficit orçamentário de R$ 64 bilhões, teria 2/3 de seu valor coberto pela dívida de uma só empresa, a Vale do Rio Doce, por exemplo, privatizada, ou doada, pelo governo Fernando Henrique.

Logo, como vai ver abaixo, o montante da dívida das maiores empresas do país ao governo tornariam um déficit fiscal, como o que ‘está pegando’ agora, uma verdadeira ”fichinha”, como se diz.

Isso sem falar no volume absurdo do que é sonegado reiteradamente todos os anos.
"Dívida dos 500 maiores devedores do país é de R$ 392 bi; ajuste fiscal prevê cortar R$ 64 bi
São Paulo – O valor estimado pelo governo federal para cobrir o déficit orçamentário poderia ser coberto com 1/6 dos valores devidos por algumas das maiores empresas brasileiras à Fazenda Nacional. Segundo a lista divulgada ontem (14) pelo Ministério da Fazenda, a soma das dívidas dos 500 maiores devedores chega a R$ 392 bilhões. O governo estima o ajuste fiscal em aproximadamente R$ 64 bilhões, entre cortes no orçamento e aumentos de receita.

A maior devedora da Fazenda hoje é a mineradora Vale, privatizada em 1997, no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). São R$ 41,9 bilhões em dívidas, praticamente dois terços do necessário para fazer o ajuste fiscal. Desse valor, R$ 32,8 bilhões tiveram sua cobrança suspensa por meio de ações judiciais da empresa contra a Fazenda. Em segundo lugar aparece a Carital Brasil, antiga Parmalat, com R$ 24 bilhões em dívidas com a Fazenda.

Outros gigantes fazem parte da lista. Os bancos Itaú-Unibanco e Bradesco, segundo e terceiro maiores do país, têm dívidas de R$ 1,3 bilhão e R$ 4,8 bilhões, respectivamente, com a Fazenda. O espanhol Santander também figura na lista com uma dívida de R$ 978 milhões. No ramo varejista, a Companhia Brasileira de Distribuição – dona de marcas como Pão de Açúcar e Qualitá – deve R$ 1,5 bilhão.

Até multinacionais fazem parte do cadastro de devedores da Fazenda nacional. A química e produtora de plásticos Braskem, formada a partir da fusão de seis empresas do grupo Odebrecht, tem dívidas de R$ 2,6 bilhões. E a Unilever, que atua em diversos segmentos, como alimentação e higiene pessoal, acumula R$ 1 bilhão em dívidas.

Dados divulgados em agosto pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional indicam que o total de débitos inscritos na Fazenda é de R$ 1,162 trilhão. O valor equivale a 20% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e é 500 vezes maior do que o que teria sido desviado da Petrobras, no esquema revelado pela Operação Lava Jato, e 50 vezes o que se descobriu na Operação Zelotes, que investiga justamente um esquema de sonegação.

O Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda (Sinprofaz) estima que as perdas com a sonegação somente neste ano chegarão a R$ 500 bilhões. Segundo o Sinprofaz, 62% dessa dívida pertence a grandes empresas. O setor de indústria de transformação ocupa o primeiro lugar na sonegação de impostos, acumulando R$ 236,5 bilhões. Em segundo lugar estão comércio e serviços, com R$ 163 bilhões. E, em terceiro, aparecem os bancos privados, que sonegaram R$ 89 bilhões.

No RBA
 
Se gostou deste post subscreva o nosso RSS Feed ou siga-nos no Twitter para acompanhar nossas atualizações

*