Dias antes da entrevista que concedeu
ao The Economist – na qual dizia que Aécio Neves deveria ser o
próximo candidato do PSDB à presidência e responsabilizava José
Serra pela derrota de 2010 – o ex-presidente Fernando Henrique
Cardoso teve uma conversa com diplomatas.
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quinta-feira, 21 de junho de 2012
Porque o FHC "se livrou" do Serra?
Este artigo da Coluna Econômica,
do Agência Dinheiro Vivo, de Luis Nassif, foi publicado em
31/01/2012, por ocasião de uma entrevista do FHC, que tentava
encerrar ou parar de contribuir, com as aventuras eleitoreiras do seu
pupilo José Serra. Em que pese a data, se ainda não leu, vale à
pena. Vai ajudar a entender um pouco mais a personalidade do Serra e
do que o Brasil e o povo brasileiro se livrou quando não o elegeu à
presidência no lugar do Lula e Dilma. Mesmo que você seja um
serrista de carteirinha, deve ler isto, pois, a fonte é uma figura
insuspeita para falar sobre o Serra, o seu mentor e maior
patrocinador.
Dias antes da entrevista que concedeu
ao The Economist – na qual dizia que Aécio Neves deveria ser o
próximo candidato do PSDB à presidência e responsabilizava José
Serra pela derrota de 2010 – o ex-presidente Fernando Henrique
Cardoso teve uma conversa com diplomatas.
Segundo o Correio Braziliense, nessa
conversa ele disse que sua “cota de Serra já deu”. Dias depois
da entrevista, segundo Jorge Bastos Moreno, de O Globo, Serra teria
dito que “Fernando Henrique está gagá”.
***
Chega ao fim o maior erro político
de FHC.
A relação entre ambos foi
alimentada por dona Ruth Cardoso que, em dezembro de 1994 convenceu o
marido a nomear Serra Ministro do Planejamento. FHC já conhecia
suficientemente o parceiro para identificar suas fraquezas. Mas cedeu
ao apelo da esposa.
Serra sempre foi um ministro desleal.
Para fora passava a ideia de que era um resistente contra os erros do
câmbio, os excesso da privatização. Jamais dava uma declaração
pública. Na medida em que o quadro foi se completando, com relatos
de dentro do governo, emergia de Serra o perfil de um sujeito
pusilânime, que se inibia intelectualmente ante o maior preparo dos
economistas do Real e que estava mais empenhado em fazer acordos
sigilosos com protagonistas da privatização do que em gerir a
pasta.
***
Esse jogo de dubiedades sempre
permeou a vida política e pessoal de Serra. No domingo foi colocado
no Youtube um vídeo bastante significativo
(http://youtu.be/BkVzB9Nbrcs).
Nele, Serra diz que pode ser acusado de muitas coisas, “menos de
ser desonesto e de ser privatizante”. Em seguida, uma entrevista de
FHC dizendo que Serra foi o que mais lutou pela privatização dentro
do seu governo, tendo papel decisivo na Vale e na Light.
O livro de Amaury Ribeiro Jr –
revelando os ganhos pessoais de Serra com a privatização, fecham o
ciclo.
***
Aliás, foi o livro o principal fator
a dar a FHC energia para romper emocionalmente com Serra. O que
segurava era a lembrança de dona Ruth e a impressão de que, apesar
de cabeçudo, Serra tinha uma vida limpa.
Foi por isso que, depois de ter
apoiado a indicação de Serra como candidato do PSDB em 2002, FHC
teve paciência para suportar os ataques (por trás) que lhe foram
desferidos. Serra dizia a quem quisesse ouvir que FHC o boicotara nas
eleições porque sabia que ele, Serra, faria um governo melhor que o
dele.
Pura jactância.
Em São Paulo, Serra provavelmente
entrará para a história como o mais inoperante governo que o estado
já teve. Não se envolveu com a gestão, não comandava uma reunião
conjunta sequer do seu secretariado, fugiu nos momentos decisivos
(greve da Policia Civil, crise de 2008, enchentes na cidade).
O coroamento de sua carreira veio com
a campanha de 2010 e, agora, com as revelações de que enriqueceu
usando os diversos cargos públicos.
***
Serra acabou; FHC permanecerá como
uma referência para o partido. Mas o PSDB vive seu pior momento, sem
quadros de expressão nacional, sem ideias claras sobre o que
pretende ser, sem renovação.
Depois do tormento Serra, parece que
nem grama nasce mais nos campos do partido. (Agênia Dinheiro Vivo)
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Porque o FHC "se livrou" do Serra?
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Libellés : Corrupção, CuidandodoVoto, Eleições, FiligranasdaNotícia
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Haddad e Serra estão empatados, diz Ibope
É a repetição do
fenômeno eleitoral que ocorreu nas eleições presidenciais quando
a “turma do Serra”, incluindo aí a mídia aliada – PIG – chamavam a Dilma de “poste”. É o Serra saindo pela porta
dos fundo do cenário político, já que depois dessa derrota
dificilmente vai voltar a ter espaço em um partido onde só fez
inimigos. É o “fator Lula”, novamente assombrando os pesadelos
do Serra.
Nesta queda livre, o Serra teve, e tem, o auxilio precioso do Kassab, com quem divide os mais altos índices de rejeição do elitorado da capital. Vai ser um alívio para a cidade e seus graves problemas eternizados nas gestões do PSDB, porque o Kassab "é PSDB", funcionalmente."O jornal Estadão publicou agora, à meia-noite, a nova pesquisa do Ibope. Ela aponta o empate técnico entre o tucano José Serra, com 20% das intenções de voto, e o petista Fernando Haddad, com 16%. A pesquisa deve cair como uma bomba no comando do eterno candidato do PSDB. Ela confirma a acelerada queda do tucano, que corre o sério risco de nem ir ao segundo turno. As bicadas entre os tucanos tendem a ficar mais sangrentas e muita gente já deve estar sonhando em rifar o intragável postulante à prefeitura da capital.Segundo o jornalista Daniel Bramatti, do Estadão, "o candidato José Serra (PSDB) caiu de 26% para 20% em duas semanas e está empatado tecnicamente com o petista Fernando Haddad na segunda colocação da corrida pela prefeitura de São Paulo, de acordo com a última pesquisa Ibope/Estado/TV Globo. O líder, Celso Russomanno (PRB), subiu cinco pontos nesse período e chegou a 31%"."Impulsionado pelo início da propaganda eleitoral no rádio e na TV, Haddad cresceu de 9% para 16% desde a pesquisa anterior, feita entre 13 e 15 de agosto. Como a margem de erro é de 3 pontos para mais ou para menos, Serra pode ter de 17% a 23% e Haddad, de 13% a 19% - daí o empate técnico... Já Serra perdeu a posição de líder e agora vê ameaçadas as suas chances de chegar ao segundo turno. Se a eleição fosse hoje, o tucano teria votação equivalente à que Geraldo Alckmin (PSDB) alcançou em 2008, quando disputou a eleição para prefeitura e terminou em terceiro lugar, atrás de Gilberto Kassab (então no DEM) e Marta Suplicy (PT)".A pesquisa do Ibope também confirmou que a liderança de José Serra no quesito rejeição - 34% dos entrevistados afirmaram que não votariam nele de jeito nenhum. E apontou ainda a péssima popularidade do prefeito Gilberto Kassab, cria e apoiador do tucano. A gestão do prefeito foi considerada ruim ou péssima por 48% e boa ou ótima por 17%. José Serra, um conhecido notívago, não deverá dormir nesta noite!(do Altamiro Borges)
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Haddad e Serra estão empatados, diz Ibope
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Libellés : CuidandodoVoto, Eleições, Pesquisas
domingo, 5 de abril de 2015
Serra e sua fixação antinacional é o produto acabado do elevado contingente de midiotas que assola o país
Que o Serra é um vendido e “só” deve pensar
em sua conta bancária – na Suíça, é claro! –, todo mundo conhece, (nem tanto!)
até ai tudo bem. O lance é que muito ‘midiota’ acha que ele pode ser uma alternativa
viável para governar o Brasil, por incrível que pareça. É só lembra quantos
votos o dito cujo teve em disputa com a Dilma em 2010.
Ele confia
tanto na leseira de seu eleitor, que já assume abertamente a sua intenção, e
vocação política, de entregar as riquezas do país aos interesses estrangeiros, notadamente
os EUA. Já não esconde isso! Projetos seus abertos para quem quiser ver, e ler,
defende explicitamente a doação da Petrobrás
e do pré-sal.
"Senado publicará as conversas do Serra (PSDB) com a Chevron. Ele promete entregar o pré-sal
Senador Roberto Requião
(PMDB-PR) disse que irá publicar todo o conteúdo divulgado pelo wikileaks sobre
o Brasil; "as conversas do Serra com a Chevron estão lá".
Na última segunda-feira,
o senador Roberto Requião (PMDB-PR) reuniu diversos colegas para um jantar
suprapartidário em sua casa, em Curitiba.
Do encontro,
participaram nomes como Gleisi Hoffmann (PT-PR), Luiz Henrique (PMDB-SC),
Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) e José Serra (PSDB-SP). O convidado principal
era o economista Carlos Lessa, ex-presidente do BNDES, que falou sobre uma nova
agenda de desenvolvimento para o País.
No encontro, Serra antecipou seu plano para a Petrobras. Disse que defende a empresa, que pretende fortalecê-la, mas que a empresa deve se restringir às atividades de prospecção e exploração. Serra saiu de Curitiba sem aliados. Pelo contrário. "O plano dele é o fim do mundo", disse Requião ao 247. "Significa a entrega total do pré-sal", completa o senador, afirmando que irá combater, com unhas e dentes, o chamado Plano Serra.
Um dos instrumentos será a publicação, pela gráfica do Senado, de todas as informações sobre o Brasil já divulgadas pelo Wikileaks, o site de vazamentos de informações confidenciais criado pelo australiado Julian Assange. "Estão ali todas as conversas do Serra com a Chevron, em que ele promete abrir o pré-sal", avisa Requião.
Segundo ele, o projeto de Serra é inoportuno e não tem chances de prosperar no Senado. "Ainda mais agora que a China iniciou seu Plano Marshall para a Petrobras", diz Requião, referindo-se ao empréstimo de US$ 3,5 bilhões concedidos pelo Banco de Desenvolvimento da China para a Petrobras. "Quem vai ousar dizer que a Petrobras não tem crédito no mercado internacional?”
Fator Levy
O que mais preocupa o político paranaense, no entanto, não é um projeto que ele considera fadado ao fracasso, mas sim o ajuste fiscal proposto pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy. "Esse ajuste vai explodir nas ruas e eu desconfio que o Levy pode estar querendo derrubar a Dilma", diz ele. "Quando a Grécia entrou nesse discurso de ajuste, tinha uma dívida de 108% do PIB e um desemprego pouco acima de 10%. Depois dele, a dívida dobrou e o desemprego foi a 25%. Esse tipo de ajuste fiscal só serve para salvar a banca", afirma.
Requião critica, inclusive, o ex-presidente Lula por endossar o ajuste fiscal. "Não é porque ele acha que funcionou, em termos de popularidade, na época do Henrique Meirelles, que vai funcionar agora. O mundo era outro. O Brasil contava com o vento a favor da alta das commodities. Hoje, não tem mais essa margem de manobra". Sempre com a língua afiada, Requião diz que Levy é o "cabo Anselmo" do governo Dilma.
No encontro, Serra antecipou seu plano para a Petrobras. Disse que defende a empresa, que pretende fortalecê-la, mas que a empresa deve se restringir às atividades de prospecção e exploração. Serra saiu de Curitiba sem aliados. Pelo contrário. "O plano dele é o fim do mundo", disse Requião ao 247. "Significa a entrega total do pré-sal", completa o senador, afirmando que irá combater, com unhas e dentes, o chamado Plano Serra.
Um dos instrumentos será a publicação, pela gráfica do Senado, de todas as informações sobre o Brasil já divulgadas pelo Wikileaks, o site de vazamentos de informações confidenciais criado pelo australiado Julian Assange. "Estão ali todas as conversas do Serra com a Chevron, em que ele promete abrir o pré-sal", avisa Requião.
Segundo ele, o projeto de Serra é inoportuno e não tem chances de prosperar no Senado. "Ainda mais agora que a China iniciou seu Plano Marshall para a Petrobras", diz Requião, referindo-se ao empréstimo de US$ 3,5 bilhões concedidos pelo Banco de Desenvolvimento da China para a Petrobras. "Quem vai ousar dizer que a Petrobras não tem crédito no mercado internacional?”
Fator Levy
O que mais preocupa o político paranaense, no entanto, não é um projeto que ele considera fadado ao fracasso, mas sim o ajuste fiscal proposto pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy. "Esse ajuste vai explodir nas ruas e eu desconfio que o Levy pode estar querendo derrubar a Dilma", diz ele. "Quando a Grécia entrou nesse discurso de ajuste, tinha uma dívida de 108% do PIB e um desemprego pouco acima de 10%. Depois dele, a dívida dobrou e o desemprego foi a 25%. Esse tipo de ajuste fiscal só serve para salvar a banca", afirma.
Requião critica, inclusive, o ex-presidente Lula por endossar o ajuste fiscal. "Não é porque ele acha que funcionou, em termos de popularidade, na época do Henrique Meirelles, que vai funcionar agora. O mundo era outro. O Brasil contava com o vento a favor da alta das commodities. Hoje, não tem mais essa margem de manobra". Sempre com a língua afiada, Requião diz que Levy é o "cabo Anselmo" do governo Dilma.
O senador paranaense tem
também uma posição peculiar sobre a Lava Jato. "Foram presos vários
executivos, mas os que deveriam ter sido presos são os donos, os acionistas das
empreiteiras", diz ele. "Ninguém paga propinas sem aval dos donos".
Publicado em correntesdaescravidao
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quarta-feira, 21 de outubro de 2015
O que o serra andou aprontando tão escondido em meio a tanta agitação na área
O que
o serra estaria fazendo tão calado
em tempos tão agitados da cena política nacional e de protagonismo radical de seu
partido? Estaria tentando se preservar dos excessos de correligionários seus e,
‘na moita’, esperando o que ‘de bom’ pode sobrar pra ele, já que é de seu
perfil capcioso uma atitude como esta?
Coisa pior,
como é de seu feitio. Trabalhando contra o Brasil, como bom defensor que é de
interesses não nacionais e fazendo jus a seu mandato como defensor de direitos
dos EUA por aqui. E o que
é pior, às suas custas, eleitor paulista,
com os seus 11 milhões de votos.
Ainda
tenho duvidas sobre o que, de fato, motivou tanto apoio assim por parte do eleitorado
paulista, não só a ele, como também aos 20 anos de governo do psdb no Estado.
Para fazer o que hoje está tão evidente,
ou não?
Será se
o eleitor ‘fiel’ está, mesmo, vendo, e curtindo, as maravilhas de um (des) governo alckmin? Tenho cá minhas
dúvidas.
Mas,
voltando, leia abaixo mais um perola da genialidade entreguista e antinacional
do serra. Ia acrescentar antipovo (eleitor?),
mas, seria mera redundância.
"O projeto de Serra para estrangular o Estado
J. Carlos de Assis*
Os fundamentos de Serra para justificar seu projeto
refletem o mantra do neoliberalismo segundo o qual a dívida pública sempre é
algo negativo.
Entre
as patacoadas fiscalistas com que costuma brindar o país, o senador José Serra
acaba de incluir uma joia do pensamento econômico conservador norte-americano,
tese central do Tea Party, a saber, a criação de um teto máximo para a dívida
pública. Amigos meus estão apreensivos com essa iniciativa já que, tendo em
vista a situação caótica do Congresso Nacional, é possível que dê passagem às
besteiras mais irresponsáveis em função de intrigas partidárias ou das manobras
defensivas de um presidente da Câmara próximo da cassação.
Gostaria de contribuir para tranquilizar as pessoas de boa fé que estão assinando um manifesto contra o projeto. Eu também o assinei, mais por educação do que por preocupação. O projeto Serra, quando for percebido pelas classes dominantes, vai reunir contra si a fina flor dos banqueiros e financistas brasileiros pela razão óbvia de que, se for implementado, colocará em risco não só o orçamento social do Estado mas o pagamento do serviço da dívida pública. Ou seja, é um roteiro direto para o calote financeiro.
Por que Serra inventou um projeto tão idiota? Claro, ele segue a cartilha dos conservadores do Partido Republicano dos Estados Unidos, em especial os radicais do Tea Party. Estes, por razões estritamente políticas e nada técnicas, tentaram empurrar um teto goela abaixo de Obama em 2011, deixando em pânico Wall Street. Na hora H, o projeto foi derrotado sob pressão dos financistas, com medo de que, sob o teto da dívida, o Governo norte-americano acabaria por ter de dar o calote em sua dívida pública.
Não é que não haja um teto periodicamente renovado pelo Congresso para a dívida pública dos Estados Unidos. Existe sim, mas é meramente formal. Sempre que, em razão do déficit público anual, a dívida pública chega próxima do teto, o Congresso aprova sua elevação de forma quase automática. Nem mesmo a loucura política avassaladora que se manifesta nos conflitos entre Partido Republicano e Partido Democrata é capaz de desembocar em algo tão contrário aos interesses das classes dominantes como a possibilidade de um calote na dívida.
De fato, entre os anos 40 e esta década, o Congresso norte-americano autorizou nada menos do que cerca de cem vezes o aumento do teto. Toda vez que a situação orçamentária exigia um déficit expressivo, rompendo o teto, o Congresso aprovou. Isso significa que o teto é uma mera convenção. O importante é a formulação e a execução do orçamento. Em determinadas circunstâncias do ciclo econômico, o déficit não é apenas necessário mas fundamental para estimular a retomada do crescimento econômico e do emprego.
Por que o teto da dívida norte-americana teve que ser elevada? É que, no esforço de fazer a economia retomar depois do início da crise em 2008, o Governo Obama teve de recorrer a déficit de 1,413 trilhão de dólares em 2009; 1,294 trilhão em 2010; 1,1 trilhão em 2011; 680 bilhões de dólares em 2012; 492 bilhões em 2013. No ano passado, ficou na faixa de 2013. Sem aumentar o teto da dívida, a economia do país teria afundado pois a eficácia da política monetária, mantida a zero por cento, tem sido praticamente nula.
Os fundamentos de Serra para justificar seu projeto são toscos. Reflete o mantra do neoliberalismo segundo o qual a dívida pública, sempre, é algo economicamente negativo. Esquece o fato elementar, aparentemente desconhecido por ele, de que dívida pública é um instrumento fundamental de política econômica desde os primórdios do capitalismo. Entre outras coisas, é uma forma de cobrir gastos públicos sem aumentar impostos, sendo seu custo coberto pela ampliação do próprio aumento de circulação do dinheiro (senhoriagem).
A raiva da classe dominante financeira em relação ao aumento da dívida pública é justamente a perda da receita de senhoriagem para o Estado. Se a atividade econômica se eleva de 100 para 200, a economia exige que se dobre o dinheiro em circulação. Quem se apropria desse dinheiro? Se a dívida aumenta, o aumento será apropriado pelo Governo sem custos. Se a dívida se mantém no mesmo nível, ou se cai, conforme quer Serra, o sistema bancário se apropria da receita de senhoriagem e a divide com outros financistas.
Entretanto, nem todo aumento da dívida pública é virtuoso. Se é apenas para rolar a dívida velha, como acontece quando temos déficit nominal acima do superávit primário – e quando o serviço pago da dívida velha não retorna como gastos reais à economia mas continua no giro especulativo do over -, estamos diante de um círculo vicioso infernal, que neste ano resultará numa contração da economia de cerca de 5% (o FMI já fala em 3%). Nesse contexto, porém, segurar o teto da dívida nos níveis propostos por Serra seria ainda mais recessivo.
Para uma avaliação dessas consequências, basta imaginar situação na qual o teto da dívida seja estourado em razão da repercussão da inflação e dos juros na execução orçamentária até outubro. Daí em diante, o Governo teria que escolher as despesas que deveria pagar: saúde, educação, segurança, juros da dívida pública. Escolham! Uma vez escolhida uma dessas rubricas, por favor, peça ao senador Serra e ao Congresso que comuniquem aos setores atingidos sua contribuição ao equilíbrio fiscal. E que se arranjem, por favor, num entendimento com os credores da dívida pública!
*Economista, professor, doutor pela Coppe/UFRJ, autor, entre outros livros de economia política, de “Os Sete Mandamentos do Jornalismo Investigativo”, Ed. Textonovo, SP.
Gostaria de contribuir para tranquilizar as pessoas de boa fé que estão assinando um manifesto contra o projeto. Eu também o assinei, mais por educação do que por preocupação. O projeto Serra, quando for percebido pelas classes dominantes, vai reunir contra si a fina flor dos banqueiros e financistas brasileiros pela razão óbvia de que, se for implementado, colocará em risco não só o orçamento social do Estado mas o pagamento do serviço da dívida pública. Ou seja, é um roteiro direto para o calote financeiro.
Por que Serra inventou um projeto tão idiota? Claro, ele segue a cartilha dos conservadores do Partido Republicano dos Estados Unidos, em especial os radicais do Tea Party. Estes, por razões estritamente políticas e nada técnicas, tentaram empurrar um teto goela abaixo de Obama em 2011, deixando em pânico Wall Street. Na hora H, o projeto foi derrotado sob pressão dos financistas, com medo de que, sob o teto da dívida, o Governo norte-americano acabaria por ter de dar o calote em sua dívida pública.
Não é que não haja um teto periodicamente renovado pelo Congresso para a dívida pública dos Estados Unidos. Existe sim, mas é meramente formal. Sempre que, em razão do déficit público anual, a dívida pública chega próxima do teto, o Congresso aprova sua elevação de forma quase automática. Nem mesmo a loucura política avassaladora que se manifesta nos conflitos entre Partido Republicano e Partido Democrata é capaz de desembocar em algo tão contrário aos interesses das classes dominantes como a possibilidade de um calote na dívida.
De fato, entre os anos 40 e esta década, o Congresso norte-americano autorizou nada menos do que cerca de cem vezes o aumento do teto. Toda vez que a situação orçamentária exigia um déficit expressivo, rompendo o teto, o Congresso aprovou. Isso significa que o teto é uma mera convenção. O importante é a formulação e a execução do orçamento. Em determinadas circunstâncias do ciclo econômico, o déficit não é apenas necessário mas fundamental para estimular a retomada do crescimento econômico e do emprego.
Por que o teto da dívida norte-americana teve que ser elevada? É que, no esforço de fazer a economia retomar depois do início da crise em 2008, o Governo Obama teve de recorrer a déficit de 1,413 trilhão de dólares em 2009; 1,294 trilhão em 2010; 1,1 trilhão em 2011; 680 bilhões de dólares em 2012; 492 bilhões em 2013. No ano passado, ficou na faixa de 2013. Sem aumentar o teto da dívida, a economia do país teria afundado pois a eficácia da política monetária, mantida a zero por cento, tem sido praticamente nula.
Os fundamentos de Serra para justificar seu projeto são toscos. Reflete o mantra do neoliberalismo segundo o qual a dívida pública, sempre, é algo economicamente negativo. Esquece o fato elementar, aparentemente desconhecido por ele, de que dívida pública é um instrumento fundamental de política econômica desde os primórdios do capitalismo. Entre outras coisas, é uma forma de cobrir gastos públicos sem aumentar impostos, sendo seu custo coberto pela ampliação do próprio aumento de circulação do dinheiro (senhoriagem).
A raiva da classe dominante financeira em relação ao aumento da dívida pública é justamente a perda da receita de senhoriagem para o Estado. Se a atividade econômica se eleva de 100 para 200, a economia exige que se dobre o dinheiro em circulação. Quem se apropria desse dinheiro? Se a dívida aumenta, o aumento será apropriado pelo Governo sem custos. Se a dívida se mantém no mesmo nível, ou se cai, conforme quer Serra, o sistema bancário se apropria da receita de senhoriagem e a divide com outros financistas.
Entretanto, nem todo aumento da dívida pública é virtuoso. Se é apenas para rolar a dívida velha, como acontece quando temos déficit nominal acima do superávit primário – e quando o serviço pago da dívida velha não retorna como gastos reais à economia mas continua no giro especulativo do over -, estamos diante de um círculo vicioso infernal, que neste ano resultará numa contração da economia de cerca de 5% (o FMI já fala em 3%). Nesse contexto, porém, segurar o teto da dívida nos níveis propostos por Serra seria ainda mais recessivo.
Para uma avaliação dessas consequências, basta imaginar situação na qual o teto da dívida seja estourado em razão da repercussão da inflação e dos juros na execução orçamentária até outubro. Daí em diante, o Governo teria que escolher as despesas que deveria pagar: saúde, educação, segurança, juros da dívida pública. Escolham! Uma vez escolhida uma dessas rubricas, por favor, peça ao senador Serra e ao Congresso que comuniquem aos setores atingidos sua contribuição ao equilíbrio fiscal. E que se arranjem, por favor, num entendimento com os credores da dívida pública!
*Economista, professor, doutor pela Coppe/UFRJ, autor, entre outros livros de economia política, de “Os Sete Mandamentos do Jornalismo Investigativo”, Ed. Textonovo, SP.
Na Carta Maior
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O que o serra andou aprontando tão escondido em meio a tanta agitação na área
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Paulo Athayde
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Um pouco da história do PSDB. A traição e subserviência do Serra quando governador em 2007
Vê-se
que o estagio de Serra nos EUA
quando posava de exilado político nos tempos da ditadura militar foi bem proveitoso. Ele voltou um fã de carteirinha
daquele país e seu sonho, bem como o do seu partido, é submeter de vez o Brasil
ao papel “honroso” de “área de influência ou colônia preferencial” do grande
algoz do norte, que, mesmo sem convites tão – como poderia dizer? – amistosos,
entreguistas e subserviente, costuma meter as caras nos interesses e na casa dos
outros, agora, imagina com convite tão afetuoso.
Ao pé
da letra, o que ele fez foi um grande ato de traição ao país, ao passar por
cima do Itamaraty e agir como se o Estado de São Paulo fosse algo à parte do
Brasil. Este é o Serra e o seu “partido”,
o psdb, em busca do seu sonho maior:
transformar o Brasil em um capacho privilegiado dos EUA.
Para isso
ele conta com o seu voto!
Nova leva de documentos do Wikileaks revelam que Serra queria treinamento para lidar com bombas e ameaças no transporte público, que seriam de autoria da facção
"Serra, governador, pediu ajuda aos EUA contra ataques de PCC
Por Daniel Santini, especial para a Pública
Publicado originalmente pela Pública – livre
reprodução desde que citada a fonte (CC)
Assim que assumiu o poder como governador de São
Paulo, em janeiro de 2007, José Serra (PSDB) foi procurar o embaixador dos
Estados Unidos no Brasil Clifford M. Sobel para pedir orientações sobre como
lidar com ataques terroristas nas redes de metrô e trens, atribuídos por
membros do governo paulista ao PCC.
O encontro foi o primeiro de uma série em que, como
governador, Serra buscou parcerias na área de segurança pública, negociando
diretamente com o Consulado Geral dos Estados Unidos, em São Paulo, sem
comunicar ao governo federal. É o que revelam relatórios enviados à época pela
representação diplomática a Washington e divulgados agora pela agência de
jornalismo investigativo Pública, em parceria com o grupo Wikileaks.
Os documentos, classificados como “sensíveis” pelo
consulado, são parte de um conjunto de 2.500 relatórios ainda inéditos sobre
temas variados, que foram analisados em junho por uma equipe de 15 jornalistas
independentes e serão apresentados em reportagens ao longo desta semana. Os
telegramas que falam dos encontros de Serra com representantes dos Estados
Unidos também revelam a preocupação do então governador com o poder do Primeiro
Comando da Capital (PCC) nas prisões.
Após tomar posse como governador, a primeira
reunião de Serra com representantes dos Estados Unidos, realizada em 10 de
janeiro de 2007, é descrita em detalhes em um relatório no dia 17.
Continue lendo, aqui.
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