quarta-feira, 11 de março de 2015

O que de melhor se fez em educação nas últimas décadas no país


Este artigo é uma resposta a um amigo aqui no Facebook, a uma postagem que compartilhei do Twitter (Lucas Becskeházy @santos22lucas 2 h), que ser referia às “só” 18 universidades federais criadas pelo “péssimo” governo Lula em 10 anos de governo.  E ironizando: “Imagine se fosse ótimo”. 

Ao que o amigo classificou como “inúteis” ou para “inglês ver”. Como acabei por “falar” tanto, achei por bem publicar, aqui, no “Coluna do Leitor” e compartilhar no Facebook.

Espero que o amigo não faça objeções, e, em função disso, omiti o seu nome.

   - É, não duvido. (sobre a falta de professores).

O processo de criação de universidades foi, relativamente, rápido, e é bem provável que o problema de mão de obra qualificada seja, mesmo, sério, mas, há de convir, que é um grande passo, sobretudo quando se sabe que o número de universidades federais estava, praticamente, congelado desde os tempos da ditadura.

No governo FHC, por exemplo, foi o período do “boom” das universidades particulares, com a “qualidade” que todos conhecem, quando o maior empresário do setor, à época, e hoje, o Di Gênio, que construiu seu império a partir, exatamente, deste período, foi seriamente cogitado para ser o Ministro da Educação do Fernando Henrique. E é público e notório, que as melhores universidades do país são publicas.

E olhe que o FHC é professor, um “multidoutor” e o Lula um mero operário, “analfabeto”, como gostam de dizer. Em 2003, inicio do governo Lula, existiam no país 114 universidades e campus federais, e hoje, são 275, algumas delas no governo Dilma.

Sabia que foi, também, o Lula que criou mais de 5 mil bibliotecas públicas – o projeto era construir uma para cada um dos 5.565 municípios do pais, mas, não deu tempo em seu governo, leia mais aqui – e, pelo que se sabe, o “multidoutor” não criou nenhuma?

Isso sem falar em programas como o “Ciência sem Fronteiras”, que tem sido um diferencial na formação de futuros profissionais, e que muito crítico por ai, deve usar e aproveitar caladinho enquanto continua “metendo o pau” nos governos do PT. Conheço um muito virulento por sinal, cuja filha foi fazer um curso em um país do Oriente pelo programa. Mal sabe que o candidato a Ministro da Educação do Aécio deu entrevista na Folha, onda dizia claramente sobre a inviabilidade destes programas, e que estava em seus planos suprimir. 

Tem certo jornalista, blogueiro de Veja, ou “Óia” para os íntimos, que tentou “detonar” a imagem do Lula (2010), como o governante que fez o que fez pela educação, apostando na desinformação do seu fã e/ou leitor, cuja farsa foi criteriosamente desmontada por um reitor federal. Se estiver interessado em mais informações, clique aqui.

Esta má vontade com o Lula vai além da revolta com as hipotéticas “más ações” – até hoje nunca comprovadas, diga-se de passagem, apesar dos esforços da mídia de sempre – que tenha feito ou praticado. É mais do que isso. É, sobretudo, um “despeito” de certa elite, ou quem se julga ser ou pertencer a ela, que não se conforma que um dos maiores governantes deste país – senão o maior – reconhecido internacionalmente – recebeu 55 títulos “Doutor Honoris Causa”, a maioria estrangeiros, e o “multidoutor” tem 13, apenas – tenha tido uma origem tão humilde ou pobre.

Retirante nordestino que veio para São Paulo em um “pau de arara” e que vendeu “pentinho” na Praça da Sé... É demais para a vaidade de muita gente.

Revisado em 040315

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