sábado, 14 de fevereiro de 2015

Perda de 1 bilhão por dia enquanto fhc ia a praia, em 1999


Talvez, dentro de sua ótica, do fhc, não fosse perda, já que fazia parte do acordo acertado de “ferrar” o Brasil em benefício de seus “patrocinadores” pessoais, EUA&Cia, logo, era coerência.
 
     "Em 1999, economia do país vivia seu momento crucial, Brasil chegava a perder mais de 1 bilhão por dia e FHC resolveu ir para a praia Fernando Henrique Cardoso escolheu parte dos apetrechos que queria ver acomodados em sua mala: bermudas, camisetas, sandálias… Parecia finalmente decidido a seguir as instruções de Roberto Camarinha, o médico da Presidência da República.

Às voltas com um diagnóstico de estresse, repousaria por seis dias em um recanto paradisíaco do litoral de Sergipe. Ria-se do nome: praia do Saco. Mas se mostrava embevecido com a descrição que o governador Albano Franco lhe fizera do lugar.

Ao decolar de Brasília, na manhã da última terça-feira, o presidente estava animado com a perspectiva de repouso. Um único compromisso o separava do paraíso sergipano. Faria escala no Rio, para inaugurar o centro gráfico de “O Globo”.

No Banheiro

Nem bem aterrissou no Galeão, foi logo alcançado por Pedro Malan. O ministro da Fazenda discou de Brasília. Cercado de ministros, observado pelos presidentes do Senado, Antonio Carlos Magalhães, e da Câmara, Michel Temer, FHC buscou privacidade no banheiro da sala de autoridades da ala militar do aeroporto do Rio.

Assim, ao lado de uma pia, começou a gorar o descanso que planejara havia mais de um mês. Em vez do repouso prescrito pelo doutor Camarinha, viveria dali em diante o que definiu como alguns de seus piores momentos.

Em nenhum outro instante experimentou no governo uma fa
se de tais extremos, em que a sensação de poder se mistura à de impotência. Tonificado pela reeleição, parece mais frágil do que nunca.

No discurso de posse, há 17 dias, recusou o papel de gerente da crise. Mas, segundo a definição de um amigo, tem hoje o cotidiano gerido por ela.

Malan telefonou justamente para informá-lo sobre a deterioração do ambiente econômico. O governo talvez tivesse de antecipar a desvalorização do real, algo que era programado para março.

Pensou em retornar a Brasília. Foi desaconselhado. Imaginou-se que a informação de que voltaria à capital antes do previsto, às pressas, pudesse levar pânico ao mercado, açulando ainda mais a fuga de dólares.

Assim, decidiu voar para Sergipe, embora soubesse que teria de regressar no dia seguinte.

Antes de seguir para o compromisso do Rio, levou o celular uma vez mais ao banheiro do Galeão.(na Folha/1999)

Publicado em portalmetropole

Se gostou deste post subscreva o nosso RSS Feed ou siga-nos no Twitter para acompanhar nossas atualizações

*

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Olá!

Bem vindo, a sua opinião é muito importante.