Talvez, dentro de sua ótica, do fhc, não fosse perda, já que fazia parte do
acordo acertado de “ferrar” o Brasil em benefício de seus “patrocinadores”
pessoais, EUA&Cia, logo, era coerência.
"Em 1999, economia do país vivia seu momento
crucial, Brasil chegava a perder mais de 1 bilhão por dia e FHC resolveu ir
para a praia Fernando Henrique Cardoso escolheu parte dos
apetrechos que queria ver acomodados em sua mala: bermudas, camisetas,
sandálias… Parecia finalmente decidido a seguir as instruções de Roberto
Camarinha, o médico da Presidência da República.
Às voltas com um diagnóstico de estresse,
repousaria por seis dias em um recanto paradisíaco do litoral de Sergipe.
Ria-se do nome: praia do Saco. Mas se mostrava embevecido com a descrição que o
governador Albano Franco lhe fizera do lugar.
Ao decolar de Brasília, na manhã da última
terça-feira, o presidente estava animado com a perspectiva de repouso. Um único
compromisso o separava do paraíso sergipano. Faria escala no Rio, para
inaugurar o centro gráfico de “O Globo”.
No Banheiro
Nem bem aterrissou no Galeão, foi logo alcançado por Pedro Malan. O ministro da Fazenda discou de Brasília. Cercado de ministros, observado pelos presidentes do Senado, Antonio Carlos Magalhães, e da Câmara, Michel Temer, FHC buscou privacidade no banheiro da sala de autoridades da ala militar do aeroporto do Rio.
Assim, ao lado de uma pia, começou a gorar o
descanso que planejara havia mais de um mês. Em vez do repouso prescrito pelo
doutor Camarinha, viveria dali em diante o que definiu como alguns de seus
piores momentos.
Em nenhum outro instante experimentou no governo
uma fa
se de tais extremos, em que a sensação de poder se mistura à de
impotência. Tonificado pela reeleição, parece mais frágil do que nunca.
No discurso de posse, há 17 dias, recusou o papel
de gerente da crise. Mas, segundo a definição de um amigo, tem hoje o cotidiano
gerido por ela.
Malan telefonou justamente para informá-lo sobre a deterioração do ambiente econômico. O governo talvez tivesse de antecipar a desvalorização do real, algo que era programado para março.
Pensou em retornar a Brasília. Foi desaconselhado.
Imaginou-se que a informação de que voltaria à capital antes do previsto, às
pressas, pudesse levar pânico ao mercado, açulando ainda mais a fuga de
dólares.
Assim, decidiu voar para Sergipe, embora soubesse que teria de regressar no dia seguinte.
Assim, decidiu voar para Sergipe, embora soubesse que teria de regressar no dia seguinte.
Antes de seguir para o compromisso do Rio, levou o
celular uma vez mais ao banheiro do Galeão.(na Folha/1999)
Publicado
em portalmetropole
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