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Os interlocutores de Barbosa afirmam que ele “agiu de forma desrespeitosa, premeditadamente agressiva, grosseira e inadequada para o cargo que ocupa.” Assinam a nota os presidentes da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros, Nelson Calandra; da Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil, Nino Toldo; e da Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho). Os três estavam presentes à reunião, ocorrida na tarde desta segunda-feira (8).
O encontro durou cerca de uma hora. Foi filmado pela TV Justiça e aberto aos repórteres, que puderam gravar o áudio da conversa. Barbosa foi ácido com os visitantes. Criticou-os por terem apoiado no Congresso a criação de quatro novos Tribunais Regionais Federais. A emenda constitucional que deu à luz os TRFs foi aprovada na Câmara na semana passada. Já havia passado pelo Senado. Aguarda apenas a promulgação.
Anotam ainda no documento que, ao dizer que os congressistas foram induzidos a erro pelas entidades de magistrados, Barbosa ofendeu também o Legislativo. “Dizer que os senadores e deputados teriam sido induzidos a erro por terem aprovado a proposta de emenda constitucional nº 544, de 2002, que tramita há mais de dez anos na Câmara dos Deputados ofende não só a inteligência dos parlamentares, mas também a sua liberdade de decidir, segundo as regras democráticas da Constituição da República.”
Acrescentam: “É absolutamente lamentável quando aquele que ocupa o mais alto cargo do Poder Judiciário brasileiro manifeste-se com tal desprezo ao Poder Legislativo, aos advogados e às associações de classe da magistratura, que representam cerca de 20 mil magistrados de todo o país.” Avaliam que “os ataques e as palavras desrespeitosas dirigidas às associações de classe, especialmente à Ajufe, não se coadunam com a democracia, pois ultrapassam a liberdade de expressão do pensamento”.
Os líderes da corporação dos juízes já não parecem contar com a hipótese de estreitar inimizades com Joaquim Barbosa. Ao contrário. Insinuam que desejam a ele uma presidência breve. “Como tudo na vida, as pessoas passam e as instituições permanecem. A história do STF contempla grandes presidentes e o futuro há de corrigir os erros presentes.”
- Serviço: Aqui, a íntegra da nota das entidades de magistrados. (De
Josias de Souza)
Embora pareça aleatório, ele fica em pé para manter não só a impressão de superioridade mantendo o efeito psicológico, já comprovado, sobre os seus interlocutores quando, dada a situação, não permitiria aos demais de fazerem o mesmo.
ResponderExcluirOlá!
ExcluirÉ verdade.
O efeito é poderoso e, adicionado à sua antológica grosseria no trato com o contraditório, o que ficou claro no julgamento da Ação 470, bem como o relatado neste artigo e aliados ao estrelismo diante das câmeras, amplia a sua imagem prepotente e onisciente, que, infelizmente agrada a certa parcela do público que costuma associar truculência com eficiência, confiabilidade e senso de justiça.
Um abraço
Talvez ele tenha um furúnculo crônico no sentador.
ResponderExcluirkkkkkkkkk...
É, não havia pensado nisso.
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