sexta-feira, 9 de novembro de 2018

'Brasil nunca aplicou Paulo Freire', diz pesquisador. Para os golpistas é o mentor do comunismo local

Em meio à insanidade geral que se apossou de grande parte do eleitorado via fake nwesWhatsApp, o Paulo Freire foi lembrado e  execrado, por muita gente que, com certeza não tinha, não tem,  a mínima ideia de quem ele era, e muito menos sobre o seu trabalho. Instinto de boiada é seguir juntos de “cabeça baixa” e lançar-se juntos no precipício político/eleitoral em que nos meteu a todos.

As mudanças bibliográficas que ministro’s [sic] de educação do bolsonaro preconizam para a educação como um todo, vem dessa leseira, desse uso e abuso dos corações e mentes de tantos, completamente tomados pela farsa e pela mentira, preconizando abolir o Paulo Freire como ícone maior de que chamam de comunismo nas escolas.

Veja esta entrevista de um pesquisador à BBC/Brasil (2015), quando fala sobre o “uso” do Paulo Freire no Brasil.

     "Brasil nunca aplicou Paulo Freire',diz pesuisador

Chega de doutrinação marxista. Basta de Paulo Freire". A frase, que aparecia em uma faixa durante a manifestação contra o governo Dilma Rousseff em Brasília, em março de 2015, causou polêmica nas redes sociais e provocou até uma resposta da ONU, defendendo o educador brasileiro famoso mundialmente pela teoria da pedagogia crítica.

Considerado patrono da educação no Brasil desde 2012, Freire dá nome a institutos acadêmicos em países como Finlândia, Inglaterra, Estados Unidos, África do Sul e Espanha, mas, em sua terra natal, tem sido criticado por manifestantes e articulistas pelo que consideram sua "influência esquerdista" no ensino.

O historiador e doutor em Educação José Eustáquio Romão, seu amigo pessoal e especialista em sua obra, discorda: "Paulo Freire nunca foi aplicado na educação brasileira. (...) Ele entra (nas universidades) como frase de efeito, como título de biblioteca, nome de salão."

Em entrevista à BBC Brasil, ele diz que as ideias e o método de alfabetização de adultos criado por Freire já serviram de base para políticas públicas em diversos países, mas ainda se resumem a experiências pontuais no Brasil.

"Estou convencido de que se aplicarmos hoje (o método), acabamos com o analfabetismo no Brasil em um ano", afirma.

Segundo os dados mais recentes do IBGE, o Brasil ainda possui 13 milhões de analfabetos, apesar da diminuição do índice nos últimos anos.

Romão, que é um dos fundadores do Instituto Paulo Freire e, atualmente, diretor de mestrado e doutorado na Universidade Nove de Julho (Uninove), em São Paulo, passou os últimos 15 anos em busca do manuscrito perdido do livro Pedagogia do Oprimido, obra mais conhecida e traduzida do educador pernambucano, morto em 1997.

O manuscrito, que contém trechos inéditos do livro – publicado nos Estados Unidos em 1970 e proibido pelo regime militar brasileiro até 1974 – sobreviveu à ditadura chilena nas mãos de Jacques Chonchol, ex-ministro de Agricultura no governo de Salvador Allende (1970-1973). Agora, foi devolvido ao Brasil.

Continue lendo, aqui.

Em BBC 

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