quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Paraísos fiscais. Lavanderias de luxo do dinheiro sujo

Tem coisas erradas, que de tão comuns ou corriqueiras, acabam se estabelecendo como verdades ou coisas boas, na cabeça de todos.

São como certas mentiras, que de tanto serem repetidas, acabam “virando” verdades.

A existências de inúmeros paraísos fiscais, que são centros bancários oficiosos que recebem, administram, legalizam ou “lavam” o dinheiro sujo produzido no mundo, é uma dessa grandes mentiras, ou melhor dizendo, hipocrisias de governos, políticos e da mentalidade amoral das “elites internacionais”.

Não há quem desconheça a natureza das atividades financeiras que ali se pratica, mas já gozam de certo “status” e glamour, acessíveis a poucos privilegiados.

Não são só bandidos convencionais e traficantes internacionais mas, sobretudo, pessoas que desfilam toda a hipocrisia da situação, em todos os países: governos, empresários, políticos, celebridades etc.

A Suíça, mãe de toda essa rede de desonestidade, roubo e irregularidade, mantém a sua imagem imaculada, de país desenvolvido, moderno, primeiríssimo mundo, liderando todos os índices de qualidade de vida, riqueza, organização e bem estar social, construídos com o dinheiro sujo do mundo, responsáveis, como se sabe, por mortes, misérias e muita sujeira.

A Suíça continua sendo uma lavanderia de luxo, do lixo financeiro, ao lado de outras menos nobres, como Ilhas Virgens, Bahamas, Panamá, Ilhas Virgens Britânicas e outras.

O comportamento moral e/ou ético são princípios que se pregam e se cobram, apenas, dos outros.

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